Curiosidades olímpicas: Jogos de Moscou sofreram boicote em massa
Olimpíada na Rússia, em 1980, não contou com a participação de 69 países. Estados Unidos lideraram movimento, no auge da Guerra Fria

Os Jogos de Moscou foram marcados pelo maior boicote da história olímpica. Indignado com a invasão da União Soviética ao Afeganistão, em dezembro de 1979, o então presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, anunciou que o país não participaria da Olimpíada. Acabou seguido por outras 68 nações, como Alemanha Ocidental, Japão e Canadá. Por isso, apenas 80 países participaram das competições em Moscou, o menor número desde Melbourne-1956.
Beneficiada pelo boicote de 69 países à Olimpíada, a delegação brasileira quebrou um jejum de 24 anos sem a conquista de uma medalha de ouro e ainda obteve seu melhor desempenho na história dos Jogos até então, com dois ouros – feito então inédito em uma mesma edição – e dois bronzes. As duas medalhas de ouro do Brasil em Moscou-1980 vieram da vela. Alex Welter e Lars Bjorkstrom venceram a classe Tornado, enquanto Marcos Soares e Eduardo Penido foram os melhores na classe 470.
O boicote criou uma situação inusitada no hóquei sobre a grama feminino, que estrearia no programa olímpico em Moscou. Depois de inúmeras desistências, a organização dos Jogos convidou países da África e da Ásia para suprir a lacuna na programação e garantir a disputa. Um dos convidados de última hora foi o Zimbábue, que só conseguiu juntar suas jogadoras um dia antes do embarque para Moscou e ainda assim surpreendeu ao conquistar o ouro.
Uma cena curiosa marcou a solenidade de premiação na prova do dois sem, no remo. A medalha de ouro foi conquistada pelos gêmeos univitelinos – idênticos, portanto – Joerg e Bernd Landvoigt, da Alemanha Oriental. A prata, coincidentemente, ficou com outra dupla formada por gêmeos univitelinos: Yuri e Nikolai Pimenov, da União Soviética.
A equipe de remo da Alemanha Oriental alcançou supremacia jamais vista em uma modalidade olímpica. Todos os 54 atletas da equipe, homens e mulheres, voltaram para casa com ao menos uma medalha. Os alemães conquistaram a medalha de ouro em 11 das 14 provas do programa olímpico.
A organização dos Jogos cometeu uma enorme gafe no atletismo. As finais das provas dos 1.500m e 5.000m foram marcadas para o mesmo dia e muitos dos competidores tiveram que optar por uma delas. Normalmente, os meio-fundistas se inscrevem para essas duas provas.

Mais Esportes
Férias de janeiro: celebre o legado dos Jogos de 2016 no Rio Museu Olímpico
Há 6 meses
Mais Esportes
Campo Olímpico de Golfe retomará atividades no sábado, no Rio
Há 6 anos
Mais Esportes
Campo Olímpico de Golfe disputa prêmio de melhor do mundo
Há 6 anos
Mais Esportes
Os planos para o campo olímpico de golfe do Rio para 2020
Há 6 anos
Mais Esportes
Ginasta brasileira brilha nos EUA e prepara futuras campeãs
Há 6 anos
Mais Esportes
Queda de investimentos põe o futuro do vôlei em xeque e leva CBV a agir
Há 7 anosMais LANCE!

Ryan Lochte é suspenso por 14 meses após infringir regras de doping

Rafaela Silva relata preconceito ao ser parada por policiais no Rio

Michael Phelps anuncia o nascimento de seu segundo filho

'Pensei em suicídio', revela Phelps, em conferência sobre saúde mental

Nas redes sociais, atletas postam fotos em clima natalino

FBI investiga compra de votos na escolha do Rio como sede olímpica

Após pressão, COB marca Assembleia para rever participação dos atletas

Comissão de Atletas pede ao COB revisão de votação do estatuto

Ouro na Rio 2016 vence MasterChef com receita em homenagem ao Brasil

Presidente do COB diz que entidade já mudou e pede: 'Vejam com outros olhos'

Emais de dirigentes do COB indicam troca de favores com o COI

Após Rio-2016, Arena Carioca 1 receberá 19 jogos do NBB

Wanderley altera estatuto do COB para não assumir Comitê Rio-2016



