Andre Akkari

Andre Akkari recebeu apoio de especialista argentino na crítica: 'É Hall da Fama só dos EUA' (Crédito: Divulgação)

LANCE!
26/06/2019
12:24
São Paulo (SP)

Um dos melhores jogadores de pôquer do Brasil, André Akkari foi um dos profissionais a criticar a escolha dos finalistas do Hall da Fama do Poker neste ano. A lista conta com 10 nomes, dos quais dois passarão a fazer parte do seleto grupo. São eles Antonio Esfandiari, Chris Bjorin, David Chiu, Eli Elezra, Chris Ferguson, Ted Forrest, Mike Matusow, Chris Moneymaker, David Oppenheim e Huck Seed.

A principal reclamação do brasileiro é a falta de representatividade de outras regiões.

- Parece que o Hall da Fama americano não quer recompensar quem fez mais pelo pôquer ao redor do mundo e quem teve mais resultados. Mostra que é algo interno. Claro que existem ótimos nomes na lista, mas eles não olham para fora dos Estados Unidos da mesma forma.

O jornalista argentino Brian Saslavchik reforçou a posição do brasileiro.

- Linda a lista neste ano, mas Ted (Forrest) e Huck (Seed) são os que mais considero merecedores. Aproveito para lembrar que a América Latina praticamente não existe na votação e que esse Hall da Fama deveria se chamar Hall da Fama do Poker dos Estados Unidos - ironizou.

No entanto, a falta de latino-americanos não foi a única reclamação no meio do pôquer. O ponto mais polêmico é a presença de Chris Ferguson entre os finalistas. Maior acionista do Full Tilt Poker na época da Black Friday em que o site queboru e deixou de funcionar, o jogador, apelidado de “Jesus”, ainda é odiado por muitos na comunidade do poker.

Ari Engel, que recentemente ganhou seu primeiro bracelete, foi um deles.

- Chris Ferguson não tem o respeito de seus companheiros, que é um dos requisitos para o Hall da Fama. Os votantes não deveriam escolhê-lo.

* Este conteúdo é desenvolvido em parceria com o SuperPoker