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Luciano Ratinho pendura a chuteira e deixa o futebol

Centenas de torcedores acompanharam a eliminação santista (Foto: Cássio Lyra)
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Dia 27/10/2015
19:01

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O meia Luciano Ratinho, de 32 anos, resolveu pendurar a chuteira e se aposentar. Na última semana, o meia treinou alguns dias no Botafogo-SP, que chegou a cogitar a contratação do jogador revelado no próprio clube, onde conquistou o vice-campeonato Paulista de 2001.

Desmotivado, desde a última segunda-feira, Ratinho não compareceu mais para treinar e confirmou nesta quarta-feira que deixará o futebol profissional.

- Já vinha pensando nisso há um ano. Futebol é desgastante. Você fica longe da família, os clubes que não pagam e eu decidi parar. Quando o Botafogo-SP me abriu as portas, graças ao Zé Mário Crispim (gerente de futebol), eu dei uma animada e estava tentando me motivar e me convencer a continuar, mas vou parar mesmo. Tenho uma história no Botafogo-SP e não quero jogar isso fora. É triste deixar o futebol depois de 15 anos - disse Ratinho.

- Tenho que agradecer muito ao Zé Mário que me abriu as portas para voltar ao Botafogo-SP. Algumas vezes eu quis voltar, mas nunca me abriram as portas. Eu ligava, conversava com o pessoal, mas sempre tinha alguém que não acreditava mais no meu futebol. Na segunda ele liguei para ele, o agradeci, mas expliquei que realmente era a o hora de parar – conta o meia.

Nascido em Ribeirão, Ratinho chegou ao Tricolor já aos 19 anos vindo das equipes de várzea da cidade. Explodiu com o Pantera em 2001, juntamente com o goleiro Doni, com os atacantes Robert e Leandro, entre outros, chegando à final do Paulistão, perdida para o Corinthians.

Meses depois, Ratinho, Doni e Leandro desembarcaram no Parque São Jorge. Promessa de craque, Ratinho não conseguiu agradar a exigente Fiel, além de ter sofrido uma grave lesão no pé direito, que o deixou de "molho" por alguns meses.

- Pelo que fiz no Botafogo-SP, eu mesmo esperava mais da minha carreira, mas eu cheguei tarde ao Botafogo-SP, nunca passei por uma categoria infantil ou juvenil. Meus amigos também dizem que eu poderia ter feito e jogado mais, assim como o Leandro e o Doni, mas estou feliz com aquilo que fiz – conta Ratinho.

- Um pouco que fiquei escondido é porque decidi ir para a Córeia muito cedo (2005). Quando você é moleque, acaba fazendo algumas coisas sem pensar, igual quando eu deixei o Corinthians, porque estava voltando de contusão e não estava jogando. Eu tinha quebrado o pé, e quando me recuperei queria jogar de qualquer jeito. Meu pai me dizia para continuar e eu acabei teimando até rescindir com o Corinthians e ir embora. Mas agora não tem volta. Tinha algumas propostas, mas não adianta você fazer alguma coisa e não estar feliz. Agora é tocar minha vida - finalizou Ratinho

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