Alexandre Guariglia
12/12/2016
08:00
São Paulo (SP)

Deu a lógica na Seleção do LANCE! do Brasileirão-2016. O Palmeiras, campeão brasileiro, foi o time com mais representantes entre os melhores da competição. Ao todo são cinco jogadores, mais o técnico Cuca. O goleiro Jailson completou seu 19º jogo no campeonato contra o Vitória, na última rodada, e assegurou sua posição no selecionado.

Além do arqueiro, a dupla de volantes Tchê Tchê e Moisés, apontada como um dos diferenciais do Verdão na campanha, representa o clube na Seleção. Dudu, meia-atacante, completa o setor, após participação essencial com gols decisivos e assistências. 

Para completar a legião de jogadores palmeirenses na lista, o Craque do Campeonato, Gabriel Jesus. Com 12 gols em 27 jogos, o jovem atacante da Seleção Brasileira teve a maior média de notas da competição: 6,8.

Outro time que teve mais de um representante entre os melhores foi o Santos, com os laterais Victor Ferraz e Zeca, expondo a regularidade e o equilíbrio que dão à equipe de Dorival Junior.

Flamengo e Atlético-MG, que completam os quatro primeiros do campeonato, forneceram apenas um atleta cada para a Seleção. São eles o zagueiro Réver, do Fla, que deu estabilidade ao setor defensivo de seu time e o atacante Robinho, do Galo, que decidiu muitos jogos com seu talento acima da média.

Houve espaço também para jogadores de equipes que não fizeram um grande campeonato. São os casos de Rodrigo Caio, zagueiro do São Paulo, que  marcou gols importantes em momentos cruciais da competição, e do atacante Marinho, do rubro-negro baiano, que foi o personagem principal (muitas vezes único) da campanha contra o rebaixamento.

A Seleção do Campeonato, como sempre, é definida de acordo com a média de notas dadas pela redação do LANCE! durante a cobertura dos jogos do Brasileirão. Entram na lista os jogadores que atuaram em, no mínimo, 19 rodadas e receberam a melhor avaliação em sua posição.

Confira a análise de cada jogador do selecionado:

Jailson - goleiro - Palmeiras - 6,6
Tinha a difícil missão de substituir o ídolo Fernando Prass. Assumiu a tarefa na 19ª rodada e não decepcionou, fez partidas seguras e foi fundamental na caminhada rumo ao título. Para completar, terminou o campeonato invicto no gol palmeirense.

Victor Ferraz - lateral-direito - Santos - 6,1
Um dos jogadores mais regulares do Peixe, muitas vezes serviu de desafogo para defesa e foi opção constante no ataque. Personagem importante no desempenho santista na competição.

Rodrigo Caio - zagueiro - São Paulo - 6,1
Em um campeonato ruim do Tricolor paulista, não fugiu da responsabilidade e sempre que esteve em campo procurou fazer a diferença, inclusive marcando gols decisivos, por exemplo o de cabeça, contra o Fluminense, fora de casa.

Réver - zagueiro - Flamengo - 6,1
Desde que assumiu a posição na zaga da equipe, estabilizou o setor, principalmente na bola aérea. Corrigiu erros que prejudicavam o desempenho do time, possibilitando a briga pelo título em boa parte do campeonato.

Zeca - lateral-esquerdo - Santos - 6,1
Assim como Victor Ferraz, se destaca pela regularidade, mantém nível de jogo parecido em todas as partidas. Dificilmente passa apuros na defesa, no ataque anotou belos gols contra Grêmio, Santa Cruz e Botafogo.

Tchê Tchê - volante - Palmeiras - 6,3
Por falar em regularidade, talvez não tenha havido outro jogador que tenha seguido à risca o significado dessa palavra. Praticamente onipresente no campo, ajudava a defesa e o ataque sem alarde. É o jogador que mais trocou passes no Verdão e o principalmente condutor nas saídas de bola.

Moisés - volante - Palmeiras - 6,5
Ao lado de Tchê Tchê, formou a melhor dupla de meio-campistas do Brasileirão. Foi o diferencial do time dentro de sua proposta de jogo. Intensidade nos desarmes, nas chegadas ao ataque, na distribuição das jogadas e nos tão falados arremessos laterais para a área do adversário. 

Dudu - meia-atacante - Palmeiras - 6,5
Desde o início do campeonato colocou na cabeça que poderia fazer a diferença, assumiu a faixa de capitão e se entregou a essa responsabilidade. Melhorou seu jogo durante a competição e terminou como parte essencial do título. Foi o líder em assistências do Brasileirão e anotou gols decisivos.

Robinho - atacante - Atlético-MG - 6,4
Quem duvidou de sua capacidade, com certeza quebrou a cara. Durante toda a competição se mostrou acima da média dos demais jogadores, talento individual e poder de decisão incríveis. Em um time tão desequilibrado como o do Galo, fez a diferença e decidiu jogos sozinho, com oito assistências e 12 tentos no Brasileirão. É o artilheiro do ano no Brasil com 25 gols.

Marinho - atacante - Vitória - 6,5
Mais um exemplo de jogador que, sozinho, levou o time nas costas em muitas oportunidades, principalmente quando a briga contra o rebaixamento apertou. Marcou gols de velocidade e talento. Foram 13 tentos e seis assistências. Provou que não é apenas um personagem folclórico, mas sim de extrema qualidade.

Gabriel Jesus - atacante - Palmeiras - 6,8 (CRAQUE)
Fez um primeiro turno espetacular, ficou boa parte do campeonato como o artilheiro da competição. Acabou caindo um pouco de produção no segundo, principalmente quanto ao número de tentos, mas foi decisivo nos jogos contra o Flamengo, no Allianz Parque, e contra o Atlético-MG, no Independência. Suas atuações o levaram para a Seleção Brasileira.

Técnico: Cuca - Palmeiras - 6,4
Avisou que seria campeão brasileiro mesmo antes de o campeonato começar e confirmou sua profecia. Armou um time extremamente difícil de ser batido, além de ser regular em todos os quesitos. Treinou tão bem seu time que aproveitou para colocar em prática jogadas ensaiadas de falta, escanteio e arremessos laterais. Título incontestável.