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Protegido: Juninho carrega família nas caneleiras

Juninho Pernambucano Caneleiras (Foto: Paulo Sergio)
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Dia 27/10/2015
22:01

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Juninho exibe, orgulhoso, as caneleiras (Foto: Paulo Sergio)

Entre os boleiros, a lembrança da família geralmente fica marcada por tatuagens. Nomes dos filhos, da esposa, dos pais... tudo tem espaço pelo corpo. Mas com Juninho, a história é um pouco diferente. Sem coragem de fazer desenhos definitivos, ele prefere homenagear as pessoas queridas no acessório mais importante para a segurança em campo: as caneleiras.

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A iniciativa surgiu ainda nos tempos de Lyon (FRA) e foi apresentada pelo lateral-esquerdo italiano Fabio Grosso. Desde então o Reizinho adotou o costume e os nomes das três filhas vieram logo à cabeça. Giovanna, Clara e Rafaela ganharam destaque merecido do paizão e em troca dão a proteção às pernas valiosas.

- Nos últimos minutos antes de entrar em campo cada jogador tem sua forma de se concentrar, de pensar. Cada vez que vou colocar a caneleira, vejo os nomes e lembro delas. Sou paizão mesmo e, por estar sempre treinando, jogando, viajando, às vezes não tenho tempo de curtir alguns momentos.

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Para não causar ciúmes em casa, como ele mesmo brincou, Juninho colocou um "R" para ter também a companhia da esposa Rena-
ta em campo. O número 8, marcante na carreira, completa o escudo junto com a bandeira do Brasil.

A precisão do Reizinho nas cobranças de falta já foi objeto de estudos de um físico inglês, gerou um livro e as conclusões ainda são um mistério para quem presencia cada batida. A partir de agora, porém, todos sabem que ele carrega consigo uma força extra nas pernas, encoberta apenas por um meião e impossível de ser calculada.

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Como você fez para reunir tanta coisa importante nas caneleiras?

Primeiramente pensei nas crianças e na minha esposa Renata, por isso coloquei o R. O 8 é o meu número. As cores lembram as do Vasco e tinha que ter a bandeira do Brasil.

Além de ter todas as homenagens, elas são confortáveis também?

São caneleiras grandes, mas feitas sob medida. No início estranhei um pouco, é verdade. É feita de um material bem leve e que ao mesmo tempo protege bastante as canelas.

Alguns jogadores não gostam de caneleiras. Você sempre gostou?

No início da carreira, como todo mundo, eu não gostava muito. Mas o tempo foi passando e percebi que havia necessidade. Muitos jogadores não gostam por causa do tamanho.

Se apegar a esse tipo de coisa ajuda antes de entrar em campo?

Chuteira, as próprias caneleiras, esses materiais pessoais trazem um conforto nesses momentos. Fiz no Lyon, há cinco anos, e nunca mais deixei de usar. Espero levar comigo até o fim da carreira.

Então a proteção de casa é fundamental durante os 90 minutos...

Me sinto protegido. Sabemos que corremos risco jogando futebol e sempre rezo por todos em campo.


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