Léo Carioca: 'Não queria machucar o Kleber, um dos melhores do Brasil'

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Depois da manifestação do Grêmio, cobrando a Federação Gaúcha de Futebol quanto a violência sofrida por seus jogadores, faltava o acusado de violência se manifestar. Pois ele o fez: com exclusividade para o Lancenet, o zagueiro Léo Carioca, do Cruzeiro-RS, defendeu-se das acusações de desleal e mostrou-se chateado por ter acarretado a lesão grave de Kleber.
Muito Léo ouviu, leu, viu. Depois disso, em contato telefônico, desabafou e disse que o lance em que fez a falta no Gladiador não foi intencional. Segundo ele, nunca foi expulso na carreira e tem apenas dois cartões amarelos no Campeonato Gaúcho. Como a FGF não disponibiliza todas as súmulas, fica a impossibilidade de contestar a informação de Léo. Um diálogo no campo também teria tranquilizado o defensor: o atacante teria dito que sabia que a intenção era de recuperar a bola.
- Pô, estou muito chateado. Estão falando muita coisa, especulando que eu sou maldoso, que eu bato. Eu em todo o campeonato, recebi apenas um cartão amarelo. Nunca fui expulso na minha vida. Sou um cara técnico, de colocar a bola no chão, jogar. Foi uma fatalidade, eu fui tentar tirar a bola, e ele foi bem mais rápido. Eu cheguei atrasado. No momento mesmo fui pedir desculpas para ele, falar com ele que não quis pegar. O Kleber mesmo no campo me disse pra ficar tranquilo, que pegou mas ele tinha visto que não tinha intenção – resguardou-se.
Cai nas costas de Léo os prováveis cinco meses que Kleber fique sem atuar. A cirurgia do Gladiador acontece nesta segunda-feira, às 17h30, no Mãe de Deus. A previsão é de o atacante ir para a casa na noite desta segunda, mesmo. O jogador do Estrelado lamentou ter protagonizado o lance. Quer fazer uma visita para Kleber, para que possa esclarecer qualquer mal entendido. Ao telefone, estava com a voz embargada, de fato muito abatido com o ocorrido.
- Nunca havia lesionado ninguém na minha carreira, então fica um peso assim. Eu se tiver a oportunidade quero falar com ele, pretendo ir no hospital para falar com ele, depois da cirurgia. É claro que você fica triste, eu tirei um dos melhores atacantes do Brasil de campo, por meses. Nunca ia querer isso. Mas você também fica muito chateado com o que as pessoas falam de ter ido para pegar, de ter sido maldoso – disse.
Apesar da situação, Léo Carioca afirma que o jogo entre Cruzeiro x Grêmio foi um dos melhores do Gauchão. Só lamentou o fato de Leandro Vuaden ter dado seis minutos de acréscimo, e claro, a lesão de Kleber.
BATE BOLA
Léo Carioca
Zagueiro do Cruzeiro-RS
Como você está se sentindo, vendo a repercussão do caso?
Pô, estou muito chateado. Estão falando muita coisa, especulando que eu sou maldoso, que eu bato. Eu em todo o campeonato, recebi apenas um cartão amarelo. Nunca fui expulso na minha vida. Sou um cara técnico, de colocar a bola no chão, jogar. Foi uma fatalidade, eu fui tentar tirar a bola, e ele foi bem mais rápido. Eu cheguei atrasado. No momento mesmo fui pedir desculpas para ele, falar com ele que não quis pegar. O Kleber mesmo no campo me disse pra ficar tranquilo, que pegou mas ele tinha visto que não tinha intenção
O que dizer sobre as declarações que o lance foi maldoso?
Se alguém pegar o lance para ver, vai ver direitinho que eu não quis pegar ele. Eu tentei ir na bola, mas ele colocou o pé, não sei o que foi fazer, e foi antes. Eu até sai atrás da bola depois. Nunca havia lesionado ninguém na minha carreira, então fica um peso assim. Eu se tiver a oportunidade quero falar com ele, pretendo ir no hospital para falar com ele, depois da cirurgia. É claro que você fica triste, eu tirei um dos melhores atacantes do Brasil de campo, por meses. Nunca ia querer isso. Mas você também fica muito chateado com o que as pessoas falam de ter ido para pegar, de ter sido maldoso. Estou triste com o que aconteceu. Não tem o que falar, tem que olhar meu histórico, não sou de bater. Não sou de fazer isso.
E as reclamações contra o Vuaden?
Acho que o jogo de domingo foi um dos melhores do Gauchão. Por tudo, pela qualidade, pela briga, pela vontade das duas equipes ganhar. Foi o que eu vi. A arbitragem está lá em campo, é um ser humano, pode errar. Agora, não precisava os seis minutos, não tinha porque. Mas enfim, isso é levantar a cabeça e seguir em frente.
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