Torcedores e conselheiros cobram, mas Muricy é bancado pela diretoria

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O técnico Muricy Ramalho vive um momento inédito desde que chegou ao Santos, em abril do ano passado. Nem mesmo após a goleada sofrida para o Barcelona, na final do Mundial de Clubes, o treinador foi tão questionado por torcedores e conselheiros como agora. No empate contra o Náutico, inclusive, ele chegou a ouvir algumas vaias e até gritos de "burro" das sociais.
No entanto, a pressão – ainda tímida – não abala a convicção da diretoria alvinegra, que confia e banca o treinador. Membros do Comitê de Gestão têm ressalvas quanto ao trabalho dele, como a pouca utilização de garotos revelados nas categorias de base, mas acreditam que Muricy é o melhor nome disponível no Brasil.
Embora o comandante alvinegro tenha vencido quatro títulos em pouco mais de um ano e meio na Vila Belmiro, a eliminação para o Corinthians na semi da Libertadores e principalmente o mau desempenho no Brasileirão minaram a paciência de parte dos santistas com ele. Para conselheiros, ele não justifica o alto salário – estipulado em cerca de R$ 600 mil – e serve como "escudo" para a diretoria, que, segundo eles, sabe mais de finanças do que de futebol.
Embora tenha levantado mais taças, o aproveitamento de pontos de Muricy Ramalho (56%) é pior do que o dos antecessores Dorival Júnior (65%) e Adílson Batista (60,6%).
A situação vivida pelo treinador não é inédita. No São Paulo, clube pelo qual venceu três Brasileiros, ele também foi contestado. A diferença, porém, é que no Morumbi a pressão vinha de diretores e não da torcida.
Com contrato até o fim de 2013, Muricy tem tranquilidade para trabalhar e só deve perdê-la caso o time tenha desempenho muito aquém no Paulistão. Por enquanto, as críticas sequer mexem com o humor dele.
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