Amanda Simeão, esgrimista

Amanda Simeão teve de entrar na Justiça para ir aos Jogos do Rio (Foto: Steferson Faria)

LANCE!
21/07/2016
17:24
Rio de Janeiro

Além de lutar por vaga nos Jogos Olímpicos Rio 2016 nas pistas de esgrima, Amanda Simeão teve de brigar também nos tribunais. Entre idas e vindas de liminares no caso da naturalização brasileira da húngara Emese Takács, somente no começo de junho é que esta curitibana de 22 anos, integrante do Time Petrobras, teve a certeza de que realizaria o sonho de participar de uma Olimpíada. Passada a ansiedade pela decisão na Justiça, Amanda não vê a hora de começar a competir.

- Meu nome já está na chave olímpica. Estou aliviada agora. Tive de lutar na pista e na Justiça. Depois de um bom tempo, a justiça foi feita. O que ela estava fazendo não era certo. Sou conhecida agora por isso, por fazer o que era certo. Mas só penso em treinar e competir – disse a atleta durante evento na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.

Amanda teve de recorrer à 5ª. Vara da Justiça Federal, em Curitiba, para provar que Emese estava com documentação irregular. Ela alegou que a húngara não teria cumprido o tempo mínimo necessário de permanência no Brasil, que o casamento dela com um brasileiro seria fraudulento, já que mantinha um relacionamento público na Hungria, e que a esgrimista não tinha o domínio do idioma, pois não entenderia, nem falaria português.

Com a decisão da Justiça, Emese teve de sair da Seleção, abrindo vaga para Amanda, que seria reserva nos Jogos. Após a vitória nos tribunais, ela espera novas conquistas, desta vez no esporte.

- Há seis anos que venho realizando esse sonho, venho treinando, competindo, me dedicando para essa Olimpíada. Se não fosse em casa, não estaria me dedicando tanto. Por ser aqui, tudo dobra. Torcida, família, possibilidade de divulgar o esporte, que não é divulgado. Vou entrar pensando em ser campeã. Tenho de pensar assim. Estatisticamente é difícil. Mas quem sabe não vem a medalha? Em Olimpíada tudo pode acontecer, é uma competição à parte.

Amanda, 63ª. colocada do ranking mundial na espada, pratica esgrima desde os 12 anos e conheceu o esporte quando morava na Itália. Após voltar para o Brasil, intensificou os treinos em 2008. Com um ano, já estava na seleção adulta. Em seguida, foi morar na França para se dedicar exclusivamente ao esporte.

Medalha de bronze no Pan-Americano de Toronto em 2015, ouro no Sul-Americano de Santiago em 2014, tricampeã brasileira em 2012, 2013 e 2014 - todas essas conquistas por equipe - e oitava colocada no Mundial cadete de 2011, esta individualmente, Amanda está na reta final de treinos em São Paulo. No próximo dia 31, entrará na Vila Olímpica. As competições de esgrima acontecerão entre os dias 6 e 14 de agosto.

Além de Amanda, o Brasil será representado nos Jogos do Rio por mais 12 atletas na esgrima.