Washington (o Coração Valente) pelo Fluminense

Washington ganhou o apelido de 'Coração Valente' (Foto: Felipe Gabriel/Arquivo Lance!)

LANCE!
21/02/2019
20:41
Rio de Janeiro (RJ)

O meia do Juventus Sami Khedira foi diagnosticado com uma fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca que o deixará fora dos gramados para tratamento por cerca de um mês. O caso do alemão não é grave, segundo informou o clube italiano, mas está longe de ser o primeiro episódio de problemas de coração envolvendo jogadores de futebol.

No Brasil, a morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, em 2004, é o episódio mais conhecido. Alguns jogadores tiveram problemas detectados, mas puderam seguir atuando, como Washington, Renato Abreu e Fabrício Carvalho,

Relembre algumas situações.

WASHINGTON, 'CORAÇÃO VALENTE'

Washington (o Coração Valente) pelo Fluminense
Washington continuou atuando (Foto: Carlos Costa/Lancepress!)

Ídolo do Fluminense e Athletico, Washington teve uma artéria obstruída diagnosticada quando defendia o Fenerbahçe, da Turquia. O jogador então com  27 anos foi aconselhado a abandonar o futebol.   Ele voltou ao Brasil em 2002 e passou por um cateterismo e uma angioplastia. O retornou se deu menos de um ano depois, pelo Athletico. Dois anos depois, Washington  quebrou o recorde de gols em uma edição do Brasileiro, ainda pelo clube paranaense. Ele também foi destaque no Fluminense e até hoje é tratado com carinho pelos torcedores do clube, que o apelidaram de "Coração Valente".

FABRÍCIO CARVALHO

Fabrício Carvalho, ex-São Caetano
Jogador teve arritmia detectada (Foto: Reginaldo Castro/Lancepress!)

Fabrício Carvalho foi o artilheiro do São Caetano em 2004. No ano seguinte, com 27 anos, precisou se afastar dos gramados quando teve detectada uma arritmia cardíaca, nos exames de pré-temporada. Fabrício só voltou a jogar em 2007, pelo Goiás. Ele também passou por clubes como Portuguesa, Remo, Bragantino, Oeste, Ferroviária, Guaratinguetá e Cabofriense. Em 2015, encerrou a carreira pelo Taboão da Serra. Hoje.  Fabricio é cantor de música gospel.

RENATO ABREU

Flamengo x Boavista - Renato Abreu - 2011
Renato Abreu passou por cirurgia (Foto: Cleber Mendes/Lancepress!)

Em março de 2012, Renato Abreu descobriu uma arritmia, quando passou por exames no Flamengo.  O submeteu-se a uma cirurgia no coração e voltou a treinar menos de um mês depois. Jogou normalmente a temporada daquele ano pelo Flamengo e foi para o Santos no ano seguinte, seu último clube na carreira. 

IVO WORTMANN, O CORAÇÃO DE LEÃO

Ivo Wortmann (Arábia Saudita)
Ivo deixou de jogar no Atlético de Madrid (Foto: Reprodução)

O hoje treinador Ivo Wortmann, ficou conhecido como "Coração de Leão" nos anos 70, quando ainda era jogador. Ivo teve passagens marcantes pelo América-RJ e Palmeiras.  Em 1975, deixou de se transferir para o Atlético de Madrid, porque os exames médicos do clube espanhol diagnosticaram um problema cardíaco. O "Coração de Leão" voltou ao Brasil e seguiu atuando. Como treinador, Wortmann rodou o mundo entre clubes e seleções. 

DONI

Doni
Goleiro encerrou a carreira em 2013 (Foto: ANDREW YATES / AFP)

o ex-goleiro Doni, que atuou pela seleção Brasileira, decretou o fim da sua carreira nos gramados em 2013, por problemas cardíacos. No ano anterior o então goleiro  Liverpool, da Inglaterra, sofreu uma parada cardiorrespiratória e detectou uma arritmia cardíaca em exames feitos depois do incidente. De volta ao Brasil, chegou a assinar contrato com o Botafogo-SP, mas acabou optando pela aposentadoria, antes do retorno aos gramados. 

EVERTON COSTA

Santos x Ponte Preta - Everton Costa (Foto: Miguel Schincariol/ LANCE!Press)
Aposentadoria precoce (Foto: Miguel Schincariol/ LANCE!Press)

Ex-Vasco e Santos, Everton Costa, que atuava como atacante,  sentiu uma arritmia cardíaca aos 28 anos, em 2014, durante jogo do Cruz-Maltino na Copa do Brasil, contra o Resende. Ele ficou seis dias internado e passou por uma cirurgia para implantar um desfibrilador no coração, uma espécie de marca-passo.  Costa não conseguiu mais voltar ao gramados e anunciou a aposentadoria precoce em fevereiro de 2015. 

DIEGO SACOMAN

Diego Sacoman - Ponte Preta
Zagueiro teve hipertrofia (Foto: Miguel Schincariol/Lancepress!)

O ex-zagueiro da Ponte Preta foi reprovado nos exames médicos do Athletico por ter uma hipertrofia no coração constatada nos exames de admissão no clube paranaense. O jogador precisou ficar quatro meses de repouso total para o coração diminuir de tamanho. Em 2015, retornou aos gramados pelo Santa Cruz e foi campeão pernambucano. Atualmente, aos 32 anos, defende o Juventus-SP. 

FABRICE MUAMBA

Muamba - Bolton (Foto: Nigel Roddis/Reuters)
Muamba - Bolton (Foto: Nigel Roddis/Reuters)

Em 2012, o ex-jogador Fabrice Muamba, nascido no Congo e naturalizado inglês, foi forçado a se aposentar do futebol depois de sofrer um ataque cardíaco e ficar com o coração 78 minutos sem bater, quando atuava pelo Bolton, que enfrentava o Tottenham, pela Taça da Inglaterra. Então com apenas 24 anos, Muamba ainda passou por duas cirurgias para tentar voltar a jogar, mas anunciou sua aposentadoria agosto do mesmo ano. 

SERGINHO

Serginho, morto quando jogava pelo São Caetano
(Foto: Nelson Almeida/Lancepress!)

No dia 27 de outubro de 2004, o zagueiro do São Caetano Serginho, então com 30 anos, teve um mal súbito e caiu dentro de campo. O time do interior  enfrentava o São Paulo no Morumbi. Serginho foi socorrido no gramado,  mas morreu cerca de uma hora depois no hospital. A causa da morte, segundo a necropsia, foi uma hipertrofia miocárdica. Após a tragédia, os clubes  brasileiros passaram a fazer exames mais minuciosos nos atletas e  foi proibido o início de jogos, em qualquer categoria, sem uma ambulância e um médico à disposição no estádio. 

MARC-VIVIEN FOÉ

Marc Vivien Foe - Camarões
(Foto: JEAN-PHILIPPE KSIAZEK / AFP)

Outro caso trágico de morte no futebol foi o do camaronês Marc-Vivien Foé, em junho de 2003, durante a Copa das Confederações, na França. O jogador desabou no centro do campo e os médicos ainda tentaram reanimá-lo por 45 minutos, sem sucesso. A causa da morte foi uma cardiomiopatia hipertrófica.