Anderson Kunzel, da Portuguesa-RJ: 'Momento mais marcante'

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Boa fase é sinônimo de prêmio. Anderson Kunzel, da Portuguesa-RJ, foi eleito pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FFERJ) o melhor lateral-direito da da Série B do Campeonato Carioca. A premiação foi realizada no dia 31 de julho, na Barra da Tijuca.
Em alta, o jovem jogador, de 22 anos, concedeu entrevista ao LANCENET! e diz acreditar estar vivendo o melhor momento na carreira. Atuando pela Zebra Insulana desde as divisões de base, ele sonha em ver o time de volta à elite do futebol carioca.
Na Ilha do Governador, o lateral se vê como mais um apaixonado da Lusa e sabe como é a sensação de estar na arquibancada torcendo. Como grande parte dos jogadores de futebol no início da carreira, Anderson passou por dificuldades financeiras, e o suporte da família foi de grande importância para que ele continuasse com seu sonho.
Confira a entrevista do LANCENET! com Anderson Kunzel:
LANCENET!: Parabéns por ser eleito pela FFERJ. Qual a sensação de ganhar este prêmio?
Anderson Kunzel: Muito obrigado. Esse reconhecimento é muito especial para mim, minha família e amigos que estiveram ao meu lado todos esses anos de luta.
LNET!: Você tinha o desejo de ser jogador desde pequeno? Como foi a participação de sua família na carreira?
AK: Sempre tive esse sonho. Meu primeiro jogo no profissional na Portuguesa foi em 2009, aos 19 anos, e joguei dois anos no profissional sem contrato e sem receber. O apoio dos meus pais foi essencial. Se eu não tivesse esse apoio acho que não conseguiria, mas sempre tive apoio de todos os meus familiares, sempre acreditaram em mim. E graças a deus consegui realizar o meu primeiro sonho de se tornar jogador profissional.
LNET!: Pela Portuguesa-RJ, qual é o seu maior sonho?
AK: Quando cheguei nas categorias de base da Portuguesa, ela estava na Primeira Divisão. Caiu no ano seguinte e quando cheguei no profissional, sempre conversava com alguns jogadores de poder voltar à Primeira Divisão e disputar uma Copa do Brasil ou Série D. Quero voltar a engrandecer o nome da Portuguesa carioca.
LNET!: A Lusa passou perto e terminou na quarta posição. O que faltou para a equipe conseguir subir à Primeira Divisão do Campeonato Carioca?
AK: Sabíamos que o time podia chegar. Trabalho e empenho da equipe não faltou. No meu ponto de vista, as equipes que subiram tiveram seus méritos para a conquista do acesso. Não posso deixar de ressaltar o grande trabalho dos jogadores e do (técnico) Edson Souza. Os treinos e palestras dele nos fez acreditar desde o início que estaríamos na briga. Edson foi uma peça essencial para o grupo, devemos os méritos a ele.
LNET!: O Edson Souza faz o estilo ''paizão''ou é linha dura com os jogadores?
AK: É um treinador profissional. Paizão na hora que tem que ser e linha dura quando tem que ser. É o tipo do treinador que não abandona o jogador a menos que não queira nada. No último jogo que já não brigávamos pelo acesso, a nossa semana foi como todas as outras de treinamentos com seriedade, como se ainda estivéssemos brigando para subir e nenhum jogador fez corpo mole.
LNET!: Como é o ambiente no clube?
AK: Muito bom. Estou lá já faz alguns anos e não tenho do que reclamar. Fiz grandes amigos, amigos mesmo. Esse grupo está sendo muito especial e vai ficar marcado.
LNET!: Desses bons momentos na Lusa, qual você considera o melhor?
AK: Eu tenho mais momentos alegres do que triste, graças a Deus. O mais marcante aconteceu esse ano, pois veio de um reconhecimento de um ótimo campeonato, por eu ser escolhido o melhor lateral direito da Série B deste ano.
LNET!: Acha que isso vai te ajudar a chegar mais rápido em um time grande? Há algum clube que você tenha um carinho especial e sonhe em jogar?
AK: Bom, eu espero que sim, que seja rápido. Se não for, vou continuar trabalhando. Sou botafoguense desde pequeno, mas gosto de todos os clubes cariocas e torço por eles quando não jogam contra o botafogo. Mas botafogo para mim é especial. Ficaria feliz em defender um dia o clube do meu coração.
LNET!: E por falar em torcida, como você avalia o apoio das arquibancadas do Estádio Luso Brasileiro?
AK: Pedir para eu falar da torcida é como se fosse perguntar a eles mesmos. Tenho um relacionamento muito bom com eles de amizade. Tenho anos de Portuguesa, não deixo de ser um torcedor também. Quando eu não joguei e fiquei na arquibancada sofria muito, sei dos sofrimentos deles. Mas graças a Deus tivemos mais alegrias do que sofrimentos mesmo não conseguindo o acesso. O apoio da torcida foi fundamental para a nossa equipe.
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