Alison e Emanuel: feitos um para o outro

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Nunca uma medalha de ouro foi tida como tão certa para uma dupla masculina no vôlei de praia quanto a que será disputada nesta quinta-feira por Alison e Emanuel, contra os Brink e Reckermann, às 18h (de Brasília) e quem fez essa afirmação são os adversários já derrotados pelos brasileiros. O triunfo coroará uma parceria que tem apenas dois anos e já coleciona vários títulos.
- Espero realmente que eles ganhem a medalha de ouro, porque merecem. São incríveis - disse o letão Plavins, que perdeu a semifinal para os brasileiros.
Formada em janeiro de 2010, Alison e Emanuel precisaram somente de doze meses para se entrosarem. Já no ano seguinte a dupla conquistou todos os títulos possíveis no vôlei.
Chegaram aos Jogos de Londres classificados em primeiro no ranking olímpico. E no Mundial, estão temporariamente em segundo.
- Para jogar contra eles é preciso cometer o mínimo de erros. E cometemos vários. É fatal e são realmente os favoritos para o ouro - considerou o polonês Prudel, eliminado pela duplas na quarta de final.
Mas para chegar ao topo novamente, Emanuel precisou, primeiro, se adaptar à juventude de Alison. E, em seguida, mudar seu estilo de jogo.
Aos 39 anos, o campeão olímpico de Atenas-2004 reconheceu que a juventude do parceiro casou perfeitamente com a sua maturidade. De acordo com Emanuel, essa troca fez o sucesso da dupla.
- O Alison é jovem, tem força, explosão, está na fase de querer ganhar tudo. Mas sabe ouvir, escutar conselhos e aprende rápido - destacou Emanuel.
Alison, que começou a jogar vôlei de praia por admiração a Emanuel, após o ouro de Atenas-2004, por diversas vezes durante as partidas em Londres ressaltou a tranquilidade que o parceiro lhe passa. E não escondeu a torcida para que Emanuel possa ter fôlego para continuar até os Jogos Rio-2016
- É nos momentos difíceis que ele vira e fala: vai lá e faz o seu jogo. Isso é confiança - falou Alison.
Dupla alemã é velha conhecida
Juntos ou separados, Alison e Emanuel já cruzaram em campeonatos com os alemães Brink e Reckermann e, por isso, pregaram respeito aos adversários da final de hoje. Inclusive, já até decidiram um Campeonato Mundial.
- Em 2009, jogava com o Harley e perdemos para eles a decisão - relembrou Alison.
Mas Alison garantiu que se vingou em 2011, ao lado de Emanuel, ao eliminar os alemães na semifinal do Mundial em Roma e, em seguida, conquistar o título.
Emanuel destacou que a dupla alemã tem um jogo forte e explora os saques. Contou que, neste ano, eles optaram por não disputar todo o Circuito Mundial mas que, ainda assim, estão com um desempenho de alto nível.
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Bate-bola
Alison
Atleta do vôlei de praia
LNET! -Como vai ser essa final?
Temos de entrar com tudo. Não adianta. Lutamos para isso, desde quando formamos a dupla, o objetivo era Londres.
LNET - O Emanuel tem mostrado uma confiança grande em você e tem sido correspondido com suas boas atuações. Até que ponto essa confiança ajuda na maneira de jogar?
Desde o início foi assim. Ele é muito calmo, fala as coisas na hora certa. E é quando a situação está ruim que ele me deixa livre, solto. Vira e fala: vai, saca, faz o teu jogo.
LNET! - Você esperava que esse êxito da dupla fosse vir tão rápido?
Quem olha, pensa que foi fácil. Mas trabalhamos duro para chegar até aqui. O Emanuel tem 39 anos, treina como um garoto e só me dá mais motivação ainda. Então, se estamos em uma final, foi porque demos um duro danado.
LNET! - Já se imaginou com a medalha de ouro no peito?
Ainda não é o momento para isso. Temos um jogo difícil pela frente. Não podemos perder o foco em momento algum.
LNET! - E como disse o Emanuel...
Final olímpica não dá segunda chance para ninguém.
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