Projeto para o handebol brasileiro é apresentado
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No último dia de Assembleia Geral Ordinária 2012, realizado em Aracaju (SE), o presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, apresentou um projeto que promete mudar a cara da modalidade no Brasil. Manoel apresentou para os 27 presidentes das federações estaduais a ideia dos Centros Regionais de Desenvolvimento. Ao todo, serão seis núcleos no país. O projeto está sendo desenvolvido com objetivos a longo prazo: as Olimpíadas de 2016 e 2020.
Para abrigar um dos centros, as cidades candidatas precisam ter a seguinte estrutura: um ginásio nas medidas oficiais e com piso flutuante, atendimento médico, fisioterápico e odontológico, alojamento, alimentação, água, gelo, transporte interno, segurança e sala de reunião.
Cada região do País terá um centro. Por isso, a CBHb dividiu o território nacional em seis grandes grupos, que ficaram assim:
Grupo 1: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul
Grupo 2: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo
Grupo 3: Distrito Federal, Goiás, Tocantins e Mato Grosso
Grupo 4: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba
Grupo 5: Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Pará e Maranhão
Grupo 6: Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia e Roraima
O projeto conta com a realização de cinco fases de treinamento por ano, com duração de até dez dias. Os treinos serão seletivos e terão jogadores entre 16 e 21 anos.
O objetivo é formar uma Seleção Brasileira B, que terá 28 jogadores. As seleções de cada centro jogarão entre si para decidir a seleção dos 28 nomes, tanto no feminino quanto no masculino.
- Com esse projeto, vamos realizar um sonho e contribuir para revelar talentos e proporcionar o maior nível de desenvolvimento do handebol em nossa história. Todos os estados serão beneficiados com a chance de ter atletas e dirigentes na Seleção - destacou Manoel Luiz Oliveira.
Além da apresentação do projeto, também foi discutido na Assembleia o planejamento para as seleções nacionais de base e adultas para as Olimpíadas de Londres-2012 e do Brasil-2016, em especial a Seleção Olímpica Feminina, com a presença do técnico Morten Soubak.
Morten pretende dar sequência ao trabalho de olho na primeira medalha olímpica em Londres.
- De abril a dezembro, ficamos 79 dias juntos, entre treinos e jogos, o que é muito bom. Esse é o sistema utilizado em todo o mundo e é o que vamos continuar fazendo. As Olimpíadas deste ano serão pedreira, com partidas muitos equilibradas, mas mostramos que somos capazes, ao ficarmos entre os melhores do mundo. Estamos muito motivados e vamos fazer o nosso melhor para realizar esse sonho - disse ele.
A Seleção Feminina jogará dois amistosos, contra Noruega e Inglaterra, em Londres (ING), em março. Em abril, a equipe passará por um período de treinamento na Áustria. Em maio e junho, as meninas farão amistosos na Turquia e, em julho, mais jogos-treinos na Alemanha e na Holanda, contra os times da casa.
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