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Esbanjando na frente, Flu economiza para reforçar zaga

Dia 27/10/2015
21:49

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O luxo para meio de campo e ataque. Para a defesa, nem tanto. A sondagem do Fluminense em cima do zagueiro João Filipe, do São Paulo, enfatiza uma característica peculiar do Tricolor na busca por reforços nos últimos tempos: os gastos comedidos para o setor defensivo e os investimentos milionários pelos homens de frente.

João Filipe é reserva no Morumbi e a diretoria paulista não vê problema em negociá-lo. Outro facilitador para a contratação seria o bom relacionamento entre o Flu e o agente do jogador, Eduardo Uram. Foi ele quem tratou da contratação do lateral-direito Bruno.

- Estamos sempre atentos ao mercado, mas não adianta falar antes de ter algo concretizado ou qualquer coisa - afirmou o diretor executivo Rodrigo Caetano.

Não seria a primeira vez que o Fluminense apostaria no bom, bonito e barato para reforçar a defesa. Ano passado, Márcio Rosário chegou com o aval do técnico Abel Braga. Foi também uma forma de recompensar o empresário Reinaldo Pitta, que levou prejuízo com a demissão do atacante Emerson.

No começo deste ano, enquanto Wagner e Thiago Neves desembarcaram nas Laranjeiras graças a investimentos na casa dos milhões de reais da Unimed, o zagueiro Anderson chegou sem alarde e desconhecido de parte da torcida. Ainda bem que ele se firmou rapidamente e se transformou em titular.

Um dos motivos para a diferença entre os investimentos na defesa e no ataque é a participação da patrocinadora somente em algumas contratações. Com o aval da diretoria, o dinheiro do investidor costuma ser aplicado em nomes de meio de campo e ataque, especialmente aqueles capazes de trazer bom retorno de marketing. Na hora de buscar zagueiros, a crise financeira do Fluminense acaba exposta.

CONTRATAÇÕES COM UNIMED

Thiago Neves
A contratação aconteceu apenas graças à participação do patrocinador. Diante do impasse entre árabes e o Flamengo, a Unimed entrou com cerca de R$ 16 milhões e levou o camisa 7.

Wagner
O investimento também foi consideravelmente alto. O Gaziantepspor levou R$ 5,9 milhões pelo apoiador formado no Cruzeiro.

Jean
O empréstimo, com direito à compra, custou R$ 2,5 milhões, pagos pela patrocinadora.

CONTRATAÇÕES SEM UNIMED

Bruno
A contratação do lateral-direito não contou com a participação dos investimentos da patrocinadora. O Flu também não teve custos para tirá-lo do Figueirense.

Anderson
O zagueiro teve os direitos adquiridos por R$ 500 mil, montante pago pelo Tricolor.

Lanzini e Martinuccio
Os dois vieram no meio do ano passado, sem a participação da Unimed. A patrocinadora não deve atuar nos esforços para contratar Lanzini definitivamente.

COM A PALAVRA
Rodrigo Caetano
Diretor executivo do Fluminense

"Primeiro de tudo, é preciso saber que tudo que for feito tem a ver com o Fluminense e não com a Unimed, que é nossa parceira. Quem contrata ou deixa de contratar é o Fluminense. No momento, mesmo com a iminente saída do Márcio Rosário, estamos focados nos jogos das finais do Carioca e na Libertadores. O Elivélton já está voltando à rotina de treinamentos e é um garoto que tem a confiança de todos nas Laranjeiras."

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