Protegido: Juninho carrega família nas caneleiras

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Juninho exibe, orgulhoso, as caneleiras (Foto: Paulo Sergio)
Entre os boleiros, a lembrança da família geralmente fica marcada por tatuagens. Nomes dos filhos, da esposa, dos pais... tudo tem espaço pelo corpo. Mas com Juninho, a história é um pouco diferente. Sem coragem de fazer desenhos definitivos, ele prefere homenagear as pessoas queridas no acessório mais importante para a segurança em campo: as caneleiras.
A iniciativa surgiu ainda nos tempos de Lyon (FRA) e foi apresentada pelo lateral-esquerdo italiano Fabio Grosso. Desde então o Reizinho adotou o costume e os nomes das três filhas vieram logo à cabeça. Giovanna, Clara e Rafaela ganharam destaque merecido do paizão e em troca dão a proteção às pernas valiosas.
- Nos últimos minutos antes de entrar em campo cada jogador tem sua forma de se concentrar, de pensar. Cada vez que vou colocar a caneleira, vejo os nomes e lembro delas. Sou paizão mesmo e, por estar sempre treinando, jogando, viajando, às vezes não tenho tempo de curtir alguns momentos.
Para não causar ciúmes em casa, como ele mesmo brincou, Juninho colocou um "R" para ter também a companhia da esposa Rena-
ta em campo. O número 8, marcante na carreira, completa o escudo junto com a bandeira do Brasil.
A precisão do Reizinho nas cobranças de falta já foi objeto de estudos de um físico inglês, gerou um livro e as conclusões ainda são um mistério para quem presencia cada batida. A partir de agora, porém, todos sabem que ele carrega consigo uma força extra nas pernas, encoberta apenas por um meião e impossível de ser calculada.
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Como você fez para reunir tanta coisa importante nas caneleiras?
Primeiramente pensei nas crianças e na minha esposa Renata, por isso coloquei o R. O 8 é o meu número. As cores lembram as do Vasco e tinha que ter a bandeira do Brasil.
Além de ter todas as homenagens, elas são confortáveis também?
São caneleiras grandes, mas feitas sob medida. No início estranhei um pouco, é verdade. É feita de um material bem leve e que ao mesmo tempo protege bastante as canelas.
Alguns jogadores não gostam de caneleiras. Você sempre gostou?
No início da carreira, como todo mundo, eu não gostava muito. Mas o tempo foi passando e percebi que havia necessidade. Muitos jogadores não gostam por causa do tamanho.
Se apegar a esse tipo de coisa ajuda antes de entrar em campo?
Chuteira, as próprias caneleiras, esses materiais pessoais trazem um conforto nesses momentos. Fiz no Lyon, há cinco anos, e nunca mais deixei de usar. Espero levar comigo até o fim da carreira.
Então a proteção de casa é fundamental durante os 90 minutos...
Me sinto protegido. Sabemos que corremos risco jogando futebol e sempre rezo por todos em campo.
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