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O nadador Michael Phelps compete nos Jogos Olímpicos Rio 2016
CAPÍTULO 07

Rio 2016: a 'última dança' do Deus olímpico Michael Phelps

Nadador deixou o Brasil com cinco medalhas de ouro e uma de prata

O nadador Michael Phelps compete nos Jogos Olímpicos Rio 2016
PorBeatriz PinheiroSão Paulo (SP)
16/08/2026 10:00

O público lotou o Estádio Aquático, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, para testemunhar a despedida de uma lenda. Michael Phelps, o maior medalhista olímpico da história, cairia na água pela última vez nos Jogos Rio 2016. Aos 31 anos, o deus da natação mostrava que ainda seria o maior do esporte por muito tempo.

O norte-americano estava inscrito em seis provas: 200m medley, 200m borboleta e 100m borboleta, além dos revezamentos 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley. E, em todas elas, Phelps subiu ao pódio. Ele encerrou a competição com cinco ouros e uma prata, totalizando sua coleção de 28 medalhas olímpicas.

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Mas não eram apenas os torcedores que ficavam impressionados com a presença do ídolo das piscinas. Até a campeã mundial dos 50m costas, Etiene Medeiros, queria tirar uma foto com o craque, mas acabou não conseguindo. Phelps chamava atenção nos bastidores pelo foco e concentração.

— Ele era bem blindado, muita responsabilidade no que estava fazendo. Não tinha aquela glamourização por ser atleta. Era muito blindado, estava focado em dar resultado, é um cara excepcional. A gente só observava, mas é gratificante estar na mesma geração do Michael Phelps — contou.

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A disputa com Thiago Pereira e Ryan Lochte

A noite de 11 de agosto foi, sem dúvidas, uma das mais marcantes para a natação nos Jogos Rio 2016. A torcida poderia acompanhar de perto a disputa entre um trio que marcou o esporte ao longo da última década. Michael Phelps, Ryan Lochte e Thiago Pereira entregaram uma performance empolgante na final dos 200 m medley.

Infográfico detalha as conquistas das lendas Michael Phelps, Usain Bolt e Simone Biles em Olimpíadas
Infográfico detalha as conquistas das lendas Michael Phelps, Usain Bolt e Simone Biles em Olimpíadas

Quatro anos antes, em Londres, Thiago Pereira já havia conseguido superar Phelps em uma final olímpica — nos 400m medley, o brasileiro conquistou a medalha de prata, enquanto o americano levou o bronze. Ryan Lochte, atual campeão mundial nos 200m medley, também vinha forte pelo ouro.

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Thiago imprimiu um ritmo intenso no nado borboleta e foi o primeiro a fazer a virada dos 50 metros, levando a torcida à loucura. Lochte, que vinha na cola, foi mais rápido no nado costas. Mas os dois não conseguiram sustentar o ritmo nos 100 metros finais, e quem levou a melhor foi mesmo Michael Phelps que, com tempo de 1m54s66, se tornava tetracampeão olímpico da prova.

— Foi a prova mais alta que nós já nadamos. Ali ficou claro que a decisão que nós tomamos não foi para segurar o segundo e terceiro lugar, foi para ganhar a prova. Essa é a graça do esporte, são decisões que eu tomaria de novo, não me arrependo — relembrou Thiago, que terminou a disputa com o sétimo lugar. Ryan Lochte foi o quinto.

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Os Jogos Rio 2016 não marcaram apenas a despedida olímpica de Phelps, mas também de Thiago Pereira, que anunciou oficialmente sua aposentadoria no ano seguinte. A final daquele 11 de agosto foi o último capítulo de uma disputa que se desenhava nas piscinas desde que ele e o americano eram apenas adolescentes.

— Não tenho lembranças ruins da minha última caída na água. Tinha 15 mil pessoas gritando meu nome no Rio, uma final ali junto com o maior atleta que existiu no século. Não sei como era nadar sem ele. Desde o meu primeiro Mundial até a última Olimpíada, ele sempre estava lá. Talvez os outros atletas tenham ficado surpresos quando nadaram com ele mais pra frente, mas eu sempre soube o que ele era — completou.

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Michael Phelps e Thiago Pereira: final da natação a partir das 22h
Michael Phelps e Thiago Pereira dividiram a piscina nos Jogos Rio 2016 (Foto: Satiro Sodre/SSPress)

Última dança

O dia 13 de agosto era dos revezamentos e ainda guardava fortes emoções para o "deus olímpico", que faria sua última dança. Mais experiente do time, Phelps fez as vezes de líder em uma prova que teve três quebras de recorde. O primeiro foi o compatriota Ryan Murphy, então com 21 anos, que abriu a disputa no nado costas com marca de 51s85.

Na sequência, foi a vez do britânico Adam Peaty, 21, completar os 100 metros de nado peito em 56s59, colocando o time na frente. Mas havia chegado a vez de Michael Phelps, que recuperou a dianteira dos Estados Unidos e entregou a prova para Nathan Adrian fechar a conta para os norte-americanos. Com 3min27s95, o time conquistou a medalha de ouro e estabeleceu o tempo mais baixo da prova na história dos Jogos Olímpicos.

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Após o fim da disputa, Phelps comemorou com os companheiros, mas demorou para deixar a piscina. Olhou ao redor, emocionado, e agradeceu os aplausos no Estádio Aquático. A trajetória iniciada 16 anos antes, em Sydney, chegava ao fim no Brasil, exatamente onde Michael Phelps pertencia: no lugar mais alto do pódio.

Michael Phelps na prova do revezamento 4x100m medley durante os Jogos Rio 2016
Michael Phelps na prova do revezamento 4x100m medley durante os Jogos Rio 2016 (Foto: Luciano Belford/Frame Photo/Folhapress)

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