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16/07/2014
07:02

Não dá mais para esperar. O futebol brasileiro precisa passar por uma profunda mudança. E não estamos falando apenas do comando da Seleção. É preciso que a transformação comece pela base. Os clubes têm de voltar a ser formadores e a CBF deve investir boa parte dos seus lucros milionários no fomento do nosso futebol. O Grupo LANCE! quer contribuir para esse importante debate e publica hoje mais propostas. Torcedor, no LANCE!Net, você encontrará um espaço para que também contribua com ideias: http://www.facebook.com/grupolance.


> Mudança estatutária criando o Conselho de Administração (CA), abaixo do qual estaria a diretoria executiva, profissional, responsável pela gestão cotidiana.

O CA não teria remuneração e seria responsável por contratar e demitir os diretores profissionais, além de conduzir as grandes estratégias para o crescimento do futebol brasileiro.

FÓRUM LANCE!:
> Torcedor, contribua com suas ideias para mudar o futebol do país. Participe!

A eleição da CBF deixaria de ter apenas o nome do candidato a presidente. Seriam apresentadas chapas completas, já com os indicados para o conselho, que teria entre seis e oito membros. O primeiro CA teria mandato "constituinte", alinhado com a necessidade de revisão dos estatutos da entidade.

O colégio eleitoral seria modificado valorizando o voto dos clubes que disputassem no ano da eleição uma das quatro séries do Brasileirão. Eles também teriam direito à indicação de nomes para a composição das chapas.

Nas eleições para as federações estaduais o voto deixaria de ser unitário. Seriam estabecidos critérios claros que dessem aos clubes o peso de sua importância.



> Seria missão do FNFF, entre outras medidas de benefício aos clubes, ajudar na implantação de centros de treinamento, financiar a estruturação das divisões de base e viabilizar a construção ou reforma de estádios adequados às exigências legais e às demandas de conforto e segurança. Sempre mediante contrapartidas estabelecidas de forma transparente entre as partes. Recursos do fundo seriam empregados, ainda, no pagamento integral de despesas de passagens, hospedagem e arbitragem das Séries C e D, o que vai significar economia para os clubes e aumento da competitividade destas divisões de acesso.

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Assim, a CBF estaria limitada em seus gastos de administração e operação à parcela de receitas que entrasse nos seus cofres (no máximo 50% do total), sendo vetada a realização de deficit orçamentário. A entidade deve divulgar trimestralmente o seu balanço econômico/financeiro, como o fazem as maiores empresas, inclusive no site da entidade, para amplo conhecimento público.

A CBF, entidade monopolista e privada, deve pagar pelo uso de símbolos nacionais. O conselho de administração controlaria os gastos da entidade com a gestão e a Seleção.




   



> Passaria a ser obrigação estatutária da CBF a criação de uma Escola Nacional de Treinadores, formando profissionais alinhados aos valores e às diretrizes estabelecidas para o futebol nacional em todos os seus níveis, desde as categorias de base.

Caberia ainda à entidade ter forte atuação social, especialmente voltada para crianças e adolescentes, criando condições para ampliação da prática do futebol, de acordo com as políticas nacionais de esportes.


> A adaptação do calendário do futebol brasileiro ao modelo adotado na Europa e na maior parte dos países, respeitando os grandes eventos de clubes e seleções é tarefa urgente. O sistema atual está comprometido por dificultar o fortalecimento financeiro e econômico dos clubes, fator indispensável à formação de equipes conpetitivas e à formação e retenção de talentos.

Esse novo calendário teria um período de pré-temporada, alinhado com o restante do mundo, permitindo aos clubes brasileiros excursionar ao exterior e, com isso, propagar suas marcas globalmente. Essa medida teria efeito imediato no aumento de patrocínios, pela maior exposição internacional, além de propiciar um intercâmbio técnico necessário com times de outros centros.

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Além disso, o fato de a Copa do Mundo, a Copa América e os Jogos Olímpicos serem disputados no meio do ano impõe que se paralise as competições mais importantes do país – como aconteceu agora –, perdendo os clubes importante período de atividade e compromentendo suas receitas.

Os estaduais e/ou regionais serão realizados no início da temporada e não poderão exceder a dez datas, livrando assim os clubes de Primeira e Segunda Divisões de disputarem um excessivo número de jogos com prejuízos econômicos, fruto do desinteresse crescente dos torcedores.

Um calendário inteligente evitaria que clubes e Seleção jogassem na mesma data.



> A CBF deve ter o compromisso de fomentar a criação de uma Liga Nacional de Clubes, nos moldes das que atuam em todos os países europeus onde foram essenciais ao fortalecimento e ao crescimento do futebol.

   

A essa nova entidade seria delegada a responsabilidade de organização das principais competições nacionais, com plena autonomia, respeitados os princípios legais,  para definir o sistema de disputa, o calendário e os critérios de premiação.

Também caberia à Liga, implementar a negociação dos direitos de exibição e transmissão dos campeonatos, inclusive para o exterior, merchandising e outras formas de receitas coletivas, distribuídos por critérios claramente preestabelecidos entre seus membros.

O relacionamento entre a CBF e a nova Liga deve se dar de forma colaborativa e harmoniosa, criando-se um processe de transição para o novo modelo de forma a assegurar a estabilidade dos Campeonatos Brasileiros de todas as séries e das demais competições nacionais e internacionais, especialmente a Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana.



> É necessária a criação de um regime jurídico que incentive – através de benefícios fiscais e tributários, por exemplo –  a constituição de clubes regidos pelo sistema de sociedades empresariais, comprometidos com a sustentabilidade financeira e o fortalecimento das instituições, indispensáveis à formação de equipes verdadeiramente competitivas.

O modelo associativo atual, baseado em gestões amadoras e movidas pela paixão, ainda que bem intencionadas, é incompatível com o grau de investimentos e a necessidade de arrecadação que o futebol exige em todo o mundo.



> Os novos coordenador técnico e  treinador da Seleção devem receber da CBF autonomia para atuarem em todas as categorias, formando uma equipe coesa, alinhada de forma a impor os mesmos padrões táticos e técnicos desde as divisões de base até o time principal.



> A CBF deve ter papel ativo no cumprimento do Estatuto do Torcedor, criando as condições necessárias para garantir a  segurança nos estádios e combater a violência. É a forma de atrair um público potencial que hoje tem medo de ir ao futebol.



> A CBF deve trabalhar para criar a profissão de árbitro no país e ampliar investimentos na capacitação desses profissionais. Deve-se garantir, ainda, a plena independência da comissão de arbitragem da entidade. A Justiça Desportiva, o STJD e os tribunais regionais devem passar a ser um braço do Judiciário, com profissionalização de seus membros e a necessária autonomia orçamentária e política, respeitadas as particularidades processuais de tempo e forma exigidos pela prática esportiva.
 


> Deve ser compromisso da CBF combater a pirataria dos produtos oficiais dos clubes, por meio de gestão política para estabelecer convênios com a Receita Federal e órgãos estaduais, protegendo as receitas dos clubes e aumentando a arrecadação pública.


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