Organização independente cria fundo para ajudar atletas gregos

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Berço da Olimpíada e sede dos Jogos há apenas oito anos, em Atenas, a Grécia vive um momento econômico bastante conturbado e que tem colocado em risco a participação de muitos de seus atletas em Londres.
A situação financeira é tão problemática que um fundo financeiro independente do Comitê Olímpico do país foi criado para custear o treinamento e até mesmo a ida dos competidores gregos à capital inglesa para a disputa dos Jogos. A verba é controlada pelo Conselho da Liderança Helenística Americana, localizado nos Estados Unidos.
Para arrecadar dinheiro, foi criada uma página na internet, na qual qualquer pessoa ao redor do mundo pode entrar e fazer a sua doação.
Para turbinar a campanha, um perfil foi criado na rede social Facebook, com o nome Help Greece Win the Gold (Ajude a Grécia a Ganhar o Ouro, em português). Até ontem à noite, US$ 23.958 (R$ 47,7 mil) já haviam sido arrecadados.
A esperança dos criadores do fundo é a de que nenhum atleta que possui classificação garantida tenha de ficar fora da Olimpíada. E o temor é grande. Recentemente, a Federação Grega de Atletismo foi obrigada a suspender todas as competições locais após o governo cortar um terço do orçamento anual de US$ 10 milhões (cerca de R$ 20 milhões).
Em entrevista ao site Around The Rings, o presidente do Comitê Olímpico Grego, Spyros Capralos, admitiu que o risco de alguns atletas não irem a Londres existe, mas a entidade está se esforçando ao máximo para evitar que isso aconteça.
– A federação de atletismo realmente está em crise, mas os atletas seguem a preparação. Estou seguro de que nenhum atleta será prejudicado após ter batalhado tanto para se classificar – disse o mandatário.
Até o momento, a Grécia possui 90 atletas com direito de competir em Londres, sendo que 18 são do atletismo. A intenção do Comitê Olímpico local é a de que a delegação conte com ao menos 100 competidores.
Ainda que consiga cumprir com este objetivo, a Grécia verá uma queda importante em relação aos Jogos Olímpicos de Pequim. Em 2008, o país foi representado por 156 atletas em 22 modalidades. Apenas quatro medalhas foram conquistadas (duas pratas e dois bronzes).
Isso, porém, não desanima Capralos. Ele espera uma melhora nos resultados em Londres, apesar da diminuição da delegação.
– Nosso objetivo é ganhar mais de seis (medalhas) desta vez – afirmou o mandatário do Comitê Olímpico Grego ao Around The Rings.
Crise fez país perder evento
As cidades de Volos e Larissa, na Grécia, deveriam receber os Jogos Mediterrâneos de 2013. A crise financeira, entretanto, impediu o país de sediar o evento que conta com a participação de nações da Europa, África e Ásia e já tem 260 atletas classificados.
Para piorar a situação, o direito de organizar a competição quadrienal passou para os turcos, rivais históricos dos gregos.
No basquete local, também há problemas financeiros. Por não arcar em dia com os salários dos jogadores, os clubes Maroussi, Panionios e Aris foram impedidos pela Federação Internacional (Fiba) de contratar novos atletas.
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