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Austrália x Brasil Palpite – Análise e notícias (29/09)

Confira os palpites para Austrália x Brasil em amistoso internacional

PorRodrigo Alcântara•São Paulo (SP)
27/09/2026 02:04

O Brasil de Carlo Ancelotti volta a campo nesta terça-feira, 29 de setembro, diante da Austrália, em Brisbane, em busca da primeira vitória desde a eliminação na Copa do Mundo de 2026. O segundo amistoso da série será disputado no Suncorp Stadium, após o empate por 1 x 1 em Townsville.

O primeiro encontro mostrou um Brasil com maior controle territorial, mas pouca eficiência para transformar posse e volume ofensivo em gols. A Austrália abriu o placar com Nestory Irankunda aos 68 minutos, enquanto Rayan evitou a derrota brasileira com um cabeceio aos 90+5.

Confira a análise completa, as prováveis escalações, os principais destaques e o contexto dos dois treinadores para o reencontro em Brisbane.

Palpites para Austrália x Brasil pelo amistoso internacional

O primeiro jogo mostrou uma diferença técnica importante entre as equipes, mas também deixou claro que a Austrália consegue dificultar a construção brasileira quando mantém sua estrutura defensiva organizada. O empate em Townsville, portanto, aumenta a importância dos ajustes de Ancelotti para a segunda partida.

⚽ Austrália x Brasil 📺 Globo, SporTV e GE TV
Vitória do Brasil
77% de chance
  • Brasil venceu seis dos nove confrontos oficiais contra a Austrália no retrospecto geral
  • Seleção marcou dez gols nos últimos cinco jogos, média de dois por partida
Ambas as equipes marcam
53% de chance
  • Ambas marcaram em três dos cinco últimos jogos do Brasil (Marrocos, Noruega e Austrália)
  • Austrália balançou a rede em cinco dos sete jogos disputados em 2026
Mais de 1,5 gols
67% de chance
  • Todos os cinco últimos jogos do Brasil tiveram dois gols ou mais
  • Seleção sofreu gol em três dos cinco jogos mais recentes, indicando jogos abertos

Análise da partida - Brasil precisa transformar chances em gols

O empate por 1 x 1 em Townsville expôs novamente uma dificuldade do Brasil que é de controlar a partida sem transformar esse domínio em oportunidades claras de gol. A Seleção terminou com 65% de posse e 16 finalizações, contra sete da Austrália.

Um dos principais problemas esteve na conexão entre Bruno Guimarães, Danilo Santos e o setor ofensivo. Estêvão, Raphinha, Vinícius Júnior e Endrick tiveram dificuldade para encontrar espaços constantes diante de uma Austrália compacta, que conseguiu limitar as ações brasileiras.

O Brasil chega ao reencontro com três vitórias, um empate e uma derrota nos últimos cinco jogos. Venceu Haiti por 3 x 0, Escócia por 3 x 0 e Japão por 2 x 1, perdeu por 2 x 1 para a Noruega e empatou por 1 x 1 com a Austrália. Nesse período, marcou dez gols.

A Austrália mostrou em na partida anterior que sua proposta não se resume a defender. Tony Popovic utilizou o 3-4-2-1, com três zagueiros, alas agressivos e Nestory Irankunda atuando atrás de Tete Yengi. A estrutura permitiu limitar o Brasil e ainda criar ameaças em bolas paradas, enquanto Patrick Beach, Harry Souttar, Alessandro Circati e Lucas Herrington tiveram papel importante para manter a equipe competitiva durante praticamente toda a partida.

Irankunda foi o responsável pelo gol australiano aos 68 minutos, cobrando falta com precisão sobre a barreira. O atacante do Sporting marcouem seu terceiro jogo consecutivo como titular pela seleção e tornou-se apenas o segundo jogador australiano a marcar contra o Brasil, depois de Shaun Murphy, em 2001.

A Austrália chega ao segundo confronto com uma vitória, três empates e uma derrota nos últimos cinco jogos: venceu a Turquia por 2 x 0, perdeu para os Estados Unidos por 2 x 0, empatou sem gols com o Paraguai, ficou no 1 x 1 com o Egito e repetiu o placar diante do Brasil. A sequência mostra uma equipe que sofreu apenas quatro gols nesse período e que conseguiu manter sua estrutura defensiva diante de adversários de diferentes níveis.

Confrontos diretos entre Austrália x Brasil

O empate em Townsville ampliou para dez o número de confrontos internacionais entre Austrália e Brasil reconhecidos como jogos de seleção principal. Antes da partida, o Brasil tinha seis vitórias, dois empates e uma derrota; o 1 x 1 acrescentou o terceiro empate ao retrospecto.

O histórico anterior apresentava amplo domínio brasileiro, com 22 gols marcados contra dois da Austrália. A única vitória australiana aconteceu na disputa pelo terceiro lugar da Copa das Confederações de 2001, quando Shaun Murphy marcou o gol do triunfo por 1 x 0.

