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Tony Kanaan: 'É um alívio gigantesco'

Guilherme pelo Dinamo Kiev (Foto: Divulgação/Site Oficial)
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Dia 28/10/2015
06:10

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Feliz e aliviado pelo acerto com a KV Racing, antecipado pelo LANCENET! e anunciado nesta segunda-feira, Tony Kanaan já arregaçou as mangas e começou o trabalho visando à temporada da IndyCar, que começa domingo, em St.Petersburg. Ainda nesta segunda, ele conheceu integrantes do time na pista de Homestead, onde fará um teste de checagem, terça-feira.

LANCENET! Como foram os últimos dias da negociação?
TONY KANAAN: Na verdade, foi aos 48 do segundo tempo, nos acréscimos. Foi uma negociação difícil. Alguém me perguntou se agora o susto tinha passado, mas não, o susto havia sido muito antes. Eu já estava no desespero, mesmo. A negociação não foi dura com a equipe, mas para achar uma forma que funcionasse para todo mundo para que eu corresse o ano inteiro. Passado o susto e o desespero, é hora de relaxar. Estou supercontente, quero agradecer ao apoio dos fãs e dos patrocinadores novos.

LNET!: O que foi decisivo para o acerto com a KV?
TK: Não foi nem da nossa parte. Eu já tinha um orçamento para levar, mas a equipe ainda precisava de algum. Eles, junto com a Lotus e a Geico (empresa americana de seguros), assinaram um contrato (de patrocínio) na sexta-feira para viabilizar a temporada inteira. Eles me ligaram no fim de semana e assinamos o contrato.

LNET!: Agora que a situação está mais calma, como está seu foco para o campeonato?
TK: Já vou testar em Homestead. Agora é mais fácil, que é o que sei fazer: guiar. Na verdade, é só para dar umas voltas no carro, ver se tudo funciona. É um teste de última hora, porque desde dezembro não ano. Mas a minha rotina também mudou. Agora tenho compromissos com os meus patrocinadores brasileiros, o que vai ocupar um pouco mais do meu tempo. Antes, eu era contratado de uma equipe e só precisava sentar e acelerar. Agora tenho uma boa satisfação a dar para os meus patrocinadores além de correr.

LNET!: Em meio à incerteza e às reuniões, como você manteve a forma física?
TK: Tive de me adaptar com as coisas que estavam acontecendo. Entre uma reunião e outra, ou supercedo ou muito no fim do dia, eu conseguia manter a minha forma física. Fiz 89 reuniões nos últimos dois meses, mas consegui tempo para manter meu físico. Estou na minha melhor forma na carreira. As reuniões tomaram meu tempo, mas para esquecer dos problemas, eu fazia mais exercício ainda.

LNET!: Quais as suas referências sobre a KV?
TK: É uma equipe extremamente bem fundada. Eles têm um programa de amortecedores muito bom, um engenheiro chamado Mike que trabalha há muito tempo na Indy e ganhou corridas com Greg Moore. A equipe tem todo um potencial. No ano em que eles vieram da antiga Champ Car, ficaram em quarto no campeonato, mas nos últimos anos, se perderam um pouco. Eles deram muito trabalho para mim na época (risos). Eles têm muito potencial e espero que a gente ajude.

LNET!: Agora que as coisas estão mais calmas, que metas você tem para a temporada?
TK: O objetivo é dar à equipe a primeira vitória. Mas para começar o campeonato eu terei de conhecer a equipe, colocar os mecânicos para trabalhar sincronizados, conhecer meu engenheiro. Será muito difícil, terei muito trabalho a fazer, mas o objetivo é ganhar corrida. Eu seria muito pretensioso de dizer que vamos ganhar o campeonato contra a Penske e a Ganassi, mas dá para brigar para ficar entre os seis no campeonato.

LNET!: E como será pilotar um carro nas cores da Lotus com o número 82 como o do Jim Clark em Indianápolis?
TK: É mais do que uma motivação, mas uma responsabilidade. O carro e o número têm História. Parece que foi planejado, mas caiu no nosso colo. Se eu for um terço doque foi o Jim Clark, já será fantástico! Imagine dar essa primeira vitória.

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