Boca Juniors x River Plate

Duelo entre Boca e River na Bombonera (AFP)

Fabio Chiorino e Rodrigo Borges
07/12/2018
09:42
São Paulo (SP)

Tão óbvio quanto teatral. A Conmebol negou ontem a apelação do Boca Juniors, que, após os atos de violência dos torcedores do River Plate, desejava ser declarado campeão da Copa Libertadores da América sem precisar entrar em campo no domingo. Serão 14 dias separando a final que não aconteceu da decisão levada para a Espanha, no Santiago Bernabéu, sem mais qualquer resquício da empolgação criada em torno do que seria a maior final da história dos torneios de clubes. A enorme rivalidade entre os clubes já foi sobreposta pelo caos. É importante ainda atualizar o status da impunidade característica do continente: ontem, a justiça argentina determinou a soltura de Matias Firpo, torcedor do River identificado durante o ataque ao ônibus do Boca. Terá due cumprir apenas 180 dias de trabalho comunitário. "A imagem da Argentina está manchada há muito tempo e não será limpa com o que acontecer neste fim de semana". As palavras são de Javier Pinola, jogador do River Plate. Depois das pedras, gás de pimenta, adiamentos, indefinições e disputas nos tribunais, o que sobrou é um misto de constrangimento e melancolia.

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