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Marquinhos Paraná, o 'vinho' da Toca da Raposa

Marquinhos Paraná - Cruzeiro x Bahia (Foto: Gil Leonardi)
imagem cameraMarquinhos Paraná - Cruzeiro x Bahia (Foto: Gil Leonardi)
Dia 27/10/2015
19:42

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Arte: Andeson Sá

Costuma-se dizer que algumas pessoas são como vinhos: quanto mais velhas ficam, melhores passam a ser. No ambiente futebol, nem sempre o passar dos anos é benéfico para os jogadores, porém, no Cruzeiro, um atleta em especial resiste às ações do tempo. O volante Marquinhos Paraná completa, hoje, 34 anos de idade, mas a julgar pela performance que tem dentro de campo, ainda é apenas um garoto.

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Ao longo da carreira, Paraná adquiriu experiencia e criou um estilo de jogo frio e calculista, muito elogiado por treinadores e companheiros. Desde 2008, se tornou um dos pilares do Cruzeiro e não vê problema em revelar o segredo da longevidade de seu futebol.

- Quando estou em campo, procuro fazer uma leitura rápida do jogo, analisar o estilo do jogador adversário que vou marcar, e presto atenção no que o treinador me pede para fazer durante a preleção. Como se diz, os jogadores mais experientes conhecem os atalhos do campo – afirmou o volante, com exclusividade ao LANCE!NET.

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Paraná não foge à comparação com o vinho, admite que cresceu com o passar do tempo, mas atribui boa parte de seu sucesso com a camisa estrelada à família, que o ampara nos momentos mais complicados da carreira.

- É o que o pessoal fala. Quando você fica mais velho, mais experiente, fica melhor, como o vinho. Com o tempo aprendi muita coisa, hoje sei o que é bom e o que é ruim dentro do futebol. Devo muito disso à minha família, que é fundamental, é a base de tudo para mim. Quando perdemos um jogo, é a família que me incentiva – comentou.

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Aos 34 anos, Marquinhos já adquiriu bagagem suficiente para saber lidar com diversos tipos de situações. No modelo atual do futebol, onde a velocidade virou característica insdipensável aos atletas, ele ainda preza pela boa colocação em campo e também pela força, que não deixa de existir.

- A diferença que eu vejo hoje é que os meninos mais novos correm muito, pensam mais em correr, não pensam tanto na bola. Hoje sou experiente e, às vezes, tenho que ir no mano a mano e é preciso marcar os mais novos na base da força, que eu ainda tenho – observou.

Marquinhos Paraná tem seu contrato com o Cruzeiro vencendo no final do ano, mas ainda não faz planos para o futuro. De qualquer maneira, caso seja necessário esticar a carreira um pouco mais, vitalidade e bola no pé certamente não faltarão.

- Muitas coisas que acontecem dentro de campo só os experientes resolvem – finalizou Paraná.

Apreciado por vários treinadores

Desde que chegou ao Cruzeiro, trazido por Adilson Batista, Marquinhos Paraná sempre foi titular. Ao longo de três anos e meio com a camisa celeste, o volante trabalhou ainda com Cuca e Joel Santana, que também depositaram no jogador a confiança plena.

Prova disso é grande número de jogos que Paraná fez pelo clube: 201. A receita para estar sempre bem cotado é muita obediência.

- Procuro sempre prestar atenção, me concentrar bem e fazer o que o treinador me pede. Todos os treinadores que passaram por aqui me perguntaram se eu podia fazer isso ou aquilo e nunca neguei, mas sempre deixei claro: gosto de jogar no meio. Mas os treinadores puderam contar comigo e sempre procurei fazer tudo da melhor maneira – explicou.


Aos 34, Paraná ainda tem muito futebol nos pés (Foto: Gil Leonardi)

Joel Santana não poupou elogios ao falar de Paraná. Segundo o treinador celeste, o volante é um líder da equipe, mesmo sendo calado.

- É um jogador sério, competente, firme, disciplinado e observador. Pode não aparecer para muitos, mas é importante para a parte tática. Me agrada sobre todos os aspectos, na maneira de ser, de comportar e de jogar. Um líder não precisa falar muito e o Paraná é um líder, que me ajuda muito, pois é muito observador dentro de campo.

Amadurecimento no oriente

Boa parte do amadurecimento do 'Vinho Marquinhos Paraná' aconteceu no futebol do exterior. O jogador tem passagens pela Coréia do Sul e pelo Japão, de onde trouxe muitas experiências.

- Quando cheguei, ninguém me conhecia, não sabiam meu estilo. Trabalhei forte, com paciência e, felizmente, tive mais altos do que baixos no Cruzeiro. Minha trajetória aqui é maravilhosa, mas poderia melhor, se não fosse a final da Libertadores.

Os processos da produção do 'Vinho Paraná'

Colheita → Chegada ao clube

A primeira etapa da produção de vinhos é a colheira da uva. No Cruzeiro, Paraná foi apresentado com desconfiança. Em sua apresentação o volante desmaiou e precisou receber atendimento médico, mas não passou do susto.

Esmagamento → Adaptação na Toca

Na produção, a uva é esmagada para poder virar o vinho. No Cruzeiro, Paraná estreou improvisado na lateral e foi vaiado nos primeiros minutos. Sem se abater, ele se recuperou, deu uma assistência e depois foi aplaudido.

Maturação → Consolidação

A maturação valoriza e melhora o sabor do vinho. Adaptado, Paraná se consolidou na equipe celeste mostrando polivalência. Jogando nas laterais, garantiu seu espaço cativo no time.

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