Após eliminação, Jovane Guissone disputa sua especialidade no Mundial de esgrima em cadeira de rodas
Brasileiro foi derrotado nas oitavas de final do florete B e nesta quarta-feira briga por medalhas na espada B, prova em que foi ouro na Paralimpíada de Londres-2012

Considerado a principal esperança do Brasil no Mundial de esgrima em cadeira de rodas, em Roma (Itália), o gaúcho Jovane Guissone não se deu bem na estreia da competição. Nesta terça-feira, ele parou na fase de oitavas de final do florete B, terminando o Mundial na 11ª posição. Nesta quarta, porém, Guissone entra novamente em ação, desta vez com a esperança de obter um resultado melhor, competindo na espada B, mesma categoria em que sagrou-se campeão paralímpico nos Jogos de Londres-2012.
- Estou indo atrás da medalha que falta em minha carreira. Estou bastante focado e sei que virá na espada um resultado melhor do que no florete. O nível mundial está bastante alto, mas acredito que possa conseguir uma boa performance - disse Guissone, de 34 anos, que além do ouro paralímpico, já conquistou na espada B (classe para atletas com menor mobilidade de tronco) títulos em todas as competições nacionais, além de uma série de triunfos em etapas de Copa do Mundo.
Na estreia desta terça-feira, Guissone parou nas oitavas de final do florete B, ao ser derrotado pelo russo Albert Kamalov, sexto colocado do ranking mundial, que venceu o duelo por 15 a 12.
Outros dois brasileiros também foram derrotados nesta terça. Os paulistas Alex Souza e Lenilson Oliveira acabaram eliminados no florete A (atletas com mobilidade de tronco, amputados ou limitação de movimentos). Lenilson não obteve vitórias na fase de classificação - chamada de poule na esgrima - e ficou em 34º. Já Alex venceu um combate, passou para o quadro de 32, no qual acabou eliminado pelo italiano Matteo Betti, quinto do ranking mundial, por 15 a 1. A performance lhe valeu o 30º posto.

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