João Matheus Ferreira
27/01/2016
11:17
Rio de Janeiro (RJ)

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) julgou, na manhã desta quarta-feira, em Lausanne, na Suíça, o "calote" sofrido pelo Flamengo na venda do atacante Hernane ao Al Nassr, da Arábia Saudita, em agosto de 2014. Na ocasião, o Rubro-Negro negociou o atleta, atualmente no Bahia, por 4,5 milhões de euros, mas até hoje não viu a cor do dinheiro da transação. O advogado Marcos Motta, que defende o clube no caso, mostrou otimismo em um desfecho favorável ao clube, mas lembrou que não há prazo para definição.

- A causa é boa para o flamengo, mas não tem como estipular prazo. Pode ser uma semana, um mês, seis meses... Não tem como estipular - disse, ao LANCE!.

Com a desvalorização do real, a transação que, na época, seria de cerca de R$ 13,6 milhões passou a ser de R$ 20 milhões. Como o Flamengo tinha 50% dos direitos econômicos de Hernane, receberia naturalmente metade do valor. Entretanto, existe uma multa - mantida em sigilo - e juros de 5% ao ano. Dessa forma, o Rubro-Negro trabalha com a possibilidade de receber uma quantia que gire em torno de R$ 12 e R$ 14 milhões. Não é certeza, e sim previsão.

Segundo o LANCE! apurou, a verba, quando disponibilizada, já tem um destino: será utilizada para o departamento de futebol, seja para reforços, reforma do centro de treinamento, aparelhagem para fisiologia e fisioterapia ou quitação antecipada de empréstimos feitos para contratações. Por ainda não haver prazo, o clube evita traçar metas. O valor, aliás não está previsto no orçamento.