A histórica mão de pôquer batizada de 'mão do homem morto'

Quatro das cinco cartas que ficaram marcadas como a 'Dead Man's Hand' na história do pôquer (Divulgação)

LANCE!
25/04/2019
08:30
São Paulo (SP)

A mão do homem morto é uma das histórias mais famosas do pôquer e, com certeza, a mais macabra. Tudo começou em 2 de agosto de 1876, em um dos populares 'saloons', os bares do faroeste americano no estado de Dakota, nos Estados Unidos.

Foi nesse local que Jack McCall matou James Butler Hickock (mais conhecido como 'Wild Bill Hickock') com um tiro na parte de trás da cabeça. A bala teria atravessado James, que morreu instantaneamente, e ainda acertado outro jogador no pulso. O assassinato teria acontecido enquanto a vítima disputava uma partida de pôquer. Isso fez com que a mão, que ele teoricamente segurava, passasse a ser considerada maldita.

Mão de põquer
Ilustração mostra jogo de pôquer em 'sallon' dos Estados Unidos

Atualmente a versão mais conhecida sobre as cartas da vítima diz que ele possuía dois pares, de Ás e 8. Ambos os pares eram de cartas pretas e a quinta carta era desconhecida. A modalidade, na ocasião, era o 5-card Stud, o famoso pôquer fechado, em que os jogadores recebem cinco cartas e podem efetuar uma troca de quantas cartas quiser.

No entanto, em mais de 100 anos de história, outras mãos foram consideradas como sendo "a da morte".  A primeira referência ao fato surgiu 10 anos depois do acontecido. Nessa versão, a mão foi descrita como sendo um full house de J com T. Nas décadas seguintes, full houses de J com 7 e de J com 8 também foram descritos como sendo a mão do homem morto.

No entanto, a definição da mão aceita hoje como a "dead man’s hand" vem de um livro publicado em 1926. Intitulada “Wild Bill Hickock: O Príncipe dos Pistoleiros” (em tradução livre), a obra de Frank Wilstach descreveu a mão como ela é conhecida hoje, com dois Ases e dois 8, popularizando essa versão.

As cartas exatas que Will Bill segurava no momento do assassinato provavelmente serão para sempre um mistério. No entanto, a história já está marcada no imaginário popular. Um exemplo é a presença das cartas da “mão do homem morto” na insígnia do Departamento de Homicídios da Polícia Metropolatina de Las Vegas (imagem abaixo).

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Poquer
Insígnia do Depto. de Homícidio da Polícia Metropolitana de Las Vegas