Judô: Brasil fecha participação no Rio com sentimento de que poderia ter sido melhor

Brasil termina a disputa do judô com mais um bronze, de Rafael Silva, mas não consegue igualar a marca da Londres-2012. Por pouco, time masculino não passou em branco no Rio

PorLance!Rio de Janeiro (RJ)
12/08/2016 20:30
Atualizado em 13/08/2016 07:35
Rafaela Silva sorri com sua medalha de ouro, a primeira do país no Rio
(Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ)

O judô segue como a modalidade que mais deu medalhas ao Brasil na história dos Jogos Olímpicos, com 22. E o esporte é o que mais faturou láureas ao Time Brasil após sete dias de disputa da Olimpíada do Rio de Janeiro: três, de um total de quatro (a outra é a prata no tiro com Felipe Wu). Mas o desempenho obtido na Rio-2016 ficou aquém do esperado.

Lógico que o ouro de Rafaela Silva (até 57kg) e os bronzes de Mayra Aguiar (até 78kg) e Rafael Silva (mais de 100kg) – esse alcançado na sexta-feira, no último dia de disputas na capital carioca –, merecem destaque. Ter uma medalha olímpica não é para qualquer um. Porém, com o todo investimento e expectativa em cima dos judocas do país, o resultado poderia ser melhor.

Desde o início, a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) não estipulou uma meta de conquistas nos Jogos. Mas a intenção era ter uma melhora qualitativa e quantitativa em relação a Londres-2012. Faltou pelo menos uma láurea para igualar o desempenho anterior.

- Foi uma competição acirrada. Apesar de um número menor de medalhas, mantivemos a posição de Londres. Esses são os Jogos Olímpicos, a magia e a dificuldade. Saindo daqui com um ouro e dois bronzes, não dá para dizer que foi ruim. Sem dúvidas tínhamos potencial para contribuir com mais medalhas. Mas, infelizmente, a competição é olímpica e todos os países se prepararam muito bem - comentou o gestor técnico de alto rendimento da CBJ, Ney Wilson.

Afinal, se Rafael Silva e Mayra Aguiar repetiram seu bronze, Rafaela Silva "substituiu" Sarah Menezes com um ouro. Só não se repetiu uma terceira posição de quatro anos atrás, de Felipe Kitadai.

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Em qualidade de medalhas, o Brasil terminou a modalidade na sexta colocação, atrás de Japão, França, Rússia, Itália e Estados Unidos. Já em quantidade, os brasileiros ficaram no terceiro posto, abaixo dos japoneses, franceses, e empatado com os russos.

Se não bastasse, os homens quase passaram zerados pela primeira vez após oito Olimpíadas. Desde 1984, pelo menos um competidor do masculino vai ao pódio.

– A gente veio com um time em renovação. Gostaríamos de um desempenho melhor, mas fiquei satisfeito com os dois medalhistas na última Olimpíada, o Rafael (Silva) e o (Felipe) Kitadai. Vi uma evolução física grande. A medalha é uma consequência. Mais para frente, temos de trabalhar com atletas novos e tentar melhorar. Mas posso dizer que poderíamos ter obtido uma medalha a mais, mas o desempenho foi dentro do esperado – afirmou o técnico Luiz Shinohara.

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