RADAR / LANCE!
17/05/2016
18:53
Rio de Janeiro (RJ)

A fase instável de Guerrero com a camisa do Flamengo deu margens para dúvidas em relação às razões de o atacante não ter mostrado ainda na Gávea atuações do mesmo nível de apresentações como as da seleção do Peru. O LANCE! consultou seus colunistas para destrinchar se há, de fato, uma oscilação de rendimento.

Confira abaixo algumas das opiniões.

CARLOS ALBERTO VIEIRA - Editor do LANCE! 

A fase do Guerrero após a Copa América não é lá essas coisas na Seleção do Peru. Joga isolado e outros jogadores como Farfán até se destacam mais.  A questão principal é que Guerrero é uma excelente referência e impõe respeito. Mas ele não é um hipergoleador, como Romário, Suárez. Imaginar ele fazendo gol todo jogo é uma utopia.  O que difere de Guerrero é que nos grandes jogos ele marca presença (aí entram as duas últimas Copas Américas, o Mundial de Clubes pelo Corinthians). Trata-se de um artilheiro de decisões, tipo o Nunes nos anos 80.  Como o Flamengo não anda decidindo nada, o seu craque não aparece.

EDUARDO TIRONI - Colunista do LANCE!

Entendo que o sistema de jogo da seleção do Peru facilite o futebol do Guerrero. Especialmente, porque a equipe joga mais em função dele do que acontece no Flamengo.

JOÃO CARLOS ASSUMPÇÃO - Colunista do LANCE!

No Flamengo, Muricy Ramalho ainda não encontrou um padrão de jogo para o time como já estava acostumado a ter no Corinthians. Além disto, o Rubro-Negro tem uma forma diferente de jogar da seleção peruana, que favorece para Guerrero se destacar: a equipe de Ricardo Gareca joga mais em função dele.