Guilherme Cardoso
22/07/2016
17:08
Enviado Especial ao Rio de Janeiro (RJ)

Uma brasileira especialista no levantamento de peso. Mais um atleta do país com destaque no tiro com arco. Ou até mesmo um lutador do Brasil brilhando na luta olímpica, mais especificamente na luta greco-romana. Atualmente, é difícil imaginar qualquer uma dessas situações no esporte olímpico nacional. Mas não para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio (JAP). Afinal, três competidores com esses perfis estão entre os 20 selecionados pelo projeto Vivência Olímpica do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Emily Rosa Figueiredo, de 18 anos, tem apenas 1,47m e 45kg. Difícil imaginar que ela seja especialista em levantamento de peso, sendo capaz de alcançar as marcas de 65kg no arranque e 80kg no arremesso. Mas essa é a pura verdade.

Sem qualquer conhecimento da modalidade, ela passou a praticá-la em 2012. Isso após ficar seis anos na ginástica artística do Flamengo e uma outra temporada nos saltos ornamentais. Nada que lhe dessa a certeza que o levantamento de peso deu para ela.

- Não conhecia o esporte. Mas foi nele que me vi em uma Olimpíada e como uma medalhista – resumiu a jovem atleta.

Com um jeito ainda tímido, Emily é vista com potencial para conseguir bons resultados nos próximos anos, inclusive nos Jogos de Tóquio-2020. Mas antes, vai participar do projeto Vivência Olímpica do Comitê Olímpico do Brasil (COB) na Rio-2016. E com visitas à Vila dos Atletas e algumas instalações olímpicas, ela poderá rever uma incentivadora e sua grande inspiração: Daniele Hypolito.

- Já a conheço, é uma pessoa que sempre me incentivou. Se der, quero vê-la competindo na ginástica artística – afirmou.


Poder ver um ginasta também é o sonho de Marcelo da Costa Filho, de 16 anos. E olha que a especialidade dele é o tiro com arco:

- Queria conhecer o Arthur Zanetti. Ele é o cara, um dos melhores do mundo. E vai pegar mais uma medalha.

Após os grandes resultados de Marcus Vinícius D’Almeida, um outro brasileiro já surge como revelação do tiro com arco. Apesar da pouca idade, Marcelo já tem participado de competições importantes e treinado com alguns atletas da Seleção Brasileira. E por isso, sonha com um bom resultado nos em Tóquio.

- Vamos cair para dentro. Antigamente, não existia chance para o tiro com arco. Agora, em 2020, podemos chegar ainda melhor – revelou o competidor.

Quem também sonha em brilhar em 2020 em uma modalidade ainda pouco difundida no Brasil é Joílson Ramos Júnior, de 18 anos. Ex-praticante de jiu-jítsu por influência da família, ele decidiu trocar de luta aos nove anos e passou a treinar no estilo greco-romano da luta olímpica.

- Migrei de esporte, porque achava que poderia ter mais oportunidades. Já tinha uma noção de luta. Agora, estou aqui – disse o jovem, que não esconde a ansiedade para participar do projeto na Rio-2016.

- Parece até que eu vou lutar. Estou com muita adrenalina e motivado. Estou ansioso por essa experiência. Nunca tinha participado de qualquer edição de Jogos – declarou.