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Paes defende Baía após caso de infecção: 'Virou a Geni da Olimpíada'

Dia 01/03/2016
04:51

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Um dia após o Comitê Rio-2016 se manifestar sobre o caso de infecção do alemão Erik Heil, que faturou a medalha de bronze no evento-teste da vela na Baía de Guanabara, na semana passada, as autoridades envolvidas na organização dos Jogos Rio-2016 tiveram de dar explicações sobre o episódio. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o presidente do Comitê Organizador, Carlos Arthur Nuzman, preferiram não estabelecer relação direta entre o caso e a poluição do palco das provas. Mas também não descartaram a hipótese.

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Na visão de Paes, a despoluição não deve ser mais encarada como prioridade da Olimpíada, e sim da cidade. Até porque o próprio governo do estado, responsável pelo tratamento das águas da Baía, já descartou atingir a meta inicial de 80% até 2016. O prefeito avaliou os Jogos como boa oportunidade para que o assunto seja priorizado e fez até uma comparação entre a Baía e a personagem Geni, da música "Geni e o Zepelim", de Chico Buarque, que na letra sofre uma série de hostilizações.

– É um desafio da cidade chegar a 100% de tratamento do esgoto, não dos Jogos. Os dois eventos-teste tiveram enorme sucesso. A raia é usada frequentemente para eventos internacionais. Só que a Baía virou a "Geni da Olimpíada". Tudo querem culpá-la. Não quer dizer que não haja desafios. É bom que a questão seja provocada pela Olimpíada, é um legado intangível. Mas, na raia, não há problema – disse Eduardo Paes, durante a apresentação da nova pista de ciclismo BMX dos Jogos Olímpicos, no Complexo Esportivo de Deodoro.

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O alemão ficou na terceira colocação na classe 49er, ao lado de Thomas Ploessel. Nesta semana, ele foi diagnosticado com uma infecção multiresistente e declarou que o motivo seria o esgoto da Baía. Não foi o único caso de atleta que passou mal durante o evento. O sul-coreano Wonwoo Cho também precisou ser internado com febre, calafrios, vômitos e desidratação na semana da disputa.

– Tivemos dois ou três problemas, mas não se sabe de onde vieram. Não posso dizer se foi da Baía. Eles usam uma roupa colada no corpo que irrita a pele. Acredito que a Baía passou no teste muito bem. É evidente que há margem para uma ou outra questão, mas a preocupação quanto à saúde dos atletas existe sempre – afirmou Nuzman.

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Heil segue em tratamento em um hospital de Berlim. Ele já avisou que vai tomar maiores cuidados quando retornar ao Rio para competir. Apesar dos incidentes, Nuzman afirmou que o retorno dos velejadores tem sido positivo no que diz respeito à melhoria da qualidade das águas da Baía de Guanabara.

– Não sou médico, então não posso dizer se foi (a infecção, por causa da Baía). Só estou apresentando números que mostram o sucesso e que o local está no caminho certo. O governo do estado está trabalhando, a melhoria é notória e os atletas reconhecem, como eles mostraram em inúmeras matérias nos jornais e nas televisões – completou o presidente do Comitê Rio-2016.

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