Bahia x Botafogo

Imagem do jogo: Bahia com a bola no pé e Botafogo correndo atrás (Foto: Vitor Silva/Botafogo)

Sergio Santana
26/09/2019
00:09
Rio de Janeiro (RJ)

O Botafogo sai de Salvador com muitas dores de cabeça. Com um a menos durante três quartos da partida contra o Bahia, nesta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, pelo Campeonato Brasileiro, a equipe comandada por Eduardo Barroca pouco criou e vai retornar ao Rio de Janeiro com uma atuação sem finalizações no segundo tempo. O LANCE! mostra pontos da atuação do Alvinegro, derrotado por 2 a 0, com gols de Artur e Élber.

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ESPAÇO PARA MUDANÇAS

Bahia x Botafogo
Rangel permaneceu no time titular (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Sem Luiz Fernando, cumprindo suspensão automática, Eduardo Barroca ousou e colocou uma formação inédita: um 4-3-3, com Diego Souza retornando ao meio-campo e um ataque formado por Lucas Campos, Victor Rangel e Rodrigo Pimpão. Em tese, um esquema para valorizar a presença do camisa 7 mais recuado e explorar o espaço dos laterais do Bahia, que sobem muito ao ataque.

Na prática, Diego Souza até teve boa participação e criou, pelo menos, duas boas oportunidades com passes de uma zona intermediária do campo. O trio ofensivo deu correria na saída do Bahia na defesa, mas pouco produziu quando tinha a bola no pé. O Alvinegro, portanto, ficou dependente do camisa 7 - que, consequentemente, era alvo de boa parte da marcação da equipe mandante.

ERROS CRUCIAIS

Bahia x Botafogo
Gilson foi expulso (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

A partida, até a metade do primeiro tempo, era equilibrada. Bahia focando nas jogadas pelos lados do campo e Botafogo apostando em jogadas passando pelos pés de Diego Souza, que tentava encontrar os companheiros de ataque com um passe em profundidade. No primeiro lance de real perigo do duelo, o Tricolor abriu o placar, com Artur aproveitando um cruzamento de Moisés.

O detalhe para o gol tricolor é a pouca marcação no lado direito da defesa do Botafogo. Marcinho ficou sozinho contra Élber e Moisés, o que gerou espaço para o lateral encontrar o autor do gol. Lucas Campos não recompôs e deixou o marcador do Alvinegro em uma sinuca de bico. Minutos depois, o camisa 21 voltou a cometer um erro crucial, batendo cabeça com João Paulo em uma bola rebatida no meio-campo. O desenrolar da jogada resultou na expulsão de Gilson.

CONFUSÃO

Bahia x Botafogo
Bahia se aproximou do G6 (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Imediatamente após a expulsão de Gilson, Lucas Campos deu lugar a Lucas Barros. Uma substituição natural com o objetivo de recompor a linha defensiva com quatro atletas. Com um a menos, porém, a maior mudança ocorreu no próprio Botafogo, que ficou perdido em campo. No ataque, o Glorioso não se achou e Diego Souza, Rodrigo Pimpão e Victor Rangel tornaram-se meros espectadores da partida.

A reta final do primeiro tempo e a etapa complementar trouxeram à tona um Botafogo nocauteado, sem saber o que fazer em campo e perdido com as próprias pernas. O Glorioso limitou-se a defender e viu o Bahia transformar a partida em uma nota única.

NOCAUTE

Bahia x Botafogo
Equipe foi envolvida pelo Bahia (Foto: Romildo de Jesus/Lancepress!)

Foram 45 minutos de domínio do Bahia. Pressão na saída de bola, intensidade nas duas metades do campo, tramas focadas em explorar as costas dos laterais do Botafogo e cruzamentos buscando um companheiro melhor colocado no lado oposto ao da jogada, atravessando a defesa. A equipe comandada por Roger Machado mostrou suas credenciais.

Não à toa, o Tricolor chegou ao 2 a 0 no placar sem grandes dificuldades. Com rápida troca de passes, Artur achou Élber, que teve apenas o trabalho de chutar para o fundo das redes. O Botafogo, já atordoado desde a expulsão de Gilson, sofreu o nocaute de forma dolorosa e não mostrou respostas para reagir.

POUCAS ALTERNATIVAS E DESEMPENHO PREOCUPANTE

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Botafogo sentiu a saída de Diego Souza (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

O Botafogo teve a pior atuação no Campeonato Brasileiro durante o segundo tempo na Arena Fonte Nova. O segundo tempo, com um jogador a menos, teve um desempenho marcado pela falta de criatividade. Nenhuma finalização, 32% de posse de bola e nenhum desarme. 

O Glorioso passou grande parte da etapa complementar no campo defensivo, vendo o Bahia. A primeira vez que a equipe de Eduardo Barroca chegou no terço final de ataque com a bola no pé ocorreu depois dos 30 minutos de jogo. As opções tentadas pelo treinador, que colocou Rickson e Gustavo Bochecha nos lugares de Diego Souza e João Paulo, respectivamente, não surtiram efeito. Na verdade, a saída do camisa 7, um dos poucos atletas lúcidos em campo, matou qualquer chance de reação para o Alvinegro.