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Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThayuan Leiras,
Dia 29/08/2025
11:30
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O ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028 já começou. Por isso, o Lance! traz, toda sexta-feira, um perfil com atletas promissores, apresentando nomes que podem brilhar ao longo dos próximos anos. A segunda personagem desta seção já escreveu história no esporte brasileiro: é Maria Paula Caminha, atleta de ginástica rítmica que debutou na Seleção de conjunto neste ano e promete para as Olimpíadas.

Da esquerda para a direita, Maria Paula Caminha é a segunda atleta (Foto: Ivan Carvalho / CBG)

Estrear em um Mundial adulto é um desafio, principalmente em uma disputa dentro de casa, a primeira na América Latina. Caçula e novata na equipe, Maria Paula Caminha chegou ao Mundial de Ginástica Rítmica do Rio de Janeiro com três ouros conquistados no Pan-Americano Junior.

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Vida de Maria Paula passou por três cidades

Maria Paula Caminha nasceu em 30 de setembro de 2008, estando prestes a fazer 17 anos, na cidade de Manaus. Mas foi em Salvador, capital da Bahia, que descobriu a sua paixão pela ginástica rítmica. Baiana de coração, ele começou no esporte através do Gorba, um centro de treinamento voltado para a Ginástica Artística e Rítmica.

Visando a Seleção brasileira — que integra desde os seus 13 anos — a atleta precisou se mudar para Aracaju, Sergipe, onde é concentrada a principal base de treinamento das equipes que representam o Brasil nas categorias adulto e júnior da ginástica rítmica.

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Na Seleção júnior, ela brilhou nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, realizados em 2023. Na competição, ela integrou a equipe que conquistou três ouros, um na disputa geral, um nas cinco bolas e outro nos cinco arcos. Depois, ela fez a sua estreia no Mundial de Ginástica Rítmica Junior, onde a equipe ficou no top-8 de todas as disputas.

— Eu chegar já no nível mais alto da seleção é muito gratificante, né? Porque acaba que eu tô pegando os frutos do trabalho. A gente conseguir ser campeã em Portimão e em Milão é fruto de trabalho de muitos anos da Seleção — disse Maria à Confederação de Ginástica.

Na Seleção de Ginástica Rítmica desde as Olimpíadas de Paris

O conjunto brasileiro de ginástica rítmica encerrou as Olimpíadas de Paris 2024 na nona posição, mesmo sendo favorita ao pódio. Isso aconteceu por conta da lesão de Victoria Borges. Após os jogos, a equipe passou por algumas renovações. E foi em uma dessas que Maria Paula conseguiu a sua chance.

Maria Paula Caminha representa a Seleção Brasileira de ginástica rítmica (Foto: Wallace Teixeira / Lance!)

No início de 2025, ela passou a integrar a Seleção principal da ginástica rítmica brasileira. Das competições juniores, ela foi rapidamente incorporada na equipe adulta, e não deixou nada a desejar. No World Challenge Cup de Portimão, a primeira na Seleção principal, a equipe conquistou dois ouros. Na Copa do Mundo de Milão, na Itália, a Seleção foi bronze na série mista.

Chegada ao Mundial

Os resultados impulsionaram a chegada ao Mundial de Ginástica Rítmica. A equipe nunca esteve em tão boa fase. E, com o apoio da torcida, o resultado não foi diferente: na sua estreia em um Mundial adulto, Maria Paula colaborou na conquista de duas pratas inéditas.

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No primeiro dia, o conjunto disputou a competição geral (que soma o resultado das séries mistas e simples). O Brasil fez um somatório de 55.250, que só foi superado pelo Japão. Em coletiva após o resultado, não faltaram menções à estreia de Maria Paula.

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Camila Farezin, treinadora da equipe, chegou a chamar Maria Paula de "pé quente". Definitivamente, a atleta foi um "pote de ouro" encontrado pela comissão técnica.

Conjunto do Brasil durante apresentação de simples no Mundial de Ginástica Rítmica (Foto: Ivan Carvalho / CBG)

Ainda antes da competição, ela antecipou ao Lance! o que aconteceu no Mundial: o Brasil mostrou que luta entre as melhores:

— Acho que isso é muito positivo, porque acabamos ressaltando ainda mais que a gente consegue. Podemos estar ali, entre as melhores. Realmente, temos chances.

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