João Derly pensa em despedida no Mundial de 2013

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Bicampeão mundial de judô na categoria até 66kg, João Derly já começa a pensar em pendurar o quimono. Na sexta-feira, durante o lançamento do Mundial de 2013, que será realizado no Rio de Janeiro, o atleta de 30 anos revelou ao LANCENET! que planeja fazer sua despedida com chave de ouro justamente nesta competição. O evento será em setembro de 2013, no Maracanãzinho.
- Poderia ser uma boa despedida. Por ser no Rio, dentro de casa, por ter boas lembranças de 2007, a torcida ao seu lado, os familiares por perto. É muito gratificante sair do tatame e abraçar as pessoas próximas à sua vida, ao seu trabalho - disse Derly que, após sagrar-se campeão mundial no Cairo (EGI), em 2005, conquistou o bicampeonato no Rio de Janeiro, dois anos depois.
O judoca sofreu diversas lesões nos últimos anos e foi obrigado a realizar três cirurgias. Segundo ele, desde 2009 não consegue ter uma boa sequência de treinos. E isso o impediu de disputar competições e brigar pela vaga olímpica em Londres-2012. Por isso, o atleta tem dosado mais os treinamentos, a fim de evitar novas lesões, e poder competir em seu país.
- Subi de categoria e agora estou na até 73kg. Não tenho condições físicas e emocionais para chegar na Rio-2016. E a gurizada vem subindo atropelando. Só continuo por conta da paixão pelo judô, o gosto de pisar no tatame, encontrar os amigos. Adoro a adrenalina de viver o esporte. Mas o atleta precisa saber a hora de parar - afirmou Derly.
Atualmente, a fim de lidar com as recorrentes lesões, o judoca buscado outras atividades para desocupar a cabeça. Com isso, tem se dedicado ao Instituto Podium, que ele criou em 2005 em Porto Alegre (RS).
- O Flávio (Canto, ex-judoca e criador do Instituto Reação) deu o pontapé e nós ainda estamos engatinhando. Estou abrindo novos núcleos e tenho observado mais as crianças de comunidades carentes. Eu vim de uma, mas as coisas vão mudando com o tempo. Vejo os exemplos que essas crianças têm, vendo traficante passando de carrão, enquanto o trabalho nem sempre tem carro. O esporte mexe com o imaginário delas, faz terem sonhos. E o judô ajuda com sua disciplina para a vida - disse Derly que, após pendurar o quimono, pensar em trabalhar com gestão esportiva ou como técnico.
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