Huawei cancela lançamento de notebook após banimento nos EUA

(Foto: reprodução)

LANCE!
12/06/2019
15:19
Rio de Janeiro (RJ)

Em mais um reflexo de seu recente banimento dos Estados Unidos, a Huawei cancelou os planos de lançamento de um notebook da família MateBook. O produto deveria ser anunciado e lançado nos próximos meses no mercado internacional, mas a proibição de fazer negócios com empresas dos Estados Unidos, parte da sanção imposta pelo presidente Donald Trump, fez com que a chegada do produto fosse adiada indefinidamente.

Falando rapidamente sobre o assunto, o diretor do segmento de produtos para o consumidor da Huawei, Richard Yu, taxou a situação como “infeliz” e não deu um novo prazo para o lançamento. De acordo com ele, o retorno dos planos depende do tempo que a empresa permanecer banida dos Estados Unidios.

O executivo não deu detalhes sobre os motivos por trás do cancelamento na chegada do notebook, afirmando apenas que, com as atuais sanções, a Huawei não seria capaz de lançar o produto. Entre as empresas que tiveram de parar seus trabalhos com a companhia chinesa está a Microsoft, que deixou de vender os notebooks da marca em sua loja oficial e, também, está impedida de fornecer cópias do Windows que viriam pré-instaladas nas máquinas da fabricante.

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Além disso, outro motivo para o cancelamento seria o uso de processadores da Intel, também parte integrante da linha de notebooks da Huawei, um problema que se estende também a fabricantes de memórias RAM, placas gráficas e outros componentes. Basicamente, boa parte das peças para os computadores da chinesa vem dos Estados Unidos, mas, agora, esse fornecimento foi cortado abruptamente.

Isso indica, ainda, que o novo MateBook pode ser apenas a primeira vítima de uma sequência de cancelamentos e mudanças de planos que devem transformar significativamente os planos da Huawei no mercado de tecnologia. Pelo tempo em que permanecer na lista de banimento do governo dos EUA, ela também não pode negociar com a Google para colocar a versão oficial do Android em seus smartphones. São graves problemas para uma empresa que, neste começo de ano, tinha a ambição de se tornar a maior fabricante de celulares e computadores do mundo.

A ordem executiva banindo a Huawei e mais de 70 subsidiárias da chinesa foi assinada pelo presidente americano Donald Trump em 17 de maio, com efeito imediato, banindo a atuação da empresa no país e também proibindo que companhias dos EUA negociem com ela. Dias mais tarde, entretanto, o líder afirmou que a sanção pode não ser definitiva e, além de uma exceção de 90 dias para que possa se adaptar e não abandonar projetos de suporte e infraestrutura, considerou a inclusão da empresa de tecnologia em um futuro acordo comercial com a China.

Entretanto, a maior consideração aqui estaria relacionada à segurança, com o Departamento de Estado americano afirmando ter razões para crer que os produtos da Huawei serviriam como arma para a guerra cibernética chinesa. A empresa sempre negou as acusações, mas afirmou publicamente que assinaria um acordo de não-espionagem para poder voltar a operar sem restrições nos Estados Unidos.

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