icons.title signature.placeholder João Pires
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23/07/2013
15:36

Iniciando o ciclo em busca de uma medalha inédita em Olimpíada, a ginástica feminina brasileira recebeu nesta terça-feira, em Curitiba, uma consultoria para lá de especial. Tratam-se dos conselhos de Nellie Kim, atual presidente do Comitê Técnico da Federação Internacional de Ginástica e ex-ginasta, que somou cinco medalhas de ouro em sua carreira pela União Soviética.

A ex-atleta de 55 anos faz parte, como consultora, do projeto da Federação Paranaense de Ginástica, em parceria com o movimento LiveWright. As atletas brasileiras contam com toda a estrutura do Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba, na preparação para a Olimpíada de 2016. Kim esteve presente no Brasil ano passado e voltou nesta terça-feira para avaliar o preparatório.

- A primeira impressão foi ótima. Já vejo mais ginastas no ginásio em relação ao ano passado. Está claro que está sendo montada uma estrutura aqui e isto é importante. Tem o ginásio, tem os treinadores e os atletas e isso é o básico para o sucesso. O projeto é fantástico e eu já o citei inclusive como exemplo no exterior - disse Kim, um pouco assustada com o frio na capital paranaense (cerca de 3ºC), após analisar a manhã de treinos das atletas.

O Cegin atualmente conta com três técnicos ucranianos, incluindo o recém-chegado Nikolai Hradoukin, ex-técnico da equipe polonesa de ginastica, e uma coreógrafa, responsáveis pela preparação das atletas. Treinam na região sete ginastas jovens com potencial para brigarem por medalhas na Olimpíada de 2016 e ainda há crianças entre cinco e oito anos, que foram selecionadas nas escolas paranaenses, já sendo preparadas para o futuro.

O projeto em Curitiba ainda conta com as já renomadas Jade Barbosa e Daniele Hypolito, que recentemente foram dispensadas pelo Flamengo, uma vez que o clube não conseguiu manter o investimento na modalidade. Para Kim, a mescla é fundamental.

- O Brasil tem uma mescla boa de atletas experientes, como a Barbosa e Hypolito, com as mais jovens. Não pude observar as mais jovens ainda, mas já soube que tiveram um bom desempenho na Rússia - disse a ex-atleta, se referindo ao torneio que as jovens do Brasil foram disputar na Rússia, com destaque para Lorrane dos Santos, que faturou o ouro no solo.

Em Londres-2012, o Brasil obteve apenas uma medalha na ginástica, com Arthur Zanetti, nas argolas. As mulheres da modalidade seguem em busca da primeira láurea olímpica e o Cegin, em Curitiba, parece ser a principal esperança do país para não fazer feio em 2016, no Rio de Janeiro.

Quem é Nellie Kim

Nome: Nellie Vladimirovna Kim
Nascimento: 29/07/1957 (55 anos), em Shymkent, no Cazaquistão
Função: Presidente do Comitê Técnico de Ginástica Artística Feminina da Federação Internacional de Ginástica (FIG)
O que foi: Detentora de cinco medalhas de ouro e uma de prata em Jogos Olímpicos, pela União Soviética. Foram três ouros (salto, solo e por equipe) e uma prata (concurso geral) na Olimpíada de Montreal, em 1976, e duas de ouro (solo, empatada com Nadia Comaneci, e por equipe) em Moscou-1980.

Bate-Bola

Nellie Kim, em entrevista no Cegin

Como avalia essas jovens trabalhando duro desde cedo aqui no Cegin?

- É importante este projeto de buscar os talentos desde cedo. É preciso procurar pelas escolas e buscar por duas ou três com potencial em meio a várias atletas. Vocês tem aqui os melhores técnicos do mundo e que já mostraram potencial.

Na sua opinião, o que o Alexandre Alexandrov (novo técnico da Seleção Brasileira feminina de ginástica) pode acrescentar à ginástica do Brasil?

- Ele precisará trazer as melhores ginastas do Brasil para o mesmo grupo e uni-las para trabalhar pelo mesmo objetivo. Ele com certeza também tem um bom programa educacional para mostrar aos treinadores brasileiros.

Como avalia o Brasil para 2016? Acredita que a medalha pode vir desta vez?

- O Brasil tem condições e precisa almejar medalhas na Olimpíada de 2016. É dificil dizer agora, ainda faltam três anos, não quero dizer que o Brasil terá medalhas, mas há potencial para isso e os técnicos são ótimos.

Acredita em uma carência de competições nacionais aqui pelo Brasil?

- Os campeonatos nacionais aqui no Brasil não são suficientes. É necessário levá-las para o exterior como foi feito na Rússia recentemente. Você precisa vender seu produto, essas ginastas precisam ganhar fama lá fora com os jurados também.

Você já conseguiu perceber alguma carência nas atletas do Brasil que precisa ser corrigida?

- Já pude perceber que as brasileiras tem uma boa base na ginástica, mas também já observei que algumas pecam na postura, por exemplo, no posicionamento do corpo. E isso vem desde cedo e é dificil de reeducar. E isso é o tipo de coisa que faz toda a diferença na carreira, afeta muito a parte artística, que tem um peso grande no novo código de pontos.

Iniciando o ciclo em busca de uma medalha inédita em Olimpíada, a ginástica feminina brasileira recebeu nesta terça-feira, em Curitiba, uma consultoria para lá de especial. Tratam-se dos conselhos de Nellie Kim, atual presidente do Comitê Técnico da Federação Internacional de Ginástica e ex-ginasta, que somou cinco medalhas de ouro em sua carreira pela União Soviética.

A ex-atleta de 55 anos faz parte, como consultora, do projeto da Federação Paranaense de Ginástica, em parceria com o movimento LiveWright. As atletas brasileiras contam com toda a estrutura do Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba, na preparação para a Olimpíada de 2016. Kim esteve presente no Brasil ano passado e voltou nesta terça-feira para avaliar o preparatório.

- A primeira impressão foi ótima. Já vejo mais ginastas no ginásio em relação ao ano passado. Está claro que está sendo montada uma estrutura aqui e isto é importante. Tem o ginásio, tem os treinadores e os atletas e isso é o básico para o sucesso. O projeto é fantástico e eu já o citei inclusive como exemplo no exterior - disse Kim, um pouco assustada com o frio na capital paranaense (cerca de 3ºC), após analisar a manhã de treinos das atletas.

O Cegin atualmente conta com três técnicos ucranianos, incluindo o recém-chegado Nikolai Hradoukin, ex-técnico da equipe polonesa de ginastica, e uma coreógrafa, responsáveis pela preparação das atletas. Treinam na região sete ginastas jovens com potencial para brigarem por medalhas na Olimpíada de 2016 e ainda há crianças entre cinco e oito anos, que foram selecionadas nas escolas paranaenses, já sendo preparadas para o futuro.

O projeto em Curitiba ainda conta com as já renomadas Jade Barbosa e Daniele Hypolito, que recentemente foram dispensadas pelo Flamengo, uma vez que o clube não conseguiu manter o investimento na modalidade. Para Kim, a mescla é fundamental.

- O Brasil tem uma mescla boa de atletas experientes, como a Barbosa e Hypolito, com as mais jovens. Não pude observar as mais jovens ainda, mas já soube que tiveram um bom desempenho na Rússia - disse a ex-atleta, se referindo ao torneio que as jovens do Brasil foram disputar na Rússia, com destaque para Lorrane dos Santos, que faturou o ouro no solo.

Em Londres-2012, o Brasil obteve apenas uma medalha na ginástica, com Arthur Zanetti, nas argolas. As mulheres da modalidade seguem em busca da primeira láurea olímpica e o Cegin, em Curitiba, parece ser a principal esperança do país para não fazer feio em 2016, no Rio de Janeiro.

Quem é Nellie Kim

Nome: Nellie Vladimirovna Kim
Nascimento: 29/07/1957 (55 anos), em Shymkent, no Cazaquistão
Função: Presidente do Comitê Técnico de Ginástica Artística Feminina da Federação Internacional de Ginástica (FIG)
O que foi: Detentora de cinco medalhas de ouro e uma de prata em Jogos Olímpicos, pela União Soviética. Foram três ouros (salto, solo e por equipe) e uma prata (concurso geral) na Olimpíada de Montreal, em 1976, e duas de ouro (solo, empatada com Nadia Comaneci, e por equipe) em Moscou-1980.

Bate-Bola

Nellie Kim, em entrevista no Cegin

Como avalia essas jovens trabalhando duro desde cedo aqui no Cegin?

- É importante este projeto de buscar os talentos desde cedo. É preciso procurar pelas escolas e buscar por duas ou três com potencial em meio a várias atletas. Vocês tem aqui os melhores técnicos do mundo e que já mostraram potencial.

Na sua opinião, o que o Alexandre Alexandrov (novo técnico da Seleção Brasileira feminina de ginástica) pode acrescentar à ginástica do Brasil?

- Ele precisará trazer as melhores ginastas do Brasil para o mesmo grupo e uni-las para trabalhar pelo mesmo objetivo. Ele com certeza também tem um bom programa educacional para mostrar aos treinadores brasileiros.

Como avalia o Brasil para 2016? Acredita que a medalha pode vir desta vez?

- O Brasil tem condições e precisa almejar medalhas na Olimpíada de 2016. É dificil dizer agora, ainda faltam três anos, não quero dizer que o Brasil terá medalhas, mas há potencial para isso e os técnicos são ótimos.

Acredita em uma carência de competições nacionais aqui pelo Brasil?

- Os campeonatos nacionais aqui no Brasil não são suficientes. É necessário levá-las para o exterior como foi feito na Rússia recentemente. Você precisa vender seu produto, essas ginastas precisam ganhar fama lá fora com os jurados também.

Você já conseguiu perceber alguma carência nas atletas do Brasil que precisa ser corrigida?

- Já pude perceber que as brasileiras tem uma boa base na ginástica, mas também já observei que algumas pecam na postura, por exemplo, no posicionamento do corpo. E isso vem desde cedo e é dificil de reeducar. E isso é o tipo de coisa que faz toda a diferença na carreira, afeta muito a parte artística, que tem um peso grande no novo código de pontos.