menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Copa Africana de Nações tem 'toque brasileiro' na fase final

Treino do Fluminense (Foto: Luiz Gustavo Moreira)
imagem cameraTreino do Fluminense (Foto: Luiz Gustavo Moreira)
Dia 28/10/2015
06:11

  • Matéria
  • Mais Notícias

A surpreendente campanha de Guiné Equatorial na Copa Africana de Nações conta com um "toque" brasileiro. Danilo, goleiro naturalizado guiné-equatoriano, foi um dos destaques da seleção na primeira fase do torneio.

continua após a publicidade

Neste sábado, às 20h, mais uma prova de fogo para o brazuca. O camisa 1 vai ter a árdua missão de tentar parar os craques Eboué, Drogba e Kalou diante da candidatíssima ao título Costa do Marfim, em confronto válido pelas quartas de final.

– Temos um conjunto forte, mas estamos cientes das nossas limitações técnicas. Nossa defesa é sólida e o contra-ataque é rápido. Vamos apostar nisso para vencer e avançar de fase – declarou Danilo, em entrevista exclusiva ao LANCENET!.

continua após a publicidade

Uma vitória diante dos marfinenses, além de garantir a vaga na semifinal, alimenta ainda mais o sonho da conquista do título inédito em casa (Guiné Equatorial e Gabão são as sedes da competição).

– Sonhamos com esse título todos os dias. É possível, sim. Por que não? Vimos seleções tradicionais da África fracassarem, como Senegal, que sofreu e acabou eliminada na primeira fase. Hoje, o futebol africano está nivelado por cima. Nada é impossível – revelou.

continua após a publicidade

Revelado pelo Sport e agora defendendo o modesto América-PE, Danilo, de 29 anos, participou do pacotão contendo seis jogadores naturalizados em meados de 2006. Na ocasião, a seleção era treinada pelo também brasileiro Antônio Dumas, que veio ao Brasil para garimpar soluções. Mas nem todos tiveram sucesso na "aventura" africana.

Pouco tempo após a naturalização em massa, um conflito interno durante o intervalo de uma partida marcou a expulsão de quase todos os brasileiros. Mas o goleiro, que tem afinidade com os torcedores, foi o único que permaneceu.

– Os jogadores estavam insatisfeitos com a quantidade de estrangeiros no time. Eu fiquei porque tinha boa relação com todos eles e carregava um currículo com um bom número de jogos pela seleção – limitou-se a dizer, sem entrar em detalhes.

Hoje, passadas as pressões e superadas as polêmicas, Danilo ganhou a confiança e tornou-se um dos líderes da equipe, cujo comando está nas mãos do brasileiro Gilson Paulo. É a força e o talento tupiniquim para cima da Costa do Marfim...

Solidão

A esposa e a filha (7 anos) de Danilo nunca visitaram Guiné Equatorial. Apesar de ter se naturalizado em 2006, o goleiro preferiu não comprar uma casa ou apartamento no país africano. Quando viaja para defender a seleção, ele fica concentrado em um hotel alugado pela Federação. O contato com a família é feito por meio da internet (Messenger e Skype).

Bate-Bola - Danilo

Você sofreu para se adaptar ao futebol de Guiné Equatorial?
Eu não falava espanhol quando me naturalizei, ou seja, isso atrapalhou um pouco na comunicação com os meus companheiros. Mas fui aprendendo e a situação foi melhorando. Hoje, já consigo conversar e passar instruções.

Como você faz para lidar com a cultura e a culinária do país?
Guiné Equatorial me faz lembrar muito o Brasil. As pessoas aqui são muito alegres, todas são simpáticas, sorridentes, e a comida é muito gostosa. Eu sempre procuro ler e conversar com os meus amigos mais próximos para não cometer gafes na hora de pedir algo para comer, por exemplo.

Você sofreu com preconceito da torcida, imprensa ou elenco?
Não, nunca tive problema com isso. O jogador brasileiro normalmente é recebido de braços abertos por torcedores e dirigentes. Para melhorar, fiz grandes jogos logo quando cheguei e, assim, caí nas graças da torcida.

  • Matéria
  • Mais Notícias