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Brigador, Caio supera Kleber na raça e avisa: 'Sou o Caio guerreiro'

Caio Mancha - Palmeiras (Foto: Tom Dib/LANCE!Press)
imagem cameraCaio Mancha - Palmeiras (Foto: Tom Dib/LANCE!Press)
Dia 21/10/2015
16:05

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Na entrada da área, Caio ganha no corpo a dividida com um zagueiro. A bola sobra para outro rival, rapidamente desarmado pelo atacante palmeirense com um carrinho. Juninho recebe a bola e passa para Vinícius, que serve o bem posicionado Caio: gol do Verdão e esperança de classificação para as oitavas da Libertadores.

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Foi assim, na base da vontade do guerreiro atacante (no campo e fora dele), que o Palmeiras deu início à vitória por 2 a 0 sobre o Tigre (ARG), na última terça, no Pacaembu.

– Gosto de brigar por todas as bolas. Tenho minha raça e determinação em campo. Sou o Caio guerreiro, o Caio brigador – sentenciou, ao LANCE!Net, a revelação da base.

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E a inspiração para as batalhas em campo vem principalmente da mãe Lidia, que morreu em 2005 de câncer e infelizmente não teve a chance de ver o filho brilhar entre os profissionais do Palmeiras.

Tímido, com a cabeça baixa na maior parte do papo com a reportagem, o centroavante se emociona ao relembrar os esforços da mãe para que ele pudesse começar a realizar o sonho de ser jogador profissional. Os primeiros passos foram dados em Presidente Prudente (SP), sua cidade natal, a 560 km da capital.

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– A minha mãe era o meu xodó. Ela fazia as correrias dela: chocolate, pão. Saía vendendo e, infelizmente, quando eu ia treinar quebrava a bicicleta. Aí eu ligava para ela, que largava as bandejas de doces nas lojas, pegava o carro e ia me buscar para me ajudar a chegar ao treino.

Por ter acontecido no vexame diante do Mirassol, na goleada por 6 a 2, o primeiro gol de Caio pelo Verdão não teve grande destaque. Mas ele fez questão de apontar os dedos para o céu e lembrar de Lidia.

Recordação essa que tem guardada nas costas. A tatuagem tem o nome da mãe e do pai (Jessé), que morreu em uma briga quando ele tinha três anos. Hoje ele mora com o tio (Marcos) e o irmão (Lucas), cujos nomes estão escritos nos braços.

Em boa fase, reencontrará no domingo a Ponte Preta, adversário da sua estreia pelo Verdão, na temporada passada. O guerreiro quer jogar?
– Quero jogar todos os jogos. Pode me colocar que não estou nem aí. Nada de descanso – garantiu.

Caio posa para o LANCE!Net na sala de musculação da Academia de Futebol (Foto: Tom Dib)


Confira um bate-bola exclusivo com o atacante

LANCE!Net: Como chegou ao Palmeiras?
Joguei a A3 de 2010 pelo no Bandeirante de Birigui e, numa das últimas rodadas, enfrentamos o Palmeiras e perdemos. Ao meu ver eu acho que eu fui bem no jogo e um diretor gostou de mim e acabou me trazendo para o Palmeiras.
 
L!Net: Como começou a jogar bola?
Essa era a minha vontade desde criança, tinha o apoio de toda a minha família, da minha mãe, dos meus irmãos. Fui me envolvendo e, graças a Deus, tudo foi dando certo.

L!Net: Qual a sensação de ser o principal centroavante do Palmeiras agora, já que o Kleber está lesionado?
É uma sensação muito boa, acho que é o sonho de qualquer garoto estar num time grande, poder defender essas cores. Estou muito feliz mesmo de estar no Palmeiras, procurando evoluir a cada jogo, me dedicar cada vez mais para pode agarrar as oportunidades que surgem.

L!Net: Você já tem mais gols que o Kleber, que saiu contestado do time.
O Kleber estava muito bem. Estava correndo, ajudando o grupo. Estou tendo a oportunidade e estou podendo aproveitar para me firmar cada vez mais no time.

L!Net: Qual o seu ídolo no futebol?
Ronaldo Fenômeno.

L!Net: O que mais o impressionava no estilo de jogo dele?
Finalização, posicionamento, os dribles. Eu procuro sempre jogar que nem ele, me posicionar no lugar certo, estar sempre na hora certa.

L!Net: Não tem problema ele ter forte ligação com o Corinthians?
Não. Eu gosto do estilo de jogo que ele tinha, do atleta, indiferente do clube que ele jogou ou deixou de jogar. Não me importo com isso.

L!Net: No início do ano você imaginava que você teria esse destaque agora na Libertadores?
Sempre sonhei. Quando o professor assumiu ele mandou sempre nós, da base, treinar firme para estarmos preparados que a oportunidade ia chegar. A minha chegou e  estou abraçando com vontade.


A pinta, o apelido Mancha e as brincadeiras

Com uma pinta grande na testa, acima da sobrancelha esquerda, Caio carrega consigo o apelido "Mancha" e gosta da alcunha. "Várias pessoas falam quando me veem. Me chamam de Mancha logo de cara. Eu uso, não tem problema. Gosto da minha pinta, gosto do apelido", diz ele, que usa o codinome no autógrafo que está disponível no seu perfil no site do Palmeiras. Mas a pinta também rende brincadeiras dentro do elenco. Caio revela que Weldinho até a comparou com famosa marca que Angélica, apresentadora de TV, tem na coxa esquerda. "Uma vez o Weldinho me zoou, mas não é sempre, não (risos)", garante o palmeirense.

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