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Mundial de Handebol põe à prova 'receita de sucesso' da Seleção Brasileira

O que Noruega e Montenegro, finalistas olímpicas no handebol feminino em Londres-2012 e favoritas à conquista do Mundial, que começa nesta quinta-feira com o duelo entre o país-sede, a Sérvia, e o Japão, têm em comum com a Seleção Brasileira? Muito pouco, em termos de conquistas. No entanto, há muito a ver entre elas quando o assunto é a política de suas confederações nacionais da modalidade.

Há cerca de dois anos, a Confederação Brasileira (CBHb) apostou na parceria com o clube Hypo, da Áustria, para elevar o nível da Seleção. Oito jogadoras da equipe nacional compõem hoje o elenco do Hypo, que é dirigido pelo dinamarquês Morten Soubak – treinador do Brasil.

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A estratégia é idêntica àquela das principais potências do esporte. A Noruega, vencedora dos Jogos Olímpicos e do último Mundial, no Brasil, tem em sua equipe-base para a disputa deste ano seis jogadoras do Larvik HK – principal clube do país.

Já Montenegro aposta no FK Buducnost, que atua na capital montenegrina, Podgorica, e cedeu oito atletas para o time que tenta triunfar na Sérvia (veja mais abaixo).

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– Esta política traz tranquilidade às jogadoras, que treinam e jogam juntas e já têm conhecimento do sistema que praticam. Traz também segurança para todo mundo. Quanto mais tempo estiverem juntas, menos vão errar – disse Morten Soubak, técnico da Seleção Brasileira.

O crescimento da performance brasileira desde a adoção da estratégia é evidente. No Mundial de 2009, ficou com a 15ª posição. Após a implantação, no Mundial de 2011, o time verde e amarelo ficou em quinto.

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Neste Mundial, na Sérvia, a Seleção chega como uma das favoritas. No ano, foram só duas derrotas em 20 duelos. Já foi possível ver que entrosamento das atletas, pelo menos, não será empecilho.

Parceria com o Hypo se encerra em 2014

Um dos fatores que alavancaram o desempenho da Seleção feminina de handebol, a parceria com o clube Hypo, da Áustria, se encerra ao fim desta temporada, no meio de 2014.

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Até o momento, as partes ainda não discutiram um novo acordo. A intenção da comissão técnica brasileira é a de mantê-lo até os Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro e são a grande meta da Confederação Brasileira (CBHb).

Desde que "se fundiu" com a Seleção Brasileira, o Hypo sagrou-se três vezes campeão nacional e venceu a Copa da Europa deste ano. No entanto, não conseguiu faturar nenhum título da Copa dos Campeões da Europa - principal torneio interclubes do continente.

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Outras equipes que adotam a política

Noruega
Atuais campeãs olímpicas e mundiais, e principal potência mundial do esporte, a Noruega também tem uma equipe como base de sua seleção. Exceção feita às jogadoras que atuam fora do país, quase todas as escolhidas para o time nacional estão no Larvik HK. Para este Mundial, seis atletas do Larvik compõem o elenco norueguês.

Montenegro
O país atua sob bandeira independente desde 2006, quando separou-se da Sérvia. Desde então, o FK Buducnost é usado como base do time nacional. No Mundial do país vizinho, neste ano, oito jogadoras da equipe da capital Podgorica farão parte do elenco.

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Hungria
Atual campeão da Champions League feminina de handebol, o clube húngaro Gyori cede seis atletas para a seleção que disputará o Mundial da Sérvia.

Romênia
O clube Baia Mare é a bola da vez no handebol romeno. A principal equipe do país cedeu sete jogadoras de seu elenco para o grupo convocado para disputar o Mundial da modalidade neste ano.

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