EUA brilham na natação e Brasil mostra força coletiva
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O Brasil encerrou mais um dia em Londres sem nenhuma medalha. Após esta quarta-feira, o país caiu ainda mais no quadro geral da competição, chegando ao 18º lugar, vendo a supremacia da natação norte-americana. Salvando nosso dia, as meninas do handebol, as duplas do vôlei de praia - o vôlei de quadra ainda não se encaixou - e o futebol masculino.
COMO FOI A QUARTA-FEIRA OLÍMPICA
Num dia em que o judô depositava as esperanças de pódio em Tiago Camilo, o que se viu foi mais um ippon negativo. Logo na primeira luta, Maira Portela foi eliminada por um ippon. Já Tiago foi vencendo, vencendo, até esbarrar no sul-coranao Dae-Nam Song na semifinal da categoria até 90kg e perder. Na disputa do bronze, o líder do ranking Ilias Iliadis. E mais uma derrota.
Seguindo a mesma linha do judô, o basquete feminino. Num jogo em que era para ser a reabilitação da nossa seleção, o que se viu foi mais uma derrota. Sem vencer na competição, o Brasil corre o sério risco de sair dos Jogos logo na primeira fase. Desta vez, nosso algoz foi a Austrália e o placar da partida foi 67 a 61.
No mesmo camimnho do basquete, o vôlei feminino. No dia do aniversário do técnico José Roberto Guimarães, era a chance de as meninas o presentearem com uma vitória e um passo rumo à classificação. Porém, o que se viu foi um time apático e irreconhecível. Derrota por 3 sets a 0 para a Coreia do Sul. A ida para a próxima fase complicou.
Atletas que fizeram seu máximo foram Clemilda Fernandes e Magno Prado na prova contra o relógio no ciclismo. Eles ficaram na 18ª e 26ª posições, respectivamente. Outros brasileiros que fizeram o seu melhor foram Athos Schwantes, na esgrima/espada, e Ana Luiza Ferrão, no tiro/pistola 25m. Ambos sairam na primeira rodada.
Alegrias ficaram com os coletivos. Se basquete e vôlei estão mal, o handebol está muito bem. Em mais uma atuação brilhante, nossa seleção feminina massacrou o Reino Unido, vencendo por 30 a 17 e garantindo a vaga para a próxima fase. Na praia, Juliana/Larissa e Ricardo/Pedro Cunha se classificaram com mais uma vitória por 2 sets a 0 e encerraram a primeira fase sem perder um set sequer.
Destaque do dia vai para Robenílson de Jesus, que venceu sua luta contra o russo Sergey Vodopiyanov e está a uma vitória de quebrar o jejum de 44 anos sem medalhas no boxe. A última foi com Servílio de Oliveira nos Jogos Olímpicos de 1968, no México. Além do boxeador, merece destaque o 10º lugar de Sergio Sasaki na competição geral masculina na ginástica artística. O melhor resultado na modalidade tinha sido a 33ª colocação de Mosiah Rodrigues.
Natação dos Estados Unidos domina a piscina novamente
A bruxa andou solta nos gramados do Reino Unido. Após a eliminação da Espanha, desta vez foi o Uruguai que deu adeus mais cedo após derrota para os donos da casa. Nossa seleção até agora não foi afetada e venceu a Nova Zelândia por 3 a 0, se classificando em primeiro do grupo. Nas quartas de final, nosso próximo adversário será o time de Honduras.
Marcelo Melo e Bruno Soares venceram a maratona no tênis. Depois de 3h27m de partida, o jogo teve que ser interrompido por falta de luz natural. A dupla brasileira se inspirou no terceiro set da vitória de Jo-Wilfried Tsonga e venceu os tchecos Tomas Berdych e Radek Stepanek por 1/6, 6/4 e 24/22. Por coincidência, Tsonga será adversário dos brasileiros, junto com Michael Llodra. Ainda na modalidade, Roger Federer segue voando e Maria Sharapova penou, mas ganhou sua partida. Para a alegria da torcida local, Andy Murray também se classificou para às quartas de final.
Se o Reino Unido ainda não tinha ganho nenhum ouro, faturou o primeiro no remo. As autoras da façanha são Heather Stanning e Helen Glover. Por falar em ouro, vamos para a natação com mais um dia de recordes e destaque para os norte-americanos.
Se terça-feira foi o dia de Micheal Phelps, a quarta foi de Nathan Adrian. No 100 metros livre, o atleta derrotou a sensação da temporada, o australiano James Magnussen e o brasileiro Cesar Cielo para ficar com o ouro. Os outros dois nadadores citados ficaram, respectivamente, na segunda e na sexta colocações.
Na quebra dos recordes, Rebeca Soni estabeleceu nova marca mundial dos 200m peito, ainda na semifinal. Ela terminou a prova em 2min20s00. No masculino também não foi diferente. Na final da mesma prova de Rebeca, o húngaro Daniel Gyurta faturou o ouro com o tempo de 2min07s28. A China também bateu uma nova marca olímpica. Desta vez, foi Liuyang Jiao nos 200m borboleta, com 2min04s06. Encerrando os recordes, o revezamento feminino 4x200m fez a nova marca olímpica da prova com 7min42s92.
Para encerrar o dia brilhante dos EUA, Walsh/May sofreram, mas venceram e foram para a próxima fase. Elas precisaram de três sets para derrotarem as austríacas Doris e Stefanie Schwaiger (17-21, 21-8 e 15-10). No basquete, mais uma aula, só que no feminino. A vítima foi a Turquia e a partida terminou 89 a 58. No volei feminino, depois da vitória contra nossa seleção, a dorrotada da vez foram as chinesas. O jogo foi relativamente duro, pois o segundo set foi um passeio das norte-americanas. As parciais foram: 26-24, 25-16 e 31-29.
Finalizando o dia, o primeiro dopping destes jogos. A ginasta uzbeque Luiza Galiulina foi explusa de Londres pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) depois do seu exame detectar o diurético furosemida. A atleta socilitou a contraprova e o resultado foi o mesmo.
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