Por onde anda Preto Casagrande, ex-volante de Santos e Bahia?
Comentarista e empresário: veja por onde anda Preto Casagrande em 2026.

O futebol brasileiro é repleto de trajetórias que misturam talento técnico, liderança nata e uma capacidade singular de identificação com as massas. Entre os nomes que marcaram a virada do milênio, poucos conseguiram transitar com tanta naturalidade entre o papel de "operário do meio-campo" e a elegância de um camisa 10 improvisado quanto Carlos Eduardo Casagrande. Mais conhecido pelo apelido carinhoso de Preto Casagrande, ele se tornou uma figura central em elencos vitoriosos e um personagem respeitado em diversas praças esportivas do país. O Lance! conta por onde anda Preto Casagrande.
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Revelado nas categorias de base do Vasco da Gama, Preto sempre demonstrou uma maturidade tática que o diferenciava dos demais volantes de sua geração. Embora não tenha se firmado imediatamente no clube carioca, sua passagem pela Colina Histórica serviu de alicerce para uma carreira que ganharia contornos de idolatria em solo nordestino. De um jovem promissor no Rio de Janeiro a um dos nomes mais influentes do futebol baiano, sua jornada foi pautada por títulos regionais e uma regularidade impressionante que o colocou no radar dos maiores clubes do Brasil.
O auge de sua visibilidade técnica ocorreu em momentos distintos, mas igualmente marcantes. Primeiro, ao dominar o meio-campo na Copa do Nordeste, onde se tornou um especialista em levantar taças tanto pelo Vitória quanto pelo Bahia — um feito raro que exige não apenas bola, mas uma personalidade forte para lidar com a rivalidade local. Depois, ao alcançar o topo do futebol nacional com o Santos, em 2004, onde teve a honra de vestir a mística camisa 10 de Pelé em uma campanha de título brasileiro, provando que sua qualidade ia muito além da marcação.
A inteligência que Preto demonstrava dentro das quatro linhas, organizando o setor defensivo e distribuindo o jogo com clareza, sempre sugeriu que seu futuro pós-aposentadoria permaneceria ligado ao esporte. Ao pendurar as chuteiras em 2009, o ex-jogador não se afastou dos holofotes, mas iniciou um processo de transição cuidadoso. Ele experimentou as pressões da beira do gramado como treinador e auxiliar, sentindo na pele os desafios da gestão de vestiário, antes de encontrar um novo equilíbrio entre a comunicação e o mundo dos negócios.
Hoje, em 2026, a pergunta "por onde anda Preto Casagrande" encontra uma resposta multifacetada. Ele não é apenas um ex-atleta que vive de glórias passadas; ele é uma voz ativa na crônica esportiva e um empresário consolidado. Sua habilidade em analisar o jogo, lapidada por anos de experiência em alto nível, o levou para as maiores redes de televisão do país, enquanto sua visão administrativa garantiu estabilidade fora de campo. Conhecer a atual rotina de Preto é entender como um ídolo consegue manter sua relevância social e profissional muito tempo depois do último apito final.
De capitão nos gramados a estrategista na TV
A trajetória de Preto Casagrande é indissociável da história moderna da dupla Ba-Vi. No Vitória, ele conquistou o bicampeonato regional no final dos anos 90, mas foi no Bahia que ele atingiu o status de "Lorde" do meio-campo. Sua atuação em 2001 foi tão destacada que lhe rendeu a prestigiada Bola de Prata da revista Placar, sendo eleito o melhor volante do Campeonato Brasileiro daquele ano. Essa fase dourada abriu portas internacionais e, após uma breve passagem por Portugal, ele retornou para consolidar seu nome como um dos grandes líderes do Tricolor de Aço.
O sucesso no Nordeste foi o trampolim para o desafio na Vila Belmiro. No Santos de Vanderlei Luxemburgo, Preto Casagrande foi a peça de equilíbrio em um time ultraofensivo. Sua capacidade de dar liberdade para Robinho e Diego, mantendo a retaguarda segura, foi fundamental para o título brasileiro de 2004. Ele encerrou seu ciclo como jogador profissional em 2009, no Volta Redonda, deixando um legado de títulos estaduais pelo Fluminense e passagens marcantes por clubes como Athletico-PR e Fortaleza, sempre sendo reconhecido pela combatividade e liderança.
Por onde anda Preto Casagrande?
Atualmente, em 2026, Preto Casagrande (@pretocasagrande) consolidou sua posição como um dos principais comentaristas esportivos do Brasil. Desde 2025, ele faz parte do time fixo do Sportv e do Premiere, em que utiliza seu conhecimento tático para analisar partidas do Campeonato Brasileiro e das competições continentais. Além disso, ele mantém uma presença forte na mídia local da Bahia, participando de programas de análise na TV Bahia, afiliada da Rede Globo, onde é uma referência para o público nordestino devido à sua história nos clubes de Salvador.
Fora da mídia, Preto é um empresário de sucesso no ramo de combustíveis e gestão de ativos. Ele administra uma rede de postos em Salvador e região metropolitana, demonstrando que a visão estratégica que possuía em campo foi transportada para o mundo corporativo. Em 2026, ele vive em Salvador com sua família e é frequentemente convidado para palestras sobre liderança e gestão de carreira no esporte. Embora tenha tido uma experiência como técnico do Bahia em 2017, Preto hoje prefere atuar nos bastidores e na comunicação, sem planos imediatos de retornar à beira dos gramados.
Clubes em que Preto Casagrande atuou
A carreira de Preto Casagrande foi marcada pela fidelidade aos grandes projetos e por uma circulação intensa pelos principais eixos do futebol nacional. Confira a lista de clubes por onde o ex-volante passou:
- Vasco da Gama: Clube onde foi revelado para o futebol profissional.
- Olaria: Passagem por empréstimo para ganhar experiência no futebol carioca.
- Vitória: Onde conquistou o bicampeonato da Copa do Nordeste (1997 e 1999).
- Vitória de Guimarães (Portugal): Sua principal experiência no futebol europeu.
- Bahia: Clube onde é ídolo, com diversos títulos regionais e a Bola de Prata de 2001.
- Atlético Paranaense: Passagem importante pelo Furacão em 2002.
- Santos: Campeão Brasileiro em 2004, vestindo a camisa 10.
- Fluminense: Campeão Carioca em 2005 e vice da Copa do Brasil.
- Fortaleza: Atuou pelo Leão do Pici na primeira divisão nacional.
- Volta Redonda: Clube onde encerrou oficialmente sua carreira em 2009.
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