Muricy em conversa com jogadores durante treino do Fla (Gilvan de Souza / Flamengo)

Muricy Ramalho já tentou colocar o Flamengo com três atacantes e meio mais fechado (Gilvan de Souza / Flamengo)

LANCE!
08/05/2016
08:20
Rio de Janeiro (RJ)

Muricy Ramalho não usa prancheta. Se a utilizasse, esta ainda estaria um pouco desorganizada. Em meio às táticas, formações, características dos jogadores e atletas disponíveis, o treinador rubro-negro ainda busca o melhor desenho para a equipe começar a conquistar bons resultados.

Nesta temporada, o Flamengo ainda não achou “uma cara”. Até o momento, a equipe já atuou no 4-4-2 e no 4-3-3 (com algumas alternâncias), mas, ainda assim, oscila. Neste primeiro semestre, não conquistou o desfecho esperado pela torcida. Foi eliminado no Carioca e Primeira Liga. Também sofreu derrotas contra Confiança e Fortaleza, pela primeira e segunda fase da Copa do Brasil, respectivamente. Muricy, por sua vez, explicou as modificações que a equipe demonstra no decorrer das partidas e lembrou a necessidade de adequar seus comandados à formação tática do adversário.

– Infelizmente, no Brasil, a gente vê o esquema pelo jogador. Se você olhar bem, todos os times jogam no 4-3-3 com a bola. Sem a bola temos o Cuéllar à frente da zaga, mais quatro e mais um. Vemos pelo tipo de jogadores que nós temos. Hoje é normal dois caras que jogam do lado do campo voltarem para recompor. Fica 4-3-3 quando a gente ataca. Defendemos no 4-1-4-1. A característica do nosso time é essa, ainda mais contra um time fechado. A gente tinha de forçar pelo lado de campo. Contra o Confiança, jogamos no 4-3-3 e ganhamos de 3 a 0 – disse o treinador após a derrota por 2 a 1 para o Fortaleza.

Diante dessa sopa de números e possibilidades de formação postas à mesa, ele luta contra o tempo para que possa, o mais rapidamente possível, colocar em campo o time ideal e implementar o estilo de jogo que considera vencedor.