Cesar Cielo perde para compatriotas no Rio e está fora dos Jogos Olímpicos
Em dia de 'apagão', brasileiro fica atrás de Ítalo Manzine e Bruno Fratus nos 50m livre no Maria Lenk, e desperdiça última chance de classificação para a Rio-2016. Futuro é incerto

Maior nome da história da natação brasileira, Cesar Cielo está fora dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Nesta quarta-feira, no último dia de provas do Troféu Maria Lenk, disputado no Estádio Aquático do Parque Olímpico, o paulista não conseguiu terminar a classificatória nacional com um dos dois melhores tempos do país nos 50m livre, sua especialidade. Ele nadou para 21s91, abaixo de Bruno Fratus (21s71) e Ítalo Manzine (21s89), e se despediu do torneio com um bronze e lágrimas nos olhos.
O campeão olímpico em Pequim-2008 e tricampeão mundial (2009, 2011 e 2013) saiu da piscina aplaudido pela torcida, composta exclusivamente por familiares dos atletas e convidados. Em um primeiro momento, pediu desculpas aos seus pais por não ter alcançado o objetivo. Após a cerimônia de premiação, mais calmo, abriu alguns sorrisos e reconheceu os fatores que o levaram a fracassar: a ascensão de uma nova geração, aliada à queda de seu rendimento desde 2015.
– É muito difícil, mas não vou falar que foi completamente uma surpresa. Quem acompanha a natação sabe que tive um ano passado ruim. Neste, não tive forças para levantar. Tentei o máximo que pude, mas realmente não consegui. Minhas marcas foram muito acima do que eu queria. No esporte de alta performance, você não pode parar no tempo. É mérito do Bruno e do Ítalo, mas perdi para mim mesmo – disse Cielo, de 29 anos, em coletiva após a prova.
"Tentei o máximo que pude, mas realmente não consegui. Minhas marcas foram muito acima do que eu queria. No esporte de alta performance, você não pode parar no tempo. É mérito do Bruno e do Ítalo, mas perdi para mim mesmo" - Cielo
A princípio, o resultado encerra qualquer chance de Cielo participar da Olimpíada do Rio. O atleta já havia batido o índice nos 100m livre (48s99), mas registrou apenas o sétimo melhor tempo da equipe brasileira (48s97). Marcelo Chierighini (48s20) e Nicolas Oliveira (48s30) se garantiram na disputa individual e no revezamento 4x100m livre, que terá ainda os titulares João de Lucca e Matheus Santana. Para fazer parte da Seleção como reserva, Cielo precisaria do aval da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), já que o quinto melhor tempo é de Gabriel Santos, de 20 anos (48s89). Neste caso, a inscrição não precisa ser por tempo. Mas o veterano admitiu que sua função na equipe agora é outra.
– Vou virar torcedor e espero deixar um legado da minha carreira. Fui um cara que trabalhou com intensidade o tempo inteiro e representou o Brasil da melhor forma possível enquanto pude. Agora não vou poder, mas quando pude, dei o meu máximo – declarou o nadador.
Apesar disso, o diretor executivo da CBDA, Ricardo de Moura, não descartou qualquer possibilidade. O dirigente afirmou que nenhuma decisão será tomada de cabeça quente. Só reforçou que, até então, os classificados eram os nadadores que atingiram os melhores tempos.
De manhã, Cielo assegurou o índice dos 50m (de 22s27) ao fazer 21s99, resultado melhor que o de Manzine até aquele momento. Em competições oficiais, o astro não nadava abaixo da marca mínima da Federação Internacional de Natação (Fina) desde o Maria Lenk de 2015, há mais de um ano (21s84). O feito desta quarta parecia dar início a uma reviravolta na carreira. Mas uma surpresa negativa estava reservada para a tarde.
Quando os competidores já aqueciam para a decisão, o Estádio Aquático sofreu um apagão. O problema foi causado por uma falha em uma das unidades de energia, que abastece a iluminação da piscina. Fileiras de refletores que iluminavam a área começaram a apagar, para que o sistema fosse restabelecido. A prova de Cielo acabou atrasando quase uma hora. Mas ele minimizou o fato. Agora, só quer pensar em descansar e planejar o futuro, que ainda não sabe bem como será.
– Não quero decidir nada agora. Certamente vou dar uma pausa em treinos, até porque não existe motivo para treinar na segunda-feira. É relaxar e absorver o fato da melhor maneira possível. Já tive piores momentos do que o de hoje (ontem). Vou sentar com a minha família e conversar – declarou o único nadador brasileiro campeão olímpico.
A maior esperança do Brasil agora está em Fratus, que vai para sua segunda Olimpíada. Em Londres, ele terminou em quarto lugar. Por dois centésimos, perdeu o bronze para Cielo. Aos 26 anos, é hoje a esperança da natação brasileira na Rio-2016.
– A ausência do Cielo é a prova da renovação do esporte. A beleza do esporte olímpico é essa – disse Fratus.

Mais Esportes
Férias de janeiro: celebre o legado dos Jogos de 2016 no Rio Museu Olímpico
Há 6 meses
Mais Esportes
Campo Olímpico de Golfe retomará atividades no sábado, no Rio
Há 6 anos
Mais Esportes
Campo Olímpico de Golfe disputa prêmio de melhor do mundo
Há 6 anos
Mais Esportes
Os planos para o campo olímpico de golfe do Rio para 2020
Há 6 anos
Mais Esportes
Ginasta brasileira brilha nos EUA e prepara futuras campeãs
Há 6 anos
Mais Esportes
Queda de investimentos põe o futuro do vôlei em xeque e leva CBV a agir
Há 7 anosMais LANCE!

Ryan Lochte é suspenso por 14 meses após infringir regras de doping

Rafaela Silva relata preconceito ao ser parada por policiais no Rio

Michael Phelps anuncia o nascimento de seu segundo filho

'Pensei em suicídio', revela Phelps, em conferência sobre saúde mental

Nas redes sociais, atletas postam fotos em clima natalino

FBI investiga compra de votos na escolha do Rio como sede olímpica

Após pressão, COB marca Assembleia para rever participação dos atletas

Comissão de Atletas pede ao COB revisão de votação do estatuto

Ouro na Rio 2016 vence MasterChef com receita em homenagem ao Brasil

Presidente do COB diz que entidade já mudou e pede: 'Vejam com outros olhos'

Emais de dirigentes do COB indicam troca de favores com o COI

Após Rio-2016, Arena Carioca 1 receberá 19 jogos do NBB

Wanderley altera estatuto do COB para não assumir Comitê Rio-2016



