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Roger Gracie comenta crescimento do One FC e critica mentalidade do UFC

Roger Gracie (FOTO: Esther Lin)
imagem cameraRoger Gracie (FOTO: Esther Lin)
Dia 26/10/2015
17:42

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O UFC é considerado o maior evento de MMA do mundo, já que possui os lutadores mais renomados e uma estrutura invejável. No entanto, na visão de Roger Gracie, isso pode mudar com a chegada de outros grandes shows. Contratado pelo One FC, o faixa-preta de jiu-jitsu acredita que a franquia pode rivalizar com o Ultimate, principalmente pelo fato de ter sua sede na Ásia e englobar um mercado forte. Além disso, também comentou sobre o tratamento questionado do UFC com os lutadores e o "preconceito" que a organização tem com os atletas que tem a luta de chão como especialidade.

Em entrevista ao LANCE!Net, o decacampeão mundial de jiu-jitsu afirmou que tem acompanhado de perto todo o esforço que o One FC tem fazendo para se tornar o principal rival da organização comandada por Dana White.

- Eu acredito que sim (pode fazer frente ao UFC), ainda mais por serem rivais, mas estarem em continentes diferentes. O marketing do UFC ainda é muito pequeno na Ásia, em comparação ao One FC. O evento vem crescendo bastante de uns anos para cá e o One FC tem um mercado enorme. A comparação para saber se um show tem sucesso, é ver pelo número de pessoas que assistem e na Ásia é imenso. Não tem lugar com mais gente do que lá. Agora eles estão contratando lutadores de nome e já estão fazendo um excelente trabalho - disse, em conversa por telefone ao L!Net.

Recentemente, Wanderlei Silva anunciou sua aposentadoria do MMA por não concordar com o tratamento que o UFC tem com os atletas e fez duras críticas. Roger, que já passou pela franquia e acabou demitido após somente um combate, também deu sua opinião sobre o assunto. O membro da família mais famosa do jiu-jitsu garantiu que a maior preocupação do Ultimate é com o evento ao invés de ser os atletas e confirmou a fama da organização de não pagar bem os competidores.

- Não sei de fatos, mas temos que ver os lados da história. Mas uma coisa visível é que a preocupação maior do UFC é com o evento em si. Ele valorizam os atletas porque sabem que precisam deles, mas a preocupação deles não é 100% com os atletas. Eu lutei lá e a fama que eles têm é de não pagarem bem mesmo. Quem ganha dinheiro lá são os que estão no topo. Lutador mediano não ganha o que merece. Mas como o monopólio é grande, eles sabem que muitos vão querer lutar lá e usam isso nos contratos - afirmou.

Apesar dos Gracie terem proporcionado o grande crescimento do jiu-jitsu e consequentemente o MMA pelo mundo, eles não tem muito espaço no Ultimate e, atualmente, não possuem nenhum representante na franquia. Questionado se acredita existir uma "má vontade" da organização com os membros da família, "Rojão" desconversou, mas deixou claro que a franquia não favorece quem tem como especialidade a luta de chão por não ser bom para os negócios.

- Não seria justo eu afirmar isso, mas uma coisa, independente de Gracie, é que eles favorecem quem luta em pé. Querem que a luta seja em pé, porque para o povo que não entende muito, é mais fácil de saber o que está acontecendo. É mais entretenimento ver dois caras trocando socos do que apreciar um domínio no chão. Quem não entende não vai se interessar tanto dois caras no chão trocando posição. Você vê que nas lutas eles não deixam ficar muito tempo no chão e dessa maneira não tem como desenvolver um bom trabalho no solo e tentar alguma finalização mais precisa - concluiu.

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