Para agradar a 'patroa', Ibson vai 'para cima' do Corinthians
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Quando a bola rolar, neste domingo, na Vila Belmiro, para o clássico entre Santos e Corinthians, o meia Ibson entrará "pressionado". Além da cobrança dos cerca de 14 mil torcedores santistas que estarão no estádio e do técnico Muricy Ramalho, o camisa 7 do Peixe terá de se esforçar para não ser "cornetado" também em casa.
Cinthia, mulher do meia, costuma acompanhar de perto os jogos do meia santista e, apesar do amor e companheirismo que já duram 12 anos, não poupa críticas ao marido quando ele não joga bem.
– Eu vou em todos os jogos. Pego as crianças e vou ver ele jogar. Sei de tudo, até quantos passes certos ele deu. Se ele vai mal, "corneto" mesmo – disse ela, ao LANCENET!.
Neste ano, porém, Ibson tem recebido mais elogios do que críticas. Depois de não ir bem em 2011, o meia vai aos poucos recuperando o velho futebol. O jogador é grande aposta do técnico Muricy Ramalho, que indicou sua contratação ano passado e o promoveu ao time titular esse ano. Até por isso, o comandante alvinegro exige muito do meia – tanto quanto ou até mais do que Cinthia.
– Ele cobra bastante, todo mundo vê. O Muricy quer que a gente jogue, sabe que posso render mais. Ele pega pesado, mas é em prol do time – disse Ibson, que recebeu a reportagem do LANCENET!, na última quinta-feira, em seu prédio.
O meia, porém, não se importa com as cobranças e usa as "cornetadas" para se motivar. Tem dado certo: além da titularidade e das boas atuações, Ibson vive fase artilheiro e, depois de passar "zerado" ano passado, já marcou três vezes em 2012.
Porém, apesar do bom momento, ele não se ilude, e sabe que a disputa com Elano por uma vaga no meio de campo do Santos está aberta. Assim, qualquer vacilo pode ser punido por Muricy. E por Cinthia também.

Bate-bola com Ibson, meia do Santos, em entrevista exclusiva ao LANCENET!
Em 2011 você não foi bem, mas este ano retomou o bom futebol e conquistou vaga no time titular. A que atribui essa evolução?
Ano passado, quando comecei a ter uma sequência, fiz cerca de seis jogos, me machuquei, o que me atrapalhou muito. Além disso, estava me readaptando ao futebol brasileiro, depois de dois anos na Rússia. A pré-temporada este ano foi essencial para eu voltar a jogar bem. Agora, espero não machucar.
Você sentiu a readaptação?
Um pouco. Muda a forma de jogar, de treinar... Nessa mudança, acabei sentindo fisicamente e sofri a primeira lesão da carreira.
Como foi adaptação ao grupo do Peixe e a cidade de Santos?
O grupo é bom demais, todo mundo é amigo, fui muito bem recebido. Eu e minha família nos adaptamos muito rápido. A cidade é tem praia, é bem tranquila, eu e minha mulher nos demos muito bem aqui.
Você já está 100% técnica e fisicamente ou acredita que, com o tempo, ainda pode render mais?
Estou 100% fisicamente. No campo, sempre tem o que melhorar. 100% são Neymar, Ganso e Ronaldinho, esses fenômenos. A gente sempre tem o que aprimorar na parte técnica, tática e física. A cada dia que passa tenho em que crescer, aprender e tento melhorar sempre.
Ano passado, Muricy utilizava você como segundo volante. Esse ano tem te dado mais liberdade. Você se sente melhor jogando mais solto?
O importante é estar sempre jogando, não importa a posição. Já joguei como segundo volante, estou um pouco mais adiantado e, em ambas, me sinto bem. Sendo no meio, não tenho preferência. O que vale é agradar o treinador.
Você trava uma disputa com Elano por vaga no meio. Como é o relacionamento entre vocês dois?
Eu me dou muito bem com todos. Claro que ninguém quer ficar de fora. Mas, sempre respeito os companheiros e, independentemente disso, amizade continua. Nunca falamos disso (disputa), quase não falamos de futebol. Sempre conversamos, mas não sobre isso. Deixo para o Muricy resolver o "problema".
Apesar de ter entrado no time titular há pouco tempo, você parece ter se entrosado rapidamente...
Fica fácil jogar com Arouca, Henrique, Ganso, Neymar... São todos jogadores de muita qualidade.
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