Festa Honda

Honda foi apresentado com festa no Nilton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Fernanda Teixeira
08/02/2020
13:51
Rio de Janeiro (RJ)

O carinho da torcida do Botafogo com o japonês Keisuke Honda, demonstrado, na chegada ao aeroporto e, neste sábado, na apresentação oficial no Nilton Santos foi o fator determinante para que o meia de 33 anos optasse por jogar no Brasil, mesmo com propostas da Ásia em mãos. Na festa montada pelo clube, cerca de 8 mil torcedores eufóricos comemoraram a chegada do craque recém-promovido à  ídolo. O novo camisa 4 confessou ter sido seduzido pela paixão alvinegra.

– Tinha algumas ofertas da Ásia e a do Botafogo. Não foi fácil decidir. Pensei no que era melhor para mim e minha família. Escolhi vir para cá pelas pessoas que estavam me esperando aqui. Foram muitas mensagens nas redes sociais, que me deixaram animado. A recepção no aeroporto surpreendeu. Nunca sento tanta energia e tanta paixão em toda a minha carreira. A energia era  incrível.A paixão das pessoas daqui me fez decidir – afirmou. 

Com uma coletiva de imprensa lotada de repórteres locais e internacionais, o japonês vestiu pela primeira vez a camisa do Glorioso e falou sobre o desafio de representar uma instituição com tanta história. O meia também falou da relação entre Brasil e Japão no futebol e considerou a vinda ao Brasil uma espécie de agradecimento por tudo que os brasileiros contribuíram pada a evolução do futebol na Terra do Sol Nascente,  nas últimas duas décadas.

– Japão e Brasil sempre tiveram uma ligação forte na história. No futebol, ainda ha uma diferença muito grande. Por isso, como japonês, chegar no Brasil é um desafio enorme. Muitos brasileiros foram jogar no Japão e fizeram coisas boas para o futebol japonês. Desde 1998, o Japão participa de todas as Copas. Essa evolução rápida tem a ver com a ajuda dos brasileiros. Minha vinda é também um agradecimento.

Estreia em duas ou três semanas

Honda estima que a estreia nos gramados deva ocorrer dentro de duas ou três semanas. Até lá pretende resolver questões burocráticas, e treinar firme para que a adaptação seja a mais rápida possível.

– Quero dar o máximo como jogador para dar alegria para a torcida do Botafogo. O que tenho que pensar agora é no jogo. Quero ser um bom colega para os jogadores do Botafogo. Tenho que pensar na parte técnica, treinar firme para me adaptar o mais rápido possível. Agora quero focar em jogar bem aqui. Na minha ideia em duas ou três semanas devo estar preparado para a estreia – projetou.


O japonês não confirmou presença nas tribunas do Maracanã, no clássico deste domingo, contra o Fluminense, mas fez menção a um outro rival do clube. Ele também deu dicas de como pretende atuar na equipe comandada por Alberto Valentim.

– Sou muito grato ao Zico com tudo que fez por nós japoneses. Não quero decepcioná-lo, por isso quero jogar bem. Sobre a rivalidade já estou acostumado. Vou jogar bem contra o Flamengo. Posso atuar no Botafogo como criador das jogadas. Há muitos atacantes jovens de qualidade. Acredito que posso jogar como um meia-atacante armador na equipe – finalizou.

Após a entrevista ele foi recepcionado no gramado do Niltão, fez embaixadinhas e celebrou com a torcida. O clube corre para solucionar questões burocráticas para que o novo ídolo esteja apto a entrar em campo. Antes disso, embalado pela euforia da festa para o ídolo, o Alvinegro briga pela classificação para as semifinais da Taça Guanabara, neste domingo, às 16h, contra o Tricolor, no Maracanã.