icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
06/12/2013
08:07

O que Noruega e Montenegro, finalistas olímpicas no handebol feminino em Londres-2012 e favoritas à conquista do Mundial, que começa nesta quinta-feira com o duelo entre o país-sede, a Sérvia, e o Japão, têm em comum com a Seleção Brasileira? Muito pouco, em termos de conquistas. No entanto, há muito a ver entre elas quando o assunto é a política de suas confederações nacionais da modalidade.

Há cerca de dois anos, a Confederação Brasileira (CBHb) apostou na parceria com o clube Hypo, da Áustria, para elevar o nível da Seleção. Oito jogadoras da equipe nacional compõem hoje o elenco do Hypo, que é dirigido pelo dinamarquês Morten Soubak – treinador do Brasil.

A estratégia é idêntica àquela das principais potências do esporte. A Noruega, vencedora dos Jogos Olímpicos e do último Mundial, no Brasil, tem em sua equipe-base para a disputa deste ano seis jogadoras do Larvik HK – principal clube do país.

Já Montenegro aposta no FK Buducnost, que atua na capital montenegrina, Podgorica, e cedeu oito atletas para o time que tenta triunfar na Sérvia (veja mais abaixo).

– Esta política traz tranquilidade às jogadoras, que treinam e jogam juntas e já têm conhecimento do sistema que praticam. Traz também segurança para todo mundo. Quanto mais tempo estiverem juntas, menos vão errar – disse Morten Soubak, técnico da Seleção Brasileira.

O crescimento da performance brasileira desde a adoção da estratégia é evidente. No Mundial de 2009, ficou com a 15ª posição. Após a implantação, no Mundial de 2011, o time verde e amarelo ficou em quinto.

Neste Mundial, na Sérvia, a Seleção chega como uma das favoritas. No ano, foram só duas derrotas em 20 duelos. Já foi possível ver que entrosamento das atletas, pelo menos, não será empecilho.

Parceria com o Hypo se encerra em 2014

Um dos fatores que alavancaram o desempenho da Seleção feminina de handebol, a parceria com o clube Hypo, da Áustria, se encerra ao fim desta temporada, no meio de 2014.

Até o momento, as partes ainda não discutiram um novo acordo. A intenção da comissão técnica brasileira é a de mantê-lo até os Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro e são a grande meta da Confederação Brasileira (CBHb).

Desde que "se fundiu" com a Seleção Brasileira, o Hypo sagrou-se três vezes campeão nacional e venceu a Copa da Europa deste ano. No entanto, não conseguiu faturar nenhum título da Copa dos Campeões da Europa - principal torneio interclubes do continente.

Outras equipes que adotam a política

Noruega
Atuais campeãs olímpicas e mundiais, e principal potência mundial do esporte, a Noruega também tem uma equipe como base de sua seleção. Exceção feita às jogadoras que atuam fora do país, quase todas as escolhidas para o time nacional estão no Larvik HK. Para este Mundial, seis atletas do Larvik compõem o elenco norueguês.

Montenegro
O país atua sob bandeira independente desde 2006, quando separou-se da Sérvia. Desde então, o FK Buducnost é usado como base do time nacional. No Mundial do país vizinho, neste ano, oito jogadoras da equipe da capital Podgorica farão parte do elenco.

Hungria
Atual campeão da Champions League feminina de handebol, o clube húngaro Gyori cede seis atletas para a seleção que disputará o Mundial da Sérvia.

Romênia
O clube Baia Mare é a bola da vez no handebol romeno. A principal equipe do país cedeu sete jogadoras de seu elenco para o grupo convocado para disputar o Mundial da modalidade neste ano.