Nos três encontros anteriores ao duelo de Townsville, o Brasil havia vencido todos: 2 x 0 na Copa do Mundo de 2006, 6 x 0 no amistoso de 2013 e 4 x 0 em Melbourne, em 2017. O empate de 2026 interrompeu uma sequência de três vitórias brasileiras sem sofrer gols.

O resultado também representou o melhor desempenho da Austrália contra o Brasil desde a vitória por 1 x 0 na Copa das Confederações de 2001. Em Brisbane, os Socceroos terão a oportunidade de enfrentar novamente a Seleção apenas quatro dias depois de terem chegado muito perto de uma vitória histórica.

Notícias de Austrália x Brasil

Austrália: desfalques e dúvidas

Tony Popovic promoveu uma reformulação importante após a Copa do Mundo. A convocação para os dois amistosos teve dez mudanças em relação ao grupo utilizado no Mundial e incluiu sete jogadores ainda sem partidas pela seleção principal. Entre os novos nomes estão Eli Adams, Kealey Adamson, Jacob Chapman, Yaya Dukuly e Marcus Younis, além de Kasey Bos e Dylan Leonard, enquanto Riley McGree e Patrick Yazbek retornaram após ficarem fora da Copa por lesão.

A lista sofreu novas alterações antes do primeiro confronto. Jordy Bos, ala-direito titular na Copa, Cameron Burgess, zagueiro, e Cristian Volpato, meia-atacante, ficaram fora por lesão. Mohamed Toure e Alexander Robertson também deixaram a concentração por problemas médicos, e Nishan Velupillay foi chamado para completar o grupo.

Em Townsville, os sete estreantes da convocação não foram utilizados como titulares. Popovic manteve Patrick Beach no gol e formou a defesa com Alessandro Circati, Harry Souttar e Lucas Herrington. O jovem zagueiro, de 19 anos, ganhou espaço na equipe e havia se transferido ao Hull City por 17 milhões de dólares após o Mundial.

O 3-4-2-1 utilizado contra o Brasil repetiu a estrutura adotada na abertura da Copa contra a Turquia, com três zagueiros, dois alas e jogadores mais avançados próximos de Tete Yengi. Para Brisbane, Popovic pode aproveitar a partida para dar minutos a atletas que ficaram no banco em Townsville, como Milos Degenek, Kasey Bos e Riley McGree, que retornou de lesão e atuou apenas 14 minutos no primeiro confronto.

A escalação oficial ainda não foi divulgada, mas a tendência é de algumas mudanças em relação ao time que começou em Townsville. Riley McGree, Milos Degenek, Kasey Bos e Patrick Yazbek aparecem entre as principais alternativas para o segundo amistoso.

Provável escalação da Austrália (3-4-2-1): Patrick Beach; Milos Degenek, Harry Souttar, Lucas Herrington; Kasey Bos, Jackson Irvine, Patrick Yazbek, Aziz Behich; Riley McGree, Nestory Irankunda; Tete Yengi. Técnico: Tony Popovic.

Brasil: desfalques e dúvidas

Carlo Ancelotti convocou 26 jogadores para a primeira Data FIFA depois da Copa do Mundo. A lista foi apresentada pela CBF como uma oportunidade para integrar novos jogadores ao grupo, e o treinador deixou claro que não considera o momento uma ruptura, mas uma continuidade com a entrada de jovens de qualidade.

Wesley e João Pedro sofreram lesões antes da série de amistosos e foram substituídos por Vanderson e Gabriel Martinelli. A lista brasileira também reúne nomes como Gabriel Magalhães, Andrey Santos, Pedro, Rayan, Estêvão, Raphinha e Vinícius Júnior.

Na primeira partida, Ancelotti escalou Matheuzinho e Vitor Reis como titulares. Os dois fizeram suas estreias pela Seleção principal, enquanto Hugo Souza também iniciou o novo ciclo como titular no gol.

Durante o jogo, Pedro entrou aos 65 minutos no lugar de Endrick e passou a atuar como referência mais fixa no ataque. Samuel Lino também entrou na mesma parada, substituindo Vinícius Júnior, enquanto Rayan, Mauro Júnior e Jair Cunha receberam minutos na reta final.

Para Brisbane, a tendência é que Ancelotti continue a utilizar a série para testar jogadores diferentes. Gabriel Magalhães e Andrey Santos aparecem como candidatos a começar, enquanto Pedro pode ganhar nova oportunidade depois de sua participação no primeiro encontro.

Provável escalação do Brasil (4-2-3-1): Hugo Souza; Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Bruno Guimarães, Andrey Santos; Estêvão, Raphinha, Vinícius Júnior; Pedro. Técnico: Carlo Ancelotti.

Destaques individuais de Austrália x Brasil

Jogador destaque
Nestory Irankunda
Atacante · Sporting CP
6
Gols pela seleção (19 jogos)
8
Gols + assist. Watford 25/26
7,6
Nota FotMob vs Turquia (Copa)
1
Gol de falta vs Brasil (25/09)
Jogador destaque
Raphinha
Atacante · Barcelona
11
Gols La Liga 25/26
7,8
Nota média FotMob La Liga 25/26
73
Gols pelo Barcelona na carreira
11
Gols pela Seleção (37 jogos)

Os técnicos - Popovic mantém a evolução australiana, Ancelotti inicia novo ciclo

Tony Popovic

Tony Popovic assumiu a seleção australiana em setembro de 2024 e conduziu a equipe à classificação direta para a Copa do Mundo de 2026. A vaga foi garantida com a vitória por 2 x 1 sobre a Arábia Saudita, em Jeddah, resultado que confirmou o segundo lugar da Austrália no grupo da terceira fase das Eliminatórias asiáticas.

No Mundial, Popovic levou os Socceroos novamente à fase eliminatória. A equipe venceu a Turquia por 2 x 0, perdeu para os Estados Unidos por 2 x 0 e empatou sem gols com o Paraguai, antes de ser eliminada pelo Egito nos pênaltis após empate por 1 x 1.

Carlo Ancelotti

Carlo Ancelotti, de 67 anos, assumiu a Seleção Brasileira em maio de 2025. O italiano chega ao novo ciclo com cinco títulos da Liga dos Campeões conquistados como treinador, além de passagens por Milan, Chelsea, Paris Saint-Germain, Bayern de Munique, Napoli, Everton e Real Madrid.

Na Copa do Mundo, o Brasil terminou em primeiro lugar no Grupo C, com empate contra Marrocos e vitórias sobre Haiti e Escócia. Depois, eliminou o Japão por 2 x 1 na fase de 32 equipes, antes de perder por 2 x 1 para a Noruega nas oitavas de final e deixar o torneio.

Depois do Mundial, Ancelotti optou por ampliar o grupo de observação. Na convocação de setembro, o treinador levou 26 jogadores e explicou que o objetivo não era começar um trabalho completamente novo, mas dar continuidade ao projeto incorporando jovens jogadores ao elenco.

Análise tática de Austrália x Brasil

O 3-4-2-1 de Popovic funcionou em Townsville com três zagueiros protegendo a área e dois alas responsáveis por ampliar o campo. À frente da defesa, Okon-Engstler e Irvine ajudaram a fechar o corredor central, enquanto Metcalfe e Irankunda procuraram espaços próximos a Tete Yengi.

A estrutura permitiu que a Austrália defendesse com muitos jogadores atrás da linha da bola sem abandonar completamente a possibilidade de pressionar. O Brasil teve 65% de posse e completou 554 passes, contra 250 dos australianos, mas encontrou dificuldade para transformar essa superioridade em gols.

Para Ancelotti, uma das soluções passa por aumentar a velocidade das ações no último terço. Estêvão e Vinícius Júnior podem atacar os espaços criados quando os alas australianos avançam, enquanto Pedro oferece uma referência central diferente daquela apresentada por Endrick no primeiro jogo.

A Austrália, por sua vez, mostrou que as bolas paradas podem ser uma arma importante. Irankunda marcou diretamente de falta aos 68 minutos, enquanto o gol brasileiro saiu aos 90+5, após escanteio cobrado por Raphinha e cabeceio de Rayan.

Prognóstico de placar exato para Austrália x Brasil

O primeiro jogo mostrou uma diferença clara no volume de jogo, mas também revelou a capacidade australiana de proteger sua área e aproveitar situações de bola parada. Para Brisbane, o Brasil chega com a necessidade de transformar sua maior posse e quantidade de finalizações em produção ofensiva mais eficiente.

🎯 Palpite do Lance!
Austrália 1 x 2 Brasil
O Brasil deve se apresentar com uma defesa mais experiente em Brisbane, com Gabriel Magalhães e Vanderson substituindo os estreantes do primeiro jogo, e Pedro como centroavante titular oferecendo a referência na área que faltou em Townsville. A mudança tende a equilibrar a posse de bola já dominante da Seleção com finalizações mais eficientes.
A Austrália, porém, demonstrou na sexta-feira que pode ameaçar o gol brasileiro através de bolas paradas, e a precisão de Irankunda nas cobranças de falta torna improvável que os Socceroos não encontrem o caminho das redes pelo menos uma vez.
  • Nos três amistosos anteriores ao empate de sexta, o Brasil goleou a Austrália por 12 x 0 no placar agregado (6 x 0, 4 x 0 e 2 x 0)
  • A Seleção conquistou sete pontos no Grupo C da Copa, com sete gols marcados e apenas um sofrido na fase de grupos
  • Raphinha cobrou o escanteio que originou o gol de empate em Townsville e soma 11 gols e três assistências pelo Barcelona na La Liga 25/26
  • A Austrália gerou apenas 0,45 de expected goals no primeiro jogo apesar dos nove escanteios conquistados
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