Vitória e Atlético-MG se enfrentam a partir das 18h30 deste domingo (horário de Brasília), no Barradão, em apuros na temporada. Com treinadores demitidos durante esta semana, as equipes entram em campo pela 22ª rodada do Brasileirão com a possibilidade de amenizar a turbulência ou se afundar de vez em uma profunda crise que tem como cereja do bolo a campanha ruim na competição nacional.
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Enquanto o Vitória é o 18º colocado, com 19 pontos em 21 jogos, o Galo tem duas partidas a menos e é o 12º, com 24 pontos, mas não vence há três rodadas.
Vitória tenta se recuperar de vexame
Para o Vitória, esse jogo contra o Atlético-MG vale muito mais do que três pontos. É a chance de dar uma resposta ao torcedor depois de sofrer goleada vexatória para o Flamengo por 8 a 0 na última segunda-feira. Além de manter o time na zona de rebaixamento, o resultado agravou a crise do Rubro-Negro, que demitiu Fábio Carille logo depois da partida.
Essa foi a segunda demissão do Vitória na temporada, desta vez a vítima foi um treinador que tinha pouco mais de um mês de trabalho. Por isso, a equipe entrou novamente em reconstrução, "repatriou" o volante Dudu e o zagueiro Camutanga, que estavam emprestados, e aposta no treinador Rodrigo Chagas, ídolo do clube, para dar a volta por cima e acabar com uma sequência de seis jogos sem vencer (quatro empates e duas derrotas).
— Comportamento. Precisamos mudar nosso comportamento. Precisamos ser um time vibrante, que diminui espaço, que não deixa o adversário jogar, que é pé na bola o tempo todo. Meus treinos são com muita intensidade, é isso que eu quero durante o jogo. Vibração. Apoio sabemos que vamos ter. Temos que dar uma resposta não só com talento, jogando, mas com intensidade, vontade, dinâmica — destacou o técnico Rodrigo Chagas em sua entrevista de apresentação.
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Galo em queda livre
Já o Atlético-MG vive uma situação parecida e passa por apuros depois de um início positivo na temporada, com direito a título do campeonato estadual, algo que o Vitória não conseguiu. Mas, com o passar dos jogos, o desempenho do time oscilou sob o comando de Cuca, um dos treinadores mais vitoriosos da história do clube.
Nos últimas partidas, as atuações irregulares e os resultados ruins desgastaram ainda mais o trabalho da comissão técnica, que foi demitida na última sexta-feira depois de perder o clássico para o Cruzeiro pelo confronto de ida das quartas de final da Copa do Brasil. Em busca de opções no mercado, como o Sampaoli, Zubeldía e Caixinha, o Galo será comandado pelo interino Lucas Gonçalves para tentar estancar a ferida.
— Entendo a demissão. Acho que ela se justifica pelos últimos resultados no Campeonato Brasileiro. Infelizmente, perdemos jogadores importantíssimos que nos fizeram muita falta — declarou Cuca depois de ser comunicado sobre a demissão.
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O Galo, inclusive, vai tentar quebrar o restrospecto negativo de quatro jogos sem vencer o Vitória, além de tentar superar o Barradão pela primeira vez desde 2014. Enquanto isso, uma vitória pode ser o suficiente para tirar o Rubro-Negro da zona de rebaixamento nesta rodada.