Na ponta da batuta! Lateral Léo é o regente do Santos

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No clássico contra o Palmeiras, no último domingo, uma charanga tratou de animar a arquibancada na Vila Belmiro com músicas clássicas. Já em campo, Léo tem o status de maestro. Não que ele seja o articulador do meio de campo, mas com seus anos de bagagem e a rodagem pelos campos de todo o mundo, rege a liderança do grupo na ponta de sua batuta, ou melhor, no bico da chuteira.
Com 36 anos de idade, o lateral-esquerdo é um dos principais jogadores do elenco e o que tem mais partidas, com 395 jogos. Mas ele deixa a responsabilidade de afinar todos os "instrumentistas" do Peixe para o treinador Muricy Ramalho.
– O regente é o "Maestro Muricy". Eu me considero mais um instrumentista, o mais experiente, é verdade, mas um cara que procura estar sempre afinado com o time. Que, por sinal, joga por música.
Léo dá a receita para vencer o Barça
E o lateral também segue no mesmo ritmo do restante do time e vem jogando por música. Foi dele o passe para o gol de Borges na vitória Alvinegra diante do Palmeiras, no último fim de semana, por 1 a 0.

Neste ano, Léo ficou ausente das partidas do Santos por conta de uma lesão no tornozelo direito, que o tirou por 10 dias dos gramados, e por uma recorrente sinusite. Apesar disso, ele esteve em campo nas principais partidas do Peixe. Nas duas finalíssimas do ano, tanto do Campeonato Paulista quanto na Copa Libertadores. Nesta temporada, ele já ultrapassou o número de partidas disputadas em 2009 e 2010, quando jogou 37 e 31 jogos, respectivamente.
Com o lateral-esquerdo em campo, o aproveitamento do Santos é superior: 61% contra 51%. Foram 32 vitórias, 17 empates e 15 derrotas.
Com tudo isso à favor do "regente", ele tem gabarito para passar o que sabe para seus companheiros.
– A gente sempre procura orientar, aconselhar. Essa molecada é do bem e quando surge alguma dúvida ou preocupação, eu e os outros jogadores mais experientes do elenco estamos sempre à disposição. Quanto a "aprontar", o campeão é mesmo o Neymar. Figuraça! Mas a gente aguenta, porque dentro de campo ele resolve – brincou Léo, ao LANCE!NET.
– A molecada apronta, mas pelo lado da brincadeira. São todos responsáveis e sabem o momento em que tem que ter seriedade – completou o regente da "banda santista".
Outros regentes
Edu Dracena
Capitão Santos, Edu Dracena, com 30 anos, é, ao lado de Léo, um dos líderes do elenco alvinegro. Zagueiro levantou as taças do Paulista e Libertadores deste ano, mas havia se tornado capitão na temporada passada, com a saída de Robinho, que voltou para a Europa.
Elano
Começou no Santos em 2002, juntamente com Robinho, Diego & Cia. Foi para a Europa e voltou. Como o próprio Léo disse (veja no bate-bola), o meia é o segundo capitão do elenco.
Neymar e Ganso
Dupla surgiu junta e são as estrelas do grupo.
Bate bola com Léo, em entrevista exclusiva ao LANCENET!
LANCENET!: Apesar de não ser o capitão, acredita que impõe uma liderança dentro de campo?
Léo: Na verdade, eu sou o "terceiro capitão" do time. Usei a braçadeira contra o Palmeiras porque o Dracena estava suspenso e o Elano contundido. Mas independentemente disso o grupo tem um respeito grande por mim. Afinal, são quase 400 jogos pelo Santos, né...
LNET!: O que passa para jovens em relação ao Mundial? Os jogadores já conversam bastante sobre isso?
L: Por mais que a gente saiba que o Mundial é daqui a dois meses, e temos vários jogos pelo Brasileirão, é difícil não tocar no assunto. Eu também nunca joguei um Mundial, mas já disputei muitos jogos importantes e decisivos, tanto aqui quanto na Europa. Aí a molecada quer saber como foi, como se postar em campo, essas coisas.
LNET!: Assiste aos jogos do Barcelona, fica pensando em como marcá-los e atacá-los?
L: A gente sabe que o Santos e o Barcelona ainda vão disputar as semifinais, mas tanto a torcida quanto a imprensa sempre perguntam como será se a gente se enfrentar na decisão. Por isso, não tem como não pensar nessa possibilidade e ver os jogos do Barcelona com um olhar mais atento. O time deles é maravilhoso, mas podemos encarar.
LNET!: Você é o maior vencedor do Santos depois da Era Pelé. Acha que caso o título mundial venha, pode ficar consagrado como um dos maiores ídolos da história do clube?
L: Às vezes eu fico pensando nisso e vejo o quanto sou um cara privilegiado, abençoado por Deus. Ganhar tantos títulos com a camisa que Pelé consagrou é marcante. Para mim seria maravilhoso, mas eu vejo o Mundial pelo outro lado, pela possibilidade de retribuir tudo o que o Santos me deu e ajudar a colocar a terceira estrela acima do distintivo.
LNET!: Qual time é melhor: 2002, 2004, ano passado ou o atual?
L: Essa é a pergunta que sempre me fazem, mas é difícil dar uma resposta definitiva. Eu acho que o time de 2002 foi fantástico, com o surgimento do Robinho e do Diego. Em 2004, a gente tinha um elenco muito mais experiente, com o Ricardinho e o Deivid. Já o destes dois últimos anos foi comandado pelo Neymar e Ganso. Em resumo, todos os times eram sensacionais e, mais uma vez, me sinto privilegiado por ter feito parte de todos eles.
LNET!: Conseguiu ouvir a charanga domingo, na Vila?
L: Ah, com certeza. Chamou a atenção, sim.
LNET!: O que acha da iniciativa?
L: Eu acho bacana. Um jogo de futebol é um espetáculo, que acontece tanto dentro como fora de campo.
LNET!: Em todo esse tempo no Santos, já tinha visto isso?
L: Algumas vezes. Eu acho que a Vila fica mais alegre quando tem essas bandinhas. De alguma forma, a música acaba estimulando a gente dentro de campo.
LNET!: Toca algum instrumento?
L: Vale campainha? (risos). Não levo jeito pro negócio, não...
LNET!: Que tipo de música gosta?
L: Como bom brasileiro, gosto de um bom samba e pagode. E curto alguns sons sertanejos também.
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