icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
27/08/2015
15:53

Superação. Não são poucas as vezes que lemos essa palavra em matérias esportivas. Mas, talvez não exista outra expressão que case melhor com Victor Penalber. Tido como uma das maiores promessas do esporte no país, o judoca foi flagrado em um exame antidoping em 2008 e suspenso por dois anos. Após dar a volta por cima, hoje ele sobe ao degrau mais alto de sua carreira, conquistando uma medalha de bronze no Mundial de Astana (CAZ).

O brasileiro de 25 anos venceu suas três primeiras lutas e viu seu algoz no Mundial do Rio de Janeiro, o francês Loic Pietri, tirar sua chance de uma decisão em Astana. Sem se deixar abater, superou seu adversário na repescagem e, batendo o campeão mundial do ano passado, Avtandili Tchrikishvili (GEO), conquistou o bronze.

Em outubro de 2008, o Brasil disputava o Mundial por equipes, no Japão. Victor, um dos atletas da Seleção, com apenas 18 anos, tinha chance de marcar seu nome na história. E o fez. Mas não da maneira correta.

Sem conseguir perder peso para a disputa da categoria até 73kg, o atleta utilizou um diurético (furosemida) que o auxiliou nisso. Porém, a substância é proibida pela Agência Mundial Antidoping (WADA). Resultado? Uma suspensão por dois anos que freou aquela que era tida como uma das mais promissoras carreiras no judô brasileiro.

Após retornar aos tatames, Penalber não conseguiu resultados expressivos, caindo precocemente em três etapas do Grand Prix. Em outubro de 2011, três anos após o fatídico Mundial no Japão, o brasileiro passou a lutar na categoria até 81kg. A troca mostrou-se válida meses depois, com o brilho das várias medalhas conquistadas.

Em 2012, foram quatro competições, com três ouros e um bronze. No ano seguinte, outras cinco disputas, com um ouro e dois bronzes. Em 2014, ano mais fraco de sua carreira em termos de aproveitamento, subiu ao pódio em dois de seis torneios (um ouro e um bronze). Nessa temporada, foi sétimo no Grand Prix de Samsun (COR), campeão do Campeonato Pan-Americano de Edmonton (CAN), bronze no Pan de Toronto (CAN) e terceiro colocado no Mundial de Astana (CAZ).

Há dois anos, sua performance era colocada em xeque após uma eliminação precoce na terceira rodada do Mundial do Rio de Janeiro, quando chegou como líder do ranking mundial para a disputa. O mesmo pode ser dito do Mundial de Chelyabinsk (RUS), no ano passado, quando um sétimo lugar acendeu um ponto de interrogação sobre a verdadeira força do judoca.

Sete anos depois, a sombra do doping ainda persegue Victor Penalber. Porém, se a torcida jamais esquecerá esse erro, a partir dessa quinta-feira, terá um motivo a mais para "lembrar" do brasileiro que, agora, pode dizer com orgulho: é o terceiro melhor judoca do mundo.


Victor Penalber posa com o bronze conquistado no Mundial de Astana, no Cazaquistão (Foto: Vasily Asimov/AFP)

Superação. Não são poucas as vezes que lemos essa palavra em matérias esportivas. Mas, talvez não exista outra expressão que case melhor com Victor Penalber. Tido como uma das maiores promessas do esporte no país, o judoca foi flagrado em um exame antidoping em 2008 e suspenso por dois anos. Após dar a volta por cima, hoje ele sobe ao degrau mais alto de sua carreira, conquistando uma medalha de bronze no Mundial de Astana (CAZ).

O brasileiro de 25 anos venceu suas três primeiras lutas e viu seu algoz no Mundial do Rio de Janeiro, o francês Loic Pietri, tirar sua chance de uma decisão em Astana. Sem se deixar abater, superou seu adversário na repescagem e, batendo o campeão mundial do ano passado, Avtandili Tchrikishvili (GEO), conquistou o bronze.

Em outubro de 2008, o Brasil disputava o Mundial por equipes, no Japão. Victor, um dos atletas da Seleção, com apenas 18 anos, tinha chance de marcar seu nome na história. E o fez. Mas não da maneira correta.

Sem conseguir perder peso para a disputa da categoria até 73kg, o atleta utilizou um diurético (furosemida) que o auxiliou nisso. Porém, a substância é proibida pela Agência Mundial Antidoping (WADA). Resultado? Uma suspensão por dois anos que freou aquela que era tida como uma das mais promissoras carreiras no judô brasileiro.

Após retornar aos tatames, Penalber não conseguiu resultados expressivos, caindo precocemente em três etapas do Grand Prix. Em outubro de 2011, três anos após o fatídico Mundial no Japão, o brasileiro passou a lutar na categoria até 81kg. A troca mostrou-se válida meses depois, com o brilho das várias medalhas conquistadas.

Em 2012, foram quatro competições, com três ouros e um bronze. No ano seguinte, outras cinco disputas, com um ouro e dois bronzes. Em 2014, ano mais fraco de sua carreira em termos de aproveitamento, subiu ao pódio em dois de seis torneios (um ouro e um bronze). Nessa temporada, foi sétimo no Grand Prix de Samsun (COR), campeão do Campeonato Pan-Americano de Edmonton (CAN), bronze no Pan de Toronto (CAN) e terceiro colocado no Mundial de Astana (CAZ).

Há dois anos, sua performance era colocada em xeque após uma eliminação precoce na terceira rodada do Mundial do Rio de Janeiro, quando chegou como líder do ranking mundial para a disputa. O mesmo pode ser dito do Mundial de Chelyabinsk (RUS), no ano passado, quando um sétimo lugar acendeu um ponto de interrogação sobre a verdadeira força do judoca.

Sete anos depois, a sombra do doping ainda persegue Victor Penalber. Porém, se a torcida jamais esquecerá esse erro, a partir dessa quinta-feira, terá um motivo a mais para "lembrar" do brasileiro que, agora, pode dizer com orgulho: é o terceiro melhor judoca do mundo.


Victor Penalber posa com o bronze conquistado no Mundial de Astana, no Cazaquistão (Foto: Vasily Asimov/AFP)