Nintendo

(Foto: divulgação/Nintendo)

LANCE!
24/04/2020
14:54
Rio de Janeiro (RJ)

A Nintendo admitiu nesta sexta-feira (24) que hackers conseguiram acessar cerca de 160 mil contas de usuários da Nintendo Network, com dados como nome completo, data de nascimento, endereço de e-mail e país de origem, entre outros, expostos nas tentativas de invasão que foram realizadas ao longo do mês de abril. Como consequência, a japonesa desabilitou a função que permitia autenticação em uma conta por meio da NNID (Nintendo Network ID).

Adicionando gasolina ao fogo, a Nintendo também ressaltou que as contas afetadas podem apresentar compras fraudulentas, recomendando que todos os seus usuários abram suas configurações, troquem suas senhas e habilitem a opção de autenticação em dois fatores (2FA) para adicionar uma nova camada de segurança em seus perfis. No que tange às senhas, a própria Nintendo está enviando links de redefinição para todos os usuários.

Invasão acabou comprometendo cerca de 160 mil contas dos sistemas online da Nintendo: empresa está ajustando protocolos de segurança e entrando em contato com usuários afetados (Foto: Wagner Wakka/Canaltech)

Sobre as NNIDs, a empresa não espera um impacto muito grande para os seus consumidores: esse é um sistema relativamente antigo da empresa, usado para logins em contas no portátil 3DS e consoles de gerações passadas, como o WiiU. No caso do Nintendo Switch, a empresa usa um sistema mais moderno e reformulado. O problema é que havia a possibilidade de “linkar” ambos os sistemas, e isso pode ter gerado a falha de segurança da qual hackers tiraram proveito.

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Usuários vêm sendo notificados via e-mail de todo o caso e o que a Nintendo está fazendo para corrigi-lo. Relatos da última semana diziam que invasores estavam usando informações obtidas nas contas para comprar “V-Bucks” em Fortnite e outras moedas para microtransações ingame. A Nintendo pede que, caso você identifique compras fraudulentas em sua conta, entre em contato com a empresa para determinar o processo de correção.

Leia a matéria no Canaltech.