Primo de Wagner morre e jogador do Flu quer justiça

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Recém-chegado no Brasil, o apoiador Wagner do Fluminense já vive um drama pessoal. No último final de semana, seu primo Igor, de apenas 15 anos, morreu atropelado em sua cidade natal, Morada Nova de Minas, na região central da cidade. O jogador esteve na cidade para resolver a situação e teme que a justiça não seja feita no caso.
Segundo Wagner, seu primo, um amigo de 16 anos e o rapaz que o atropelou voltavam da festa de inauguração de bar, quando o motorista acabou acertando os dois garotos:
- O motorista estava bêbado e atingiu meu primo, que bateu em uma árvore. Ele quebrou a bacia, a coluna e teve traumatismo craniano. O menino que estava dirigindo não prestou socorro. O amigo dele foi arrastado por 30 metros e foi parar do outro lado da rua. Muitas pessoas foram até o local prestar socorro e ele foi levado em um carro particular para o hospital da cidade. Meu primo foi socorrido de ambulância para lá e depois, transferido para o Hospital João XXIII, onde morreu - explicou ao jornal 'Estado de Minas'.
De acordo com o boletim de ocorrência, o atropelador contou que chovia muito no momento do acidente, o que prejudicou sua visibilidade, mas Wagner não acredita na versão dada:
- Fui procurar informações com as policiais Militar e Civil, pedi a cópia do BO e vi controvérsias. O menino que bateu disse que estava chovendo muito e o vidro estava embaçado. Lá tem uma curva perigosa, em cima do quebra molas, meu primo e o amigo estavam andando a meio metro do meio-fio e ele diz que não estava em alta velocidade, mas o outro garoto foi arrastado pelo carro. O BO fala que o motorista não estava alcoolizado, mas testemunhas disseram que ele bebeu das 20h às 4h da manhã. O carro não foi apreendido, não apreenderam a carteira do motorista e ele não fez o teste de bafômetro. Perguntei para a PM porque não fizeram o exame de sangue, e eles disseram que não tinha equipament.
Com medo de que a justiça não seja feita, o jogador já tomou as medidas cabíveis e entrou em contato com um advogado para cuidar do caso. Segundo o reforço do Fluminense, apresentado na última terça-feira, o jovem é de família rica da cidade e isso pode ajudá-lo a escapar impunemente da justiça:
- Procuramos um advogado. Chegando na cidade, vou sentar com ele e conversar para ver qual medida eles vão tomar. Lá aconteceram vários acidentes assim e nunca acontece nada. Famílias ficam desoladas e as pessoas que cometem o crime nunca são presas. Queremos resolver isso para que não aconteça com outras famílias - completou.
O delegado Edilson Carlos Lima, que cuida do caso, informou que já ouviu o motorista. Em depoimento, o rapaz alegou não ter visto a vítima na madrugada por conta da baixa visibilidade provocada pela chuva. Ele teria deixado o local pouco depois do acidente e retornou. Ainda de acordo com a polícia, o outro adolescente atropelado está em Belo Horizonte para fazer exames e ainda não prestou depoimento. Foi instaurado um inquérito policial e o delegado aguarda um relatório do IML de BH.
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