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Di Grassi explica como funciona um volante de F-1

Dia 27/10/2015
18:25

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O computador de bordo de um Fórmula 1 tem uma aparência estranha. Com dez botões, nove chaves e quatro borboletas, ele é uma poderosa ferramenta de trabalho para otimizar o funcionamento do carro. A diferença é que quem o opera tem de fazê-lo a mais de 300 km/h, ao mesmo tempo em que conduz uma máquina caprichosa pelas retas e curvas de uma pista.

– Fui me acostumando ao longo do ano. Como tive poucos testes de pré-temporada, não deu para iniciar o Mundial com uma ideia total das possibilidades do volante. Mas aprendi logo. Hoje, sei exatamente o que fazer no volante e que efeito isso terá no meu carro – revelou Lucas di Grassi, que explicou com exclusividade ao LANCENET! o funcionamento do volante da Virgin.

Veja as funções dos botões de um volante

A intimidade com o instrumento de trabalho é tanta que não há como se atrapalhar mesmo quando ocorre uma briga por posições: – Você age no automático. Se o piloto da frente errar, vou para a mistura 1, e após ultrapassá-lo, ou mesmo se não tenha conseguido a ultrapassagem, tenho de voltar para a 2. É como no videogame, você nem precisa olhar para o controle quando aperta o botão de turbo para passar.

De todo o manuseio feito pelo piloto, o mais complicado é o procedimento de largada. Di Grassi explica: – Você tem de segurar uma embreagem numa posição, a outra em outra posição e com o acelerador apertado numa certa porcentagem.

Quando as luzes apagam, você precisa reagir logo para soltar uma embreagem, mudar a porcentagem de aceleração, soltar a outra embreagem e mudar essa porcentagem de novo. São cinco etapas em 0s5.

Mas os pilotos treinam isso exaustivamente, inclusive um dos botões serve exclusivamente para simular as luzes de uma largada. Assim, todo o processo acaba automatizado.

– Você pode errar a largada, claro, mas tudo é feito de uma forma que minimiza essa possibilidade. No fundo, tudo depende mais da posição de embreagem que o engenheiro escolhe – aponta Di Grassi.


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