Aurino Leite
25/11/2015
12:00
Rio de Janeiro (RJ)

Guerrero é um super craque? Não. É bom jogador? Sim. Chegou ao Flamengo como salvador da pátria, o homem-gol, status de herói do título mundial do Corinthians, mas saiu do Parque São Jorge porque estava muito caro mantê-lo. Mas aí o Rubro-Negro teve a ideia “genial” de trazer o jogador. No início, uma grande aposta, pois realmente o cara sabe fazer gols, decide partidas. Ou seria: sabia fazer gols e decidia partidas? É, está mesmo para o passado.

A diretoria, através do tal Centro de Inteligência em Mercado – o mesmo que contratou Pará, Marcelo Cirino, Ederson, César Martins, Armero, Almir, Ayrton... –, não pensou duas vezes e abriu o cofre. Em seis meses de contrato já gastou com o atacante R$ 8,4 milhões, sendo R$ 4,8 milhões de luvas e R$ 3,6 milhões de salário (R$ 600 mil por mês).

Agora, analisem comigo. Acertou (e foi inteligente) a diretoria, através do Centro de Inteligência (hã?), que, segundo o presidente Bandeira de Mello, é brilhantemente administrado pelo diretor de futebol Rodrigo Caetano? Nem um pouco. Mas insisto: Guerrero é ruim? Não. Errou feio porque não foi montado um time adequado.

Além de bons laterais, zagueiros e volantes, não veio ninguém que pudesse municiar com competência não só Guerrero como também Emerson Sheik – e outros atacantes. Está claro que o Flamengo precisa de um time de verdade se quiser fazer bonito em 2016 e não apenas figuração como aconteceu em 2015.

Voltando ao Guerrero para terminar: cada gol seu (marcou só quatro até agora) custou R$ 2,1 milhões. Pouca grana, né!? (#soquenao). O clube deve estar nadando em rios de dinheiro... Então, montem uma equipe que honre as tradições rubro-negras! #ficaadica e #seligaflamengo.