Fellipe Lucena e Thiago Ferri
04/10/2016
12:22
São Paulo (SP)

O Palmeiras conseguiu uma importante vitória fora dos gramados. A câmara de arbitragem da Fundação Getúlio Vargas deu razão ao clube em pontos decisivos da discussão judicial com a WTorre, construtora que administra o Allianz Parque. O principal deles se refere ao direito de comercializar as cadeiras da arena.

Ficou definido que a WTorre só pode vender 10 mil cadeiras especiais (parte desta cota já começou a ser comercializada). Todos os outros assentos ficam sob poder do clube, que temia ver o seu projeto de sócio-torcedor ser enfraquecido caso a construtora tivesse o direito de negociá-las.

A venda de cadeiras não interfere na renda dos jogos, que fica toda com o Palmeiras. Quem compra uma cadeira pode usá-la em todas as partidas do ano, mas precisa pagar ingresso.

A arbitragem ainda estabeleceu que o Allianz Parque não está no padrão Fifa, como defende a construtora. Com isso, o clube vai exigir que algumas melhorias sejam feitas. Por fim, a empresa ainda pretendia fazer a tiquetagem dos ingressos, mas também não obteve sucesso.

O contrato entre Palmeiras e WTorre, válido por 30 anos, foi assinado em 2009. Desde que assumiu a presidência, em 2013, Paulo Nobre tinha como prioridade rever os termos do vínculo e defender os interesses do clube. A discussão estava na arbitragem desde fevereiro de 2014.

Nota da WTorre

"Apesar da decisão da câmera FGV de Conciliação e Arbitragem desfavorável à sua demanda, a WTorre reforça seu compromisso com este modelo de negócio vencedor e que tem sido referência para clubes em todo o país. A companhia não interromperá nenhum projeto em relação à arena, e segue trabalhando firmemente para que ela continue entre as mais modernas e ativas do mundo